sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Excedentes cobram convocação imediata



Dois concursos anteriores do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foram homologados, mas ainda mobilizam muitos candidatos aprovados. No ano passado, a corporação abriu uma seleção com 520 vagas de soldado combatente (400) e técnico de enfermagem (120). Já em 2012, o certame contou com 100 oportunidades para motorista. Todavia, um grupo com 240 excedentes de ambos os concursos reclamam que novas convocações não são feitas desde janeiro. Cinco deles foram ouvidos pela FOLHA DIRIGIDA, no último dia 6: Jefferson Lessa, que concorreu a técnico de enfermagem; Ewandro Ferreira, Bianca Paz e Ricardo Catão, a soldado; e Cristiano Caldas, a motorista.

Eles, com mais outros aprovados, formam a Comissão dos Excedentes dos Concursos dos Bombeiros do Rio, criada em março. "Estamos correndo contra o tempo, porque em janeiro e fevereiro do ano que vem nada acontece, só depois do Carnaval. Se formos convocados no primeiro trimestre, praticamente iremos para as ruas como recrutas, sem preparo e experiência. E o nosso medo é esse. Será que haverá estrutura? E em um evento mundial como as Olimpíadas, sendo realizada apenas no Rio, como será?", indagou Bianca.

Os excedentes da seleção de soldado contaram que estiveram em contato com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, no dia 4 deste mês. No encontro, Pezão disse que há um pedido para novas convocações dos Bombeiros tramitando na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). "No entanto, ele não nos informou um prazo de quando o pleito será autorizado, e pediu para entrarmos em contato com ele daqui a três meses", explicou Ewandro.

Mas enquanto aguarda um novo posicionamento do governador, a Comissão dos Excedentes também faz a sua parte. Já houve um ato para doação de sangue no Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti (Hemorio) para chamar a atenção da mídia e da população, segundo Cristiano, além do contato com deputados, que se propuseram a lutar também pela causa. O próximo evento é uma caminhada na praia, com os mesmos objetivos.

Um dos motivos que enfatiza a urgência na convocação dos excedentes é a carência de servidores na corporação. "São aproximadamente 700 soldados, divididos em todas as categorias. Mas o certo seriam 7.024, determinado por lei. Ou seja, os Bombeiros trabalham com apenas 10% do efetivo. O déficit de material humano é tão grande que no Carnaval passado houve aquele incêndio no Shopping Nova América, no qual foi preciso homens de dez quartéis para apagar o fogo", sublinha Ricardo.

Jefferson também questiona as recentes declarações do governador do estado, de que quer abrir sete quartéis por ano, além de grandes policlínicas. "Como ele vai abrir tantas unidades, se cada ala tem que ter motoristas, enfermeiros, combatentes e oficiais? Não somos concurseiros, a maioria de nós deixou o emprego, pois queremos apenas ser Bombeiros, salvar vidas", concluiu. Até o fechamento desta edição, a corporação não se manifestou a respeito.

Um comentário:

  1. Sou praça de 1979 período da ditadura, rola um papo que os praças que entraram neste tempo teria direito a uma promoção alem da prevista. Juntos somos fortes .

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