quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

DIA 02 TODOS NA ALERJ - IMPEACHMENT DO PEZÃO JÁ!


NOTA A IMPRENSA DA ASSEMBLÉIA DOS BOMBEIROS

Em Assembléia da Associação de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, com a presença da Associação SOS Bombeiros RJ, Policiais Militares e Pensionistas da PM e do CBMERJ, representantes da PCERJ e da CEDAE, Realizada hoje, dia 18 de Janeiro na Sede Cultural da Coligação dos Policiais Civis, foi aprovado pelos presentes, as seguintes propostas:

1- Permanecer com a comunicação de Hipossuficiência financeira ao comandante com Solicitação de *"Carona do Comando"*enquanto durar o atraso no Salário e 13°.

2- Levantamento da Situação de regularidade veicular de TODAS as viaturas do Cbmerj no âmbito estadual, com DENÚNCIAS que serão protocolizadas no Ministério Público Estadual.

3- DENÚNCIA ao MP, acerca das viaturas que estão sendo utilizadas para deslocamento dos oficiais para suas residências, neste momento de crise de calamidade pública financeira, quando os demais Militares,não possuem condições mínimas de deslocamento para o trabalho, pela falta da remuneração salarial , 13° e Gratificações;

4- Cobrança da Publicação do Calendário de Pagamento de 2017, com datas definidas para fins de tranquilizar os militares, de modo que os mesmo possam se organizar, minimamente, em relação as suas obrigações financeiras, como sempre ocorreu nos anos anteriores.

5- Garantia do cumprimento da lei de incorporação das gratificações, prevista para Janeiro de 2017;

6- MANIFESTAÇÃO COLETIVA de TODOS os militares ESTADUAIS, em frente à Alerj, no dia 02 de Fevereiro, para protestar CONTRA o PACOTE de MALDADES do Governo PEZÃO e também da não ACEITAÇÃO da REELEIÇÃO do atual presidente da ALERJ, que se mostrou favorável à aprovação das medidas injustas, do chefe do executivo, em desfavor de todos os servidores públicos estaduais, ativos, inativos e Pensionistas e abertura do processo de Impeachment do Pezão

Apesar de ter sido feito, somente o pagamento do salário de dezembro 2016.
Exigimos também o pagamento imediato do 13o salário 2016, dos atrasados de PROG (inclusive os serviços realizados nos jogos olímpicos, o repasse IMEDIATO do fundo de saúde, descontados dos Bombeiros e não repassados ao Hospital Central da Corporação. Além da municipalização do serviço do SAMU.

Não aceitaremos "pagar a conta" da má gestão, incompetência e corrupção do Governo do grupo do Cabral, que conduziram as finanças do ERJ à situação falimentar e caótica em que se encontram atualmente, onde a única solução apontada pelo Governo ERJ (agora com a cumplicidade do Governo Federal) seja a penalização dos sofridos servidores do Estado.

Rio de Janeiro, 4a feira, 18 de janeiro de 2017.

Mesac Eflaín
Presidente da ABMERJ

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Pezão sanciona orçamento, mas veta artigo que prioriza pagamento de servidor


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), sancionou e publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (18), o orçamento de 2017, que conta com um déficit de R$ 19,3 bilhões. O texto prevê uma receita de R$ 58,3 bilhões e pouco mais de R$ 77,7 bilhões em despesas.

Na publicação, o chefe do Executivo vetou o artigo que determinava prioridade no pagamento do salário dos servidores ativos e inativos.

Pezão também barrou a instituição do limite para concessão de novos incentivos fiscais. O artigo estabelecia um indicador de 1% da Receita Corrente Líquida do ano anterior como impacto financeiro para novos programas de incentivos fiscais.

Um terceiro artigo vetado pelo governador previa que os contratos com as OSs para gestão de unidades hospitalares poderiam ser subsituídos por contratos com a Fundação Estadual de Saúde.

Além disso, Pezão discordou que fosse uma obrigação o envio dos balancetes dos contratos com as OS. O artigo 23 determinava que os números deveriam ser enviados à Assembleia Legislativa a cada seis meses.

Ele também vetou que o trecho da lei que estabelecia que as compras de medicamentos hospitalares deveriam ser, preferencialmente, pelo sistema de registro de preços.

Como justificativa para os cinco vetos, o governador afirmou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não pode conter artigos que não sejam especificamente sobre fixação de despesa ou receita.

FONTE: EXTRA

Edifício de 15 andares desaba em Teerã e mata bombeiros que combatiam incêndio

TV pública iraniana transmitia imagens do fogo quando o prédio desabou. Trinta bombeiros que estavam no local morreram.

Prédio desaba durante incêndio em Teerã, no Irã, deixando 38 pessoas feridas

Um edifício de 15 andares no qual dezenas de bombeiros tentavam apagar um incêndio desabou nesta quinta-feira (19) em Teerã. Dezenas de pessoas ficaram feridas. Trinta bombeiros morreram, de acordo com a Associated Press, citando a TV estatal. As imagens do colapso do prédio foram transmitidas ao vivo pela televisão pública iraniana.

O prédio, construído em 1962 e que abrigava um centro comercial e ateliês têxteis, foi esvaziado momentos antes do desabamento, mas havia dezenas de bombeiros em seu interior tentando apagar as chamas, de acordo com a France Presse.

"Havíamos advertido várias vezes os responsáveis do edifício" de que não era seguro, declarou um porta-voz dos bombeiros, Jalal Maleki, lamentando que não tenham levado em conta as advertências. Contrariando as normas de segurança, roupas estavam armazenadas nas escadas.


Um edifício de 15 andares que havia acabado de ser evacuado após o início de um incêndio desabou em Teerã com vários bombeiros em seu interior, segundo imagens divulgadas ao vivo pela televisão pública iraniana. De acordo com a agência Reuters, ao menos 38 pessoas ficaram feridas (Foto: Reuters/Tasnim News Agency)

O incêndio, que durou quatro horas, começou no 9º andar e se propagou até o 15º, segundo os bombeiros.

Antes do desabamento, a televisão divulgou imagens nas quais enormes chamas saíam dos últimos andares.

O edifício foi construído pelo empresário judeu Habibollah Elghanian, que, depois da revolução islâmica de 1979, foi condenado à morte e executado por seus supostos vínculos com Israel.

Bombeiros fazem buscas para localizar vítimas de desabamento de prédio em Teerã (Foto: STR / AFP)

Bombeiros combatiam incêndio quando o prédio desabou (Foto: STR / AFP)

Edifício Plasco desabou após incêndio. (Foto: Reprodução/PressTV)

Bombeiros choram após o desmoronamento de um prédio em chamas em Teerã, no Irã. Informações iniciais apontavam que diversos bombeiros ainda estavam no interior do edifício no momento em que ele desabou (Foto: Reuters/Tasnim News Agency)

Policiais civis mantém greve

Segundo o presidente da Coligação dos Policiais Civis do Rio (Colpol), Fábio Neira, a paralisação da categoria continuará até que o estado regularize o crédito dos salários no 5º dia útil do mês

Rio - O pagamento integral hoje dos salários de dezembro dos servidores ativos e inativos da Segurança Pública não mudará em nada a disposição dos policiais civis que entraram ontem em greve. Segundo o presidente da Coligação dos Policiais Civis do Rio (Colpol), Fábio Neira, a paralisação da categoria continuará até que o estado regularize o crédito dos salários no 5º dia útil do mês. 

Policiais civis decidiram entrar em greve durante assembleia na segunda-feiraColpol RJ

Ontem, menos de 24 horas da decretação da paralisação, o governo anunciou que vai pagar hoje os salários de ativos e inativos da PM, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária e órgãos vinculados, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Secretaria de Segurança. Segundo a Fazenda, o pagamento será feito a partir das 13h. A pasta ressaltou que alguns depósitos poderão ocorrer após o fim do expediente bancário.

Os pensionistas da Segurança Pública, no entanto, não serão contemplados hoje. As pensões serão liberadas juntamente com os salários das demais categorias que ainda não receberam. O calendário para esse pessoal ainda não foi definido. 

“O anúncio (do pagamento) não vai alterar a decisão soberana da assembleia. Além disso, estamos solidários aos pensionistas que não vão receber dezembro nesta quarta”, disse Neira. 

Bombeiros: Assembleia hoje às 18h

Depois de policiais civis e agentes penitenciários terem decretado greve, agora os bombeiros se mobilizam para forçar o estado a colocar salários e 13º em dia. Os componentes da corporação fazem hoje, às 18h, assembleia para deliberar como vão pressionar o governo. A assembleia será na sede cultural da Coligação dos Policiais, na Rua Sete de Setembro 141.

Propostas debatidas

Segundo Mesac Eflain, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio, três propostas serão levadas para debate. Assim como PMs, os bombeiros são proibidos de participar de paralisações. “Vamos propor o aquartelamento da tropa. O pessoal vai para os quartéis, mas sairemos das unidades somente para atender chamados de socorro”, diz.

Serviço racionalizado

A outra proposta é racionalizar os serviços burocráticos internos dos quartéis, além de participações em formaturas. Será sugerido que os bombeiros deixem de ir trabalhar usando meios próprios já que não estão recebendo, além do salário, o auxílio-transporte de R$ 100 que é pago no contracheque, explicou o presidente.

Pedido para carro

Outra medida de protesto será orientar os bombeiros a pedirem que viaturas os peguem em casa para levar aos quartéis, tendo em vista que a tropa está sem pagamento. “No fim do ano passado, o comando liberou que carros buscassem o pessoal, mas como não deu para pegar todos, o comandante acaba liberando de ir trabalhar”, afirmou.

Parcelas atrasadas

Além dos salários em dia e do 13º, os bombeiros reivindicam, segundo o presidente da associação, o pagamento das parcelas do Programa de Reforço Operacional nos Grupamentos do Corpo de Bombeiros (Prog), devidas por serviços extras prestados nas folgas, que estão atrasadas desde o meio do ano passado.

Participação

O presidente da associação dos bombeiros, Mesac Eflain, informou ainda que objetivo é ter pelo menos de um a dois representantes dos cerca de 100 quartéis do estado participando da assembleia de hoje. “Como muitos estão sem dinheiro, entendemos que com a participação a reunião será representativa”, afirma.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Estado quer empréstimo urgente para quitar salários

Antecipação de recursos é parte do acordo de recuperação fiscal entre o governo do Rio e a União

Rio - A intensa negociação que o governo do Rio faz com a União para a recuperação fiscal do estado será fechada na próxima segunda-feira e envolve também a liberação de um empréstimo bancário com urgência para garantir o pagamento integral da folha de dezembro e do décimo terceiro dos servidores.

A antecipação de receitas de royalties de petróleo seria a garantia para a concessão dos recursos. O governo federal terá que dar o aval para a operação. E a intenção do Executivo é colocar esse plano logo em prática, antes da votação do novo pacote de austeridade na Alerj. 


Representantes do estado acreditam que, quitando a folha do funcionalismo, cria-se um ambiente mais propício e viável para aprovação de medidas, como a taxação extra de contribuição previdenciária e a venda da Cedae.

Jorge Picciani defende novo pacote afirmando que será a salvação para sanear as contas do Rio

A ideia é que as ações da companhia — que será federalizada — sejam também as garantias para liberação de empréstimos. Aprovando todas essas ações, o estado fecharia o acordo de recuperação fiscal, e suspenderia o pagamento das dívidas com a União por quatro anos. 

Questionado pela coluna sobre a antecipação de recursos para quitar a folha e o décimo terceiro, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (foto), do PMDB, disse que “tudo é uma equação para sanear as finanças do estado e o primeiro ato é colocar os salários em dia”. 

Apesar da intenção do governo de antecipar as verbas, o acordo ainda não foi fechado. Representantes do estado, que participam do processo de negociação, voltam a Brasília esta semana para fechar os detalhes do projeto de recuperação fiscal. 

Estão incluídas como contrapartidas à União a elevação da alíquota previdenciária dos servidores ativos e inativos (estes, apenas os que contribuem, ou seja, quem ganha mais de R$5.531,31) de 11% para 14%; a criação de taxa extra temporária (por três ou quatro anos) de 8% para quem está na ativa e de 6% para aposentados e pensionistas. A Alerj teria 90 dias para aprovar o novo pacote de austeridade. 

Em entrevista à coluna no domingo, Picciani defendeu as medidas. “Ainda que pagando temporariamente maior contribuição previdenciária, os servidores vão receber em dia e não com meses de atraso e sem saber o dia e ainda em muitas parcelas”, declarou.

Estado quita folha de novembro

O estado informou que quitou ontem a folha atrasada de novembro. A previsão inicial era de que a quinta e última parcela dos vencimentos fosse paga hoje. Foram depositados, ontem, R$ 138 milhões. O valor líquido da folha foi de R$ 2,1 bilhões. O salário de dezembro começou a ser pago na sexta, para ativos da Educação e do Degase, com recursos do Fundeb.

R$ 6,5 bilhões em 2017

O serviço da dívida do estado com a União (prestação a pagar com juros e amortização) só este ano é de R$3,3 bilhões. E o valor a ser pago sobre os contratos de operações de créditos também em 2017 é R$3,2 bilhões. Ou seja, se a recuperação fiscal do estado vingar, o estado deixa de pagar este ano R$ 6,5 bilhões ao governo federal.

Pensionistas da Segurança não vão receber salário de dezembro nesta quarta-feira

Pagamento só vai sair para servidores ativos e inativos da área

Rio - Os pensionistas da Segurança Pública não terão o pagamento da folha de dezembro efetuado nesta quarta-feira pelo governo do estado. O crédito das pensões só vai ser feito juntamente com os salários dos demais servidores que ainda não receberam os vencimentos do mês passado. O calendário para o restante do funcionalismo ainda não foi definido pelo estado.

No fim da tarde desta terça-feira o governo anunciou que pagará os salários os salários integrais de dezembro dos servidores ativos e inativos da área de Segurança Pública. O valor total depositado será de R$ 623 milhões. A Secretaria de Fazenda ressaltou que alguns depósitos poderão ocorrer após o fim do expediente bancário. O anúncio foi feito menos de 24 horas depois de os policiais civis anunciarem o início da greve.

A paralisação começou às 8h desta terça-feira. Os policiais pretendem manter a greve até que o Estado regularize o pagamento dos salários no 5º dia útil. Também está na pauta dos sindicalistas, o pagamento do décimo terceiro, horas extras e premiações por metas alcançadas (os atrasos são desde o segundo semestre de 2015).

Na paralisação durante as 72 horas serão atendidos os serviços indispensáveis, como as da Delegacia de Homicídios, Delegacia Antissequestro e retirada de corpos em via pública. Depois, será iniciada a greve com 30% do efetivo nas delegacias. 

A assembleia unificada foi convocada pela Coligação dos Policiais Civis do Rio (Colpol-Rio) e foi Associação dos Peritos Oficiais do Estado do Rio (Aperj), Appol, Sindelpol e Sindpol e ocorreu no Club Municipal, na Tijuca.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Governo do Rio diz que salário de dezembro da Segurança será pago nesta quarta

Por meio de nota oficial, o governo do Rio anunciou que fará, nesta quarta-feira, o depósito integral dos salários de dezembro dos servidores ativos e aposentados da Segurança Pública estadual. Serão beneficiados pela decisão policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. Segundo a secretaria de Fazenda, o Estado vai utilizar R$ 623 milhões para quitar esta parte da folha de pagamento.

Com isso, os servidores da Segurança se somam aos ativos vinculados à secretaria de Educação. Os demais servidores estaduais terão de aguardar como será feito o pagamento do salário de dezembro.

Confira a nota do governo na íntegra:

Os salários de dezembro dos servidores ativos e inativos da Segurança - Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária e órgãos vinculados, Bombeiros, Defesa Civil e Secretaria de Segurança - serão depositados integralmente a partir das 13 horas de amanhã (18/01) pela Secretaria de Estado de Fazenda.

O valor total a ser depositado será de R$ 623 milhões. Alguns depósitos poderão ocorrer após o fim do expediente bancário.

FONTE: EXTRA

Bombeiros agendam assembleia para esta quarta-feira, e podem paralisar serviços


Bombeiro liberados por falta de almoço 

A Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio (ABMERJ) anunciou a realização de uma assembleia geral da categoria, nesta quarta-feira, às 18h, na Sede Cultural da Coligação dos Policiais Civis, no Centro do Rio. Segundo os representantes da categoria, a intenção é oficializar uma possível racionalização dos serviços diante do atraso no pagamento dos salários e nas condições precárias de trabalho.

— Queremos intermediar as ações da categoria visando o pagamento o quanto antes do salário de novembro, do 13º e de bonificações atrasadas. Hoje, o bombeiro está sem condição de ir trabalhar. Estamos tendo que pagar do nosso bolso para nos apresentarmos ao quartel. Isso não pode acontecer mais — disse Mesac Eflaín, presidente da ABMERJ.

FONTE: EXTRA

PRESIDENTE MESAC EFLÁIN FAZ SAUDAÇÃO EM ASSEMBLÉIA DOS POLICIAIS CIVIS

Sem salário, bombeiros no Rio podem pedir carona aos batalhões para ir trabalhar


16.nov.2016 - Bombeiros nas escadarias da Alerj durante protesto de servidores

Ainda sem previsão para o recebimento do salário de dezembro e do 13º, os bombeiros do Rio de Janeiro foram autorizados a solicitar "carona" ao comando de seus batalhões para ir para o trabalho.

A decisão, publicada no dia 9 de dezembro, é válida toda vez que a data do depósito do pagamento ultrapassar os 30 dias, caso de janeiro. De acordo com a corporação, "a medida foi tomada com o objetivo de manter a operacionalidade do CBMERJ no atendimento à população".

Para ter acesso à carona, o agente deve apresentar uma declaração dizendo que não tem condições financeiras de arcar com as passagens e avisar com 24 horas de antecedência. O comando, por sua vez, deve enviar um carro até a casa do profissional para levá-lo ao trabalho.

"Não se endivide para se deslocar até o seu quartel. Todo trabalhador é digno de seu salário. Como o Estado não honra com seus compromissos, que o mesmo, através do CBMERJ, providencie meios para que os bombeiros possam chegar e regressar em seu dia de trabalho nas unidades que são lotados", afirma a organização SOS Bombeiros, ao apresentar um modelo da declaração.

A decisão também veta as convocações extraordinárias que não tenham caráter emergencial e permite a troca da escala 24h x 72h --em que o profissional trabalha 24 horas e folga três dias--, pela escala 48h x 144h --em que se trabalha dois dias direto e se folga seis--, "observando as condições físicas e psicológicas dos militares interessados".

A Secretaria de Fazenda informou que o salário de dezembro dos servidores da Segurança Pública deve ser depositado até o fim da semana, mas não soube informar quando o restante dos servidores irá receber. Até o momento, apenas os professores tiveram o 13º, pago com recursos do Ministério da Educação, depositado.

Na noite desta segunda-feira (16), policiais civis e agentes penitenciários se reúnem em assembleia para definir quais serão as medidas tomadas frente ao não pagamento dos salários.

Em novembro, os servidores da segurança engrossaram o ato do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) e, junto aos demais servidores, chegaram a invadir a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro durante a votação do pacote de austeridade enviado à Casa pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Em crise, o Estado declarou calamidade financeira na metade do ano passado e agora estuda formas de cobrir o rombo previsto de 19,3 bilhões para 2017. Entre as possibilidades analisadas pelo governo, estão um plano de demissão voluntária e a possibilidade de redução de jornada de trabalho dos servidores com redução salarial, medida que depende de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

FONTE: UOL

Cirurgias eletivas em hospitais do Corpo de Bombeiros do RJ estão suspensas

Corporação culpa caos financeiro e informa que exames laboratoriais também estão restritos a casos de emergência. Militares reclamam repasses de fundo de saúde.


Cirurgias eletivas estão suspensas em hospitais do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução TV Globo)

Estão suspensas as cirurgias eletivas (aquelas que não são emergenciais) em unidades de saúde do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Questionada, a corporação informou ao G1 na noite desta segunda-feira (16) que algumas empresas pararam de fornecer materiais cirúrgicos por falta de pagamento e, por isso, a instituição precisou fazer "opções". Segundo o Corpo de Bombeiros, a causa para a paralisação nos serviços é a crise financeira do Rio de Janeiro.

Enquanto isso, se multiplicam as reclamações de militares que contam com os atendimentos nas 60 unidades da rede de saúde da corporação. O problema estaria ocorrendo desde meados de dezembro último, segundo a instituição.

Os quase 15.600 bombeiros do Rio contam com a rede para serem atendidos em hospitais, postos médicos, policlínicas e odontoclínicas. Em nota, a corporação ressaltou que cirurgias emergenciais continuam sendo feitas e que suspender as operações eletivas foi uma forma de "manter a excelência de todos os procedimentos emergenciais".

A realização de exames laboratoriais também preocupa os servidores. A corporação informou que a empresa contratada para prestar o serviço não foi paga integralmente e, por isso, só estão sendo realizados exames de "análises clínicas de pacientes internados e emergenciais".

"A minha esposa está aguardando uma cirurgia de hérnia abdominal pós-cesárea e o médico dela, no HCAP [Hospital Central Aristarcho Pessoa], informou que não tem previsão para essa cirurgia e, inclusive, elas estão suspensas", desabafou um bombeiro que pediu para não ser identificado.

Fundo de Saúde

Fora as suspensões de cirurgias e exames, bombeiros estão indignados porque o Estado desconta mensalmente ao menos 10% do salário deles para pagar o custeio dos serviços de saúde. O valor que é arrecadado vai para o Fundo de Saúde dos militares e, então, é repassado pela Secretaria de Estado de Fazenda para a corporação, que fica responsável pela gestão dos recursos.

"A nossa maior preocupação é em relação ao Fundo de Saúde. Se cada bombeiro colabora com 10% e 1% por dependente, é um valor que não pertence ao Estado, e nem ao Corpo de Bombeiros, mas sim ao militar, e deve ser utilizado exclusivamente nisso [na saúde]", explica o presidente da Associação de Bombeiros Militares do RJ, Mesac Eflain.

Ainda segundo Eflain, o repasse do governo para o Fundo de Saúde do Corpo de Bombeiros não tem sido realizado há meses e o passivo estaria em torno de R$ 20 milhões. Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Estado de Fazenda não informou se há atraso no repasse.

FONTE: G1

ASSEMBLÉIA DOS BOMBEIROS


Governo analisa criar um teto para aposentadoria de militares, diz Temer


O governo federal analisa criar um teto para a aposentadoria dos militares, que atualmente ainda se aposentam com o salário integral, e outras medidas "restritivas", afirmou nesta segunda-feira (16) o presidente Michel Temer.

"O governo está estudando uma fórmula também restritiva para os militares", disse. "Isso está sendo estudado, pode ter um teto para aposentadoria. Já idade mínima não sei ainda, os técnicos estão estudando."

De acordo com um estudo apresentado pela Comissão de Orçamento da Câmara, as aposentadorias militares representam 44,8% do deficit da Previdência dos servidores da União, apesar de serem apenas um terço dos funcionários públicos federais. O deficit chegou a R$ 32,5 bilhões em 2015.

A contribuição dos militares também é inferior a dos demais servidores públicos. Enquanto os civis pagam 11% do salário bruto, o militares pagam apenas 7,5%.

Ao apresentar a proposta de reforma da Previdência, o governo deixou fora os servidores das Forças Armadas, sob a alegação de que está previsto na Constituição que eles tenham um regime especial –apesar de todas as mudanças previdenciárias terem que ser feitas por Proposta de Emenda à Constituição.

O presidente garante que o governo manda ainda este semestre uma proposta de mudança na Previdência militar. No entanto, uma fonte do Planalto explicou que o texto ainda nem mesmo foi apresentado a Temer.

Uma outra fonte que participa das negociações disse, ainda em dezembro, que o único ponto acertado à época com as Forças Armadas era a ampliação do tempo mínimo de contribuição, dos atuais 30 anos para 35. Não havia acordo para idade mínima e muito menos inclusão dos militares no regime único da Previdência, o que chegou a ser cogitado.

Na entrevista, Temer vinculou, de certa forma, a aceitação das mudanças a uma "readequação salarial" pedida pelos militares.

"O governo vai mandar muito proximamente também uma reforma da Previdência para os militares em geral, até porque eles pretendem muito uma readequação salarial para as carreiras", disse, acrescentando que vê generais no final da carreira com salários de R$ 18 mil, R$ 20 mil.

O valor é considerado baixo pelo governo, já que o teto salarial pago a ministros, parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal é R$ 35 mil.

Servidores com salários atrasados são debitados na conta corrente por consignados

Nos últimos dias, servidores estão reclamando da ocorrência de um desconto na conta-corrente de parcelas de empréstimos consignados.

Segundo esses servidores, as parcelas são debitadas automaticamente no contracheque. A retirada da conta-corrente caracteriza cobrança dupla.

A Secretaria de Fazenda informou que os servidores devem procurar a agência bancário para esclarecer a cobrança.

FONTE: EXTRA