sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

REACIONÁRIO OU REVOLUCIONÁRIO?

O Psol elegeu um reacionário?


Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo diz que Brasil vive ditadura, coloca Deus à frente do mandato e defende um militar para ministro da Defesa



Cabo Daciolo ficou conhecido ao liderar movimento grevista de bombeiros no Rio de Janeiro em 2011

Um vídeo de pouco mais de três minutos divulgado no Facebook pegou de surpresa o PSOL na última semana. Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo (Psol-RJ) declarou na rede social que o Brasil vive uma “falsa democracia”, defendeu a indicação de um general para o Ministério da Defesa e ainda relacionou os índices de violência com o “baixo” número de militares no País. Antes mesmo de assumir o cargo, o militar dá sinais de que, apesar de ter liderado uma greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, não é tão progressista como o partido pensava.

No vídeo, Cabo Daciolo diz que o Brasil precisa de “união” com os militares para ser uma “grande potência”. “Não sou a favor da ditadura, nem da falsa democracia que estamos vivendo. E acredito que a união do militar com a população faz do nosso País uma grande potência. Eu acredito na soberania do nosso País. Hoje nós temos o Ministério da Defesa. O senhor Celso Amorim é o ministro. E particularmente eu acho inadmissível que o cargo não seja de um oficial general, no último grau da hierarquia das Forças Armadas, podendo ser do Exército, da Marina ou da Aeronáutica”, diz.

O deputado federal Chico Alencar, que também é do Psol do Rio de Janeiro, admitiu que o episódio “chocou” as lideranças do partido. “Essas declarações, que evidentemente não têm a mínima identificação com o Psol, nos surpreenderam”, afirmou antes de criticar o discurso do colega. “Além de ter essa visão extremamente reacionária, atrasada, é um pouco prepotente. Ele convoca militares para discutir a importância de um oficial-general para chefiar o Ministério da Defesa. Ele está distante até das democracias liberais modernas”, complementou.

Essa não foi a primeira demonstração ideológica do militar que pareceu “preocupante” para a legenda. Em alguns vídeos, o Cabo Daciolo também demonstra costumes que “beiram o fundamentalismo religioso”, como classifica o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). Em uma das imagens, o bombeiro diz que seu mandato é de Deus. “Acredito em um Deus vivo. Esse mandato é ele [Deus] que está à frente, nos guiando. Ele é o Deus do impossível”, profetiza.

O momento mais “constrangedor”, segundo os socialistas, foi na segunda-feira 15, quando os deputados eleitos foram diplomados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Cabo Daciolo participou do protesto da bancada do partido em repúdio à violência contra a mulher. A manifestação tinha como pano de fundo as declarações polêmicas de Jair Bolsonaro (PP-RJ). O deputado afirmou que não estupraria Maria do Rosário (PT-RS) porque “ela não merecia”. Mas, após o ato, o Cabo Daciolo foi “tietar” justamente Bolsonaro e seu filho, alvos da ação, e ainda tirou uma foto com os parlamentares.

“Me chocou o vídeo do Daciolo. Achei que é uma pessoa que não está bem situada politicamente, afinal de contas ele está no Psol”, afirmou Jean Wyllys, que costuma fazer frente justamente a Bolsonaro na Câmara. “Eu já tinha visto um vídeo dele exageradamente religioso. Falando que vai estar a serviço de Jesus, quase beirando um fundamentalismo religioso. Esse vídeo já tinha me deixado um pouco constrangido”, explica o deputado.


Religioso, o militar organizava orações durante suas atividades de campanha

A aproximação de Cabo Daciolo com o partido se deu após o militar liderar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, em 2011. Na ocasião, ele comandou a invasão do Quartel General da corporação e o acampamento nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Mas como o Psol não percebeu que, ainda que tenha despontado como liderança de um movimento grevista, o cabo pudesse ser conservador em outros assuntos? “Ele se filiou próximo do período eleitoral. Nas conversas preliminares que tivemos ele pareceu ter uma postura progressista. Foi muito aberto, afável, disposto a ouvir. Como nós apoiamos muito esse movimento [grevista], sempre tivemos diálogo [com ele]”, minimiza Chico Alencar.

A reportagem tentou entrevistar o Cabo Daciolo para entender por que ele escolheu o PSOL e se não via problema em ter uma conduta destoante do partido. O militar chegou a atender uma das ligações, mas pediu que CartaCapital retornasse em outro horário. E não respondeu novamente. O militar parece não estar disposto, no entanto, a seguir as orientações do partido. Na noite desta quinta-feira 18, o bombeiro usou o Facebook para dizer que não tem obrigação de entoar ideais do próprio partido. Ele também disse que o pedido de cassação do mandato de Jair Bolsonaro, encampado pelo Psol e outros três partidos, é "eleitoreiro".

"Me reservo o direito de não trazer para minha ação política o debate que hoje mobiliza setores do meu partido, o Psol e o deputado Jair Bolsonaro. Não fui chamado pelo Psol e por nenhum outro setor a debater e preparar campanha pela cassação do mandato do deputado Bolsonaro. Se isso tivesse ocorrido, mesmo achando as posições deste erradas, não concordaria. Acho a tática equivocada, inclusive eleitoreira", criticou.

Com a polêmica, o partido deve se reunir para cobrar explicações do deputado federal ou orientá-lo. “Vamos conversar com ele e lembrá-lo que na sua nova função pública ele expressa a visão do partido. Ele não se elegeu sozinho”, avisa Alencar.

Agora, o risco é que o militar acabe se aproximando de setores que sempre foram opostos ao Psol no Congresso, como a Bancada da Bala ou a Bancada Evangélica. Caso isso aconteça a legenda indica que poderia reivindicar o mandato na Justiça. “Eu não gosto de fazer futurologia. É evidente que nenhum membro da bancada do Psol pode ser da Bancada da Bala, ou da Bancada do Agronegócio, ou da Bancada da Bola. A nossa identidade é exatamente não estar atrelada a nenhuma corporação dessas”, rebate o deputado Chico Alencar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

VAMOS ARRUMAR O CASARÃO VERMELHO


Pelo cumprimento da legislação do Quadro de Acesso,  contra a quebra de hierarquia, convidamos à todos aqueles que se sentem prejudicados nas fileiras do CBMERJ, Praça ou Oficial, para estarem conosco debatendo o grave problema existente hoje na Corporação.

Dia 22, 17 horas ABI.

Câmara aprova aposentadoria integral por invalidez e orçamento impositivo

A proposta que garante aposentadoria integral ao servidor público que se aposentar por invalidez, independente do motivo, segue para o Senado. Já a PEC do orçamento impositivo ainda precisa ser analisada em segundo turno pelo Plenário.

Em uma sessão que durou até a madrugada desta quarta feira, a Câmara dos Deputados aprovou medidas provisórias e projetos importantes, como o que institui o orçamento impositivo.

A sessão começou com a aprovação da proposta de emenda à Constituição que garante aposentadoria integral ao servidor público que se aposentar por invalidez, independente do motivo. A proposta segue para o Senado.

Por volta das 20 horas, o presidente Henrique Eduardo Alves anunciou a aprovação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que institui o orçamento impositivo:

“Mantido o orçamento impositivo na sua integralidade.”

Na prática, isso obriga o governo federal a liberar os recursos previstos pelas emendas ao orçamento apresentadas pelos deputados e senadores. Em 2014, cada parlamentar teve direito a R$ 14,5 milhões para destinar a projetos escolhidos por eles em seus estados. A proposta ainda precisa ser analisada em segundo turno pelo Plenário.

Já tarde da noite, os deputados aprovaram ainda duas Medidas Provisórias. A MP 655 abre crédito extraordinário de R$ 5,4 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, e será analisada agora pelo Senado Federal.

Já a Medida Provisória 656 prorroga até 2018 incentivos tributários para indústrias de bebidas, de tecnologia e outros setores. Uma emenda que propõe corrigir em 6,5% a tabela do Imposto de Renda causou polêmica. Ela foi defendida pelo líder do Democratas, deputado Mendonça Filho:

“Na prática, presidente, o que nós fizemos foi tão somente oferecer a condição de que o governo pudesse cumprir uma promessa de campanha. A gente está falando aqui de correção da tabela por 6,5%. É justamente a inflação projetada para este ano.”

A emenda chegou a ser votada simbolicamente, mas para evitar sua aprovação, o líder do governo, deputado Henrique Fontana, decidiu adiar a conclusão da análise da MP:

“Nós não podemos acolher uma votação que se desse de forma simbólica e que significasse transferir imediatamente toda essa responsabilidade à presidenta Dilma. Então, primeiro, eu reforço o compromisso do diálogo e da negociação. Eu peço a compreensão do Plenário de que nós vamos ter que pedir a votação nominal.”

Os deputados aprovaram ainda um projeto de resolução que fixa a distribuição de cargos partidários na Câmara dos Deputados. O número de cargos deixa de depender de mudanças no número de deputados de cada partido.

Confusão entre juiz e bombeiro vai parar na delegacia





Vídeo mostra parte da briga dentro de posto na Zona Sul. Caso aconteceu no último domingo

ADRIANA CRUZ E THIAGO ANTUNES
Rio - Mais uma confusão envolvendo um magistrado foi parar na Justiça. Desta vez, o juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara de Saquarema, é acusado de ofender um bombeiro dentro do posto de guarda-vidas, em Ipanema, Zona Sul do Rio, no último domingo. Ruliere, no entanto, alega que foi agredido por socos pelo sargento Andre Fernarreti. Na 14ª DP (Leblon), o caso foi registrado como lesão corporal e desacato depois de nove testemunhas serem ouvidas. Agora, o desfecho será no 4º Juizado Especial Criminal.
Um vídeo obtido por O DIA revela parte da confusão. As imagens, sem aúdio, mostram Ruliere entrando no posto 9 com mais dois amigos. O motivo seria porque a namorada de Fábio Pastor, um dos que acompanham o juiz, teria sido agredida por uma funcionária do local. A discussão teria começado por causa do uso do banheiro. Após o trio cercar uma das funcionárias, uma delas chama os guarda-vidas.

"O juiz estava agindo ali com abuso e além do limite de suas responsabilidades", disse o vereador Marcio Garcia (PR), que presta assessoria jurídica aos bombeiros no caso. "Estou acompanhando tudo para garantir que eles tenham o direito de se defender e evitar que ele (Ruliere) tenha algum privilégio, pois é filho de um desembargador. Tentaram arrastar uma das funcionárias e os guarda-vidas foram ver o que estava acontecendo. Não é porque alguém é juiz que pode arrumar briga com todo mundo", relatou Garcia ao DIA .Uma nova discussão tem início entre Fernarreti e Ruliere, este aparentando estar exaltado. Quando o guarda-vidas sobe as escadas, o magistrado vai atrás e o encara. Logo depois, Fernarreti desfere dois socos em Ruliere, que desce as escadas e sai do posto, retornando segundos mais tarde e subindo a escada novamente.
O magistrado relatou, em depoimento, que foi impedido de entrar no posto pelos funcionários e se identificou como juiz. Após a confusão com o sargento, Ruliere deu-lhe voz de prisão e acionou dois policiais militares. Segundo ele, André ainda lhe desferiu outro soco pois não queria ir para a delegacia. André informou aos policiais ter sido ofendido diversas vezes pelo magistrado que, irritadiço, o mandou se f#% e ainda tentou lhe dar uma cabeçada. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que não vai se pronunciar sobre o caso.
Outros casos envolvendo magistrados


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

3% DO PIB NACIONAL - 66 BILHÕES DE DÓLARES PARA A DEFESA NACIONAL JÁ!!!



SEGUNDA-FEIRA, DIA 22 AS 17:00HS NA ABI 
RUA ARAUJO PORTO ALEGRE 71

O Militar também é cidadão




Em repúdio as mortes de trabalhadores da Segurança Pública, por uma escala digna para todos, convidamos o Diretor do Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da Secretaria De Direitos Humanos Da Presidência Da República, Dr. BRUNO RENATO NASCIMENTO TEIXEIRA, a participar conosco de uma reunião no dia 22 de dezembro, as 17 horas na ABI, Associação Brasileira de Imprensa.

Acreditamos que com o diálogo poderemos encontrar a solução para a situação de escravidão funcional e geográfica a que os profissionais desta categoria estão passando.

Juntos Somos Fortes
Nenhum Passo Daremos Atrás

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Por que o MINISTRO DA DEFESA não é um Oficial General das Forças Armadas?



AGUARDAMOS OS SENHORES, REUNIÃO NA ABI DIA 22 AS 19 HORAS

PARABÉNS A TODOS - JÁ TEMOS UM DEPUTADO FEDERAL




Auxílio-transporte da PM pode triplicar em 2015

O valor do auxílio-transporte pago aos policiais militares, atualmente de R$ 100, pode subir em 2015. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou uma indicação legislativa nesse sentido, sugerindo que o governo do estado envie um projeto de lei para a Casa, aumentando o benefício para R$ 300. Mas não será este ano, já que o período eleitoral impede o aumento de despesas nos últimos seis meses de um mandato. Em nota, a Casa Civil informou que a questão está “em análise com vistas a futuro encaminhamento”. Atualmente, 42.680 PMs recebem o auxílio.

O Rio de Janeiro precisa de melhorias, não de maquiagem

Em outubro de 2009, num clima de euforia, o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, desbancando pesos-pesados como Madri, Chicago e Tóquio.

Estavam previstos mais de R$ 12 bilhões em investimentos e os gastos seriam divididos entre os governos federal, estadual e municipal, além da iniciativa privada.

O principal foco desde o início eram as instalações esportivas, a mobilidade urbana e as acomodações. Havia também a necessidade de se incrementar a rede hoteleira, ainda insuficiente para um evento do porte das Olimpíadas.

Anos depois, e com os típicos atrasos nas obras, o Rio de Janeiro se tornou um canteiro de obras. É claro que muitas delas são fundamentais. Mas a um ano e meio dos jogos, assistimos apenas a um embelezamento da cidade, junto com a inevitável especulação imobiliária (que inclusive já foi matéria do Jornal do Brasil.


O Rio parece querer se transformar numa cidade de primeiro mundo, mas só na aparência. Os serviços básicos continuam sendo de terceiro mundo. Na educação, faltam escolas e salários decentes para os professores. Na saúde, faltam ambulâncias, leitos, remédios e a remuneração dos médicos também é absurdamente baixa. O saneamento básico, ainda em déficit, segue espalhando doenças. Sem falar na Baia de Guanabara, onde serão realizadas várias provas de vela nas Olimpíadas, mas que até agora não foi despoluída.

E, claro, é inevitável citar a segurança pública. Ou insegurança pública. Só este ano, 104 policiais foram mortos no estado do Rio. A maioria, na capital. Desse total, 85 foram assassinados em dias de folga e 17 em serviço.>> Onda de violência assusta policiais militares do estado do RioO ano de 2015 já bate à porta. Resta saber se em 2016 teremos uma cidade realmente melhor para sua população. Ou se será apenas uma maquiagem provisória para agradar aos turistas. A maior derrota que o Rio pode sofrer não é a de perder medalhas nas Olimpíadas, mas perder uma chance de ouro de resolver os principais problemas da cidade.

FONTE: JB

DIPLOMAÇÃO CABO DACIOLO - 14 HORAS ALERJ

Câmara analisa federalização da segurança pública

Câmara analisa federalização da segurança pública - Bloco 1

Cabe à União a defesa da soberania nacional, aos estados a segurança pública, e aos municípios a proteção do patrimônio público municipal. As Comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos estão debatendo a viabilidade da federalização da segurança pública e da criação de um ministério específico para o setor.
Convidados – Deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e Efraim Filho (DEM-PB)