terça-feira, 23 de junho de 2015

Novas imagens reabrem investigação do caso Amarildo


São Paulo - Novas imagens obtidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) podem esclarecer o que aconteceu com Amarildo de Souza, o ajudante de pedreiro que sumiu há 2 anos na comunidade da Rocinha, na capital fluminense.
Exibidas hoje pelo Jornal Nacional, as imagens de uma câmera de segurança mostram viaturas do Bope, o Batalhão de Operações Especiais, circulando pela comunidade, sendo que em uma delas é possível identificar um volume similar ao de um corpo.
No vídeo, gravado no dia 14 de julho de 2013, é possível ver 6 caminhonetes do Bope andando pela comunidade à noite, após às 23 horas, 5 horas depois de o ajudante de pedreiro ser levado para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha.
Após peritos usarem programas de computador para analisar o vídeo, foi possível identificar um volume no chão da carroceria do último dos carros, na qual também estavam 4 policiais. 
A promotora Carmem Eliza Bastos de Carvalho afirmou ao Jornal Nacional que "esse volume é compatível com um cadáver", apesar de reiterar que é apenas uma possibilidade que deve ser investigada. Ainda de acordo com a promotora, o corpo teria sido colocado em uma capa de moto e enrolado com fita isolante.
O GPS do carro que levava o volume suspeito foi desligado durante 58 minutos, em um trajeto de 550 metros entre a saída da UPP e uma rua da Rocinha.
Depois, as imagens mostram os policiais descendo da caminhonete, que vai embora logo em seguida.
O caso Amarildo
A primeira investigação feita pelo MP-RJ concluiu que Amarildo foi torturado por duas horas dentro da UPP da Rocinha com choques elétricos, espancamento e simulação de afogamento. 
Ele foi levado para a Unidade para interrogatório sobre suposto envolvimento com traficantes.
O então comandante da UPP, Major Edson Santos, e mais 25 policiais militares foram denunciados pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha.
Apesar das diversas buscas da Polícia Civil na região, o corpo de Amarildo de Souza nunca foi encontrado.
Como forma de reparação à família, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma pensão mensal de 1 salário-mínimo e tratamento psicológico à mulher, aos seis filhos e três parentes do ajudante de pedreiro.
O caso provocou uma série de protestos contra a impunidade e a violência policial.
FONTE: EXAME

Um comentário:

  1. Obviamente que ninguém pode deixar de se importar com a morte de uma pessoa, mas o caso Amarildo já ultrapassou todos os limites do aceitável. Uma única pessoa que morreu não pode ter merecimentos maiores do que milhares de outras pessoas que também foram assassinadas no Rio, independente de quem matou ser policial ou bandido. Milhares de outras pessoas foram assassinadas e outras são assassinadas no Rio todos os dias, apenas o caso Amarildo merece ter prioridade nas manchetes de jornais e TVs. Apenas Amarildo merece justiça. Apenas Amarildo merece investigação e com tecnologia avançada. Todas as outras pessoas assassinadas no Rio de Janeiro são tratadas como lixo e todo merecimento é dado a Amarildo.

    Os políticos que insistem nesse único morto, precioso e lucrativo, vão quando lutar pela diminuição da violência no Rio de Janeiro? Perseguem tanto os Policiais Militares, vão quando lutar contra todos os tipos de violência na cidade, independente de quem a pratique? Por que odeiam tanto a Polícia? Teriam algum envolvimento ou recebem algum favorecimento criminoso? Nesse caso, Amarildo é cortina de fumaça para abafar pilantragens?

    Tem uma semana que o Ministério Público entregou as alegações finais do caso Amarildo, quase 400 páginas, conseguiram provar sabe o que? Ninguém prova nada. Absolutamente nada! Agora a promotora do caso aparece no Jornal Nacional inventado um volume em um espaço do carro do BOPE. Imagens que não são novas, existem e ela tem conhecimento desde julho de 2013. Por que ela quer esse alvoroço agora? Quer aparecer, ter destaque, fazer nome? Recebeu algum pedido especial de alguém para criar essa nova confusão? Ganhou o que?

    Quantas pessoas do BOPE ela indiciou? Ninguém? Se tinha indícios reais, por que não indiciou? Agora a função de promotores é criar oba oba na mídia e ouriçar a sociedade inteira contra a polícia? Onde estamos? O que é feito dos nossos impostos? Ninguém nos respeita mais? O Ministério Público tem por obrigação promover a justiça e não promover pessoas aos cargos de celebridades do jornal das oito.

    Lembrando que várias perícias foram feitas nas viaturas e carros do BOPE, o que encontraram?Nada! Absolutamente nada! Lembrando que o vídeo exibido no Jornal Nacional nada mostra e o jornalista ainda tem a cara de pau de dizer que o vídeo velho era uma novidade, como se fosse contar uma grande fofoca em rede nacional.

    Qual o interesse por trás dessa palhaçada toda? Tantos outros foram mortos por policiais, por bandidos, pelo marido, pelo vizinho e nenhum desses oportunistas pilantras quer investigar por que? Por que só Amarildo é interessante? Qual lucro essas pessoas têm de acusar uma infinidade de policiais de terem matado um único homem e ficar promovendo essa mesma ladainha dia e noite na imprensa? Por que Amarildo é mais importante do que toda e qualquer outra pessoa na cidade do Rio? O que ganham ou escondem usando a morte desse homem, se é que esse homem morreu mesmo?

    São cafetões de um homem morto, e recebem qual paga por isso? Qual interesse em lutarem tão arduamente para colocar a população contra a polícia? São dezenas de comunidades no Rio, em nenhuma outra ninguém morreu? Por que ninguém investiga assassinos de policiais e de trabalhadores? Tem coisa cheirando muito mal!

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