terça-feira, 4 de agosto de 2015

Entidades planejam manter paralisação parcial de serviços no RS


Na segurança, operação padrão deve continuar na BM e Polícia Civil.
Escolas estaduais terão aulas em turno reduzido pelo menos até dia 17.



Após um dia de paralisações de servidores públicos estaduais do Rio Grande do Sul devido ao parcelamento de salários anunciado na última semana, a terça-feira (4) deve ser mais um dia de retaliação à medida. As entidades responsáveis pelos serviços de segurança pública e educação planejam manter os serviços funcionando parcialmente até o próximo dia 18, quando todas as categorias do funcionalismo deverão definir se haverá uma greve geral.

Na área da educação, o CPERS-Sindicato, que representa os professores da rede pública estadual, orienta os docentes a trabalhar em turno reduzido até o dia 17, véspera da assembleia geral da categoria. Em meio à paralisação parcial, uma caravana percorrerá o interior do estado para debater a mobilização.

Na área da segurança, policiais civis e militares deverão manter a operação padrão. De acordo com a Abamf, que representa cabos e soldados da Brigada Militar, apenas os carros da polícia que estiverem com a situação regularizada irão às ruas, assim como aconteceu na segunda-feira (3). Além disso, policiais que não tiverem uniformes e equipamentos adequados para o trabalho ficarão dentro dos quartéis.

Já as entidades que representam delegados e oficiais da Brigada Militar planejam realizar uma assembleia em conjunto para definir ações. O presidente da Associação de Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), coronel Marcelo Frota, ressalta que as medidas a serem tomadas terão cuidado para não prejudicar a população.

"Esta não é uma luta a ser resolvida em poucos capítulos. Se tem a expectativa de quer não se vai resolver em curto e médio prazo. Nós, oficiais, pela tradição da Brigada Militar e pela legislação especial que nos rege, estamos tendo muito cuidado ao anunciar medidas, no sentido de proteção à sociedade e ao oficial", afirmou.

A Ugeirm, que representa escrivães, inspetores e investigadores, também planeja manter a operação padrão. Representantes do sindicato também percorrerão o estado para debater com associados do interior sobre a mobilização. O presidente da entidade, Isaac Ortiz, afirmou que o trabalho na delegacia terá "um pouco de morosidade".

"Quem for à delegacia será atendido, mas estaremos na operação padrão. Vai ser atendido dentro das condições que o policial vai ter para atender", explicou.Pela manhã, em Porto Alegre, o serviço do transporte coletivo estava normalizado, diferente da segunda-feira (3) quando ônibus da Carris não saíram das garagens. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) da capital, todas as linhas circulam sem restrição na cidade.

Na noite desta segunda (3), o governador José Ivo Sartori anunciou em entrevista coletiva a criação de um grupo de trabalho envolvendo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de gerir a crise nas finanças do estado. "Resolvemos criar o grupo para justamente abraçar essa causa, trabalhar em conjunto para olhar toda a realidade financeira do Rio Grande do Sul", disse o governador (confira a íntegra no vídeo abaixo).
Foi a primeira entrevista de Sartori após o anúncio, na última sexta-feira (31), do parcelamento dos salários do funcionalismo estadual. No mesmo dia, os servidores receberam a primeira parcela, de R$ 2.150. Outra parcela, de R$ 1 mil, deve ser depositada até o dia 13 de agosto. Para os funcionários que recebem salário superior a R$ 3.150, o restante será pago até 25 de agosto.


Fonte: g1

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