domingo, 21 de junho de 2015

Lei garante benefício, mas PM não recebe auxílio-invalidez


CI Rio de Janeiro (RJ) 19/06/2015 Policiais que não recebem auxilio invalidez. Na foto o PM Assis. 

Em maio de 2014, um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionado pelo governador Luiz Fernando Pezão estendeu o direito ao auxílio-invalidez para policiais, bombeiros e inspetores de seguranças que foram aposentados ou reformados devido a amputações de membros ou reformados em decorrência de “incapacidade física ou mental permanente”. Antes, o benefício era restrito aos paraplégicos e aos tetraplégicos. A proposta — que deu origem à Lei 6.764, aprovada meses antes das eleições — garantia o pagamento mensal de R$ 3 mil aos que se tornaram inválidos em decorrência de acidentes de trabalho, “impossibilitados total e permanentemente para qualquer atividade”.


SGT PM Freitas Foto: Roberto Moreyra / EXTRA Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Um ano e dois meses após a publicação da lei, bombeiros, inspetores e policiais que tiveram as carreiras interrompidas à força ainda não conseguiram receber o auxílio. Atingido por 11 tiros em 1995, durante uma operação em Nova Iguaçu, o PM Marcílio Freitas, de 54 anos, passou sete meses internado no Hospital da Polícia Militar se recuperando dos tiros, que acertaram o peito, o joelho, o braço e a mão. Considerado inválido desde então, Freitas, que foi reformado com o soldo de sargento, acreditou que daria uma vida mais tranquila à família quando a lei foi aprovada.

“Estava trabalhando e quase fui morto. Não estou assim por vontade minha. Preferia poder trabalhar a ter que receber esse auxílio. Os colegas que entraram na PM comigo subiram, e eu fui obrigado a parar. Preciso da ajuda da minha esposa até para carregar uma bolsa no mercado”, contou Freitas, que hoje caminha amparado por muletas depois que perdeu a capacidade de mover o joelho.

Outro que espera o pagamento do auxílio é Dejair Ferreira, de 52 anos, ferido em 2001. Ele foi reconhecido como policial num assalto, quando voltava do trabalho. “Após a aprovação da lei, entrei com um requerimento, mas o pedido foi indeferido”, afirmou.

FONTE: EXTRA

3 comentários:

  1. ATENÇÃO AMIGOS REFOS!!!
    Tem muitos companheiros REFORMADOS POR ATO DE SERVIÇO COM LESÕES DE PARAPLEGIA ARTIGO PRIMEIRO DA LEI 6764/14(PARESIAS,HEMEPARESIAS,MONOPLEGIAS, etc..),que não SABEM,e pensam que estão incluidos no parágrafo unico desta LEI.
    A Casa Civil e a PGE , está dando INDEFERIDO nos processos dos referidos SERVIDORES INATIVOS,mesmo sendo DEFERIDOS nos seus ORGÃOS de ORIGEM.
    Por conseguinte, muitos destes SERVIDORES ESTÃO INCLUIDOS no ARTIGO 1(primeiro) da LEI. Violando os seus DIREITOS CONSTITUCIONAIS.
    MOBILIZEM-SE JÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
    MARQUEM UMA AUDIENCIA COM O PROPRIO GOVERNADOR PARA RESOLVER ESTA QUESTÃO!?
    ABRAÇOS DE UM REFO. Sgt Matias.

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  2. absurdo total! tbm estou na mesma situação dos demais companheiros... meu processo esta na assejur do cbmerj a mais de 1 mes sem movimentação, fui até a dip ninguém informar nada!

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  3. Sou PM reformado por invalidez sem poder prover. A doença e incurável . esta impossibilitado para todo e qualquer trabalho. Esta isento IRPF. Desde dezembro de 1993. Nunca recebi qualquer auxilio seja do estado ou da PMERJ. As leis que políticos votam só beneficiam os. Coronéis . ninguém faz nada. Só sabem prometer e. Roubar ou locupletar -se. Só tem. Canalhas. Mas ano que vem tem eleições. E. As. Ienas. Já estão de plontidao. Cambada de via dos. Filhos da putas.

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