segunda-feira, 25 de maio de 2015

Campo de Santana vira estacionamento

RIO — Concebido pelo arquiteto e engenheiro francês Auguste François Marie Glaziou (1833-1906), o Campo de Santana deu vida ao Centro do Rio de Janeiro ao ser inaugurado por D. Pedro II, em 1880. Esse tesouro paisagístico no coração da cidade, no entanto, tem servido para um outro destino menos nobre para a sua história: virou estacionamento de viaturas dos Bombeiros, quando ocorrem eventos no quartel central da corporação, localizado bem em frente, na Praça da República.

Na sexta-feira, a situação se repetiu. Durante boa parte da manhã, carros da corporação foram estacionados perto de veículos particulares dentro do Campo de Santana, com autorização da Fundação Parques e Jardins (FPJ), que tem sua sede no local. O motivo alegado pela assessoria da corporação era a necessidade de abrir espaço no pátio do quartel para um evento em homenagem aos 107 anos da inauguração do prédio. No entanto, há duas semanas, na cerimônia de posse do coronel Ronaldo Jorge Brito de Alcântara no cargo de Secretário de Defesa Civil, em substituição ao coronel Sérgio Simões, o parque já havia sido usado como estacionamento.

Para o presidente da Associação de Moradores da Cruz Vermelha, Carlos Augusto Pinto Loureiro, os bombeiros deveriam procurar alternativas para promover eventos oficiais que não passem pela ocupação do Campo de Santana com suas viaturas. Para ele, isso pode contribuir para degradar o parque, que convive ainda com outros problemas:

— O que os bombeiros deveriam fazer seria ajudar na conservação do parque. E problemas para estacionar no Centro do Rio todo mundo tem. Com esse exemplo dos bombeiros, pode ter cliente da Saara que vai se achar no direito de estacionar ali dentro também — ironizou Carlos.

Com cerca de 60 mil árvores, o parque conseguiu sobreviveu à modernização da cidade ao longo dos anos. Na abertura da Avenida Presidente Vargas, por exemplo, perdeu apenas 60 árvores. Sua história foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que o tombou em agosto de 2013.

Nem a Fundação Parques e Jardins nem os bombeiros souberam informar quantas vezes o parque foi usado como estacionamento este ano pela corporação. No caso de sexta-feira, os bombeiros alegam que a festa foi rápida, tendo durado uma hora. “Não temos este levantamento, tendo em vista que o deslocamento de viaturas para o Campo de Santana ocorre em situações extremamente pontuais”, informou a assessoria.

FONTE: EXTRA

Um comentário:

  1. se fosse utilizado pela PMERJ este tal de Carlos Augusto Pinto Loureiro não estaria se importando e nem se metendo com um local que não pertence a ele mas como é com o Corpo de Bombeiros ele dever estar querendo aparecer já que a função que ele esta ocupando não deve estar dando um lugar de destaque para que ele apareça.
    Eu e milhares de militares ficamos agradecidos de poder contar com a colaboração da administração do Campo de Santana em poder ceder o espaço que é por poucas horas, em solenidades, e em provas do TAP que acontecem por militares que servem no Quartel Central, espero pode continuar contado com a colaboração da Administração do Campo para que possamos ter um lugar que possamos deixar nossos veículos em momentos de necessidades como as que descrevi.
    obrigado a Administração do Campo de Santana pela consideração e respeito com nossa Corporação que pessoas como este tal Carlos Augusto Pinto Loureiro nunca terá , a não ser quando ele estiver no sufoco e precisar do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

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