domingo, 6 de setembro de 2015

Crise pode levar estados a parcelar salários, inclusive no Rio


Professor de Economia, Paulo Sanguedo diz que atraso de salários “é má administração” (Ururau)

A crise financeira do Rio Grande do Sul, que teve que parcelar o salário do funcionalismo, pode se repetir em outros estados. Segundo reportagem do Diário de Pernambuco, o cenário sombrio foi traçado por quatro dos sete governadores do PMDB, entre eles o do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, durante reunião no Palácio Guanabara, na última quarta-feira.

Na opinião do economista Paulo Sanguedo, a economia vai realmente de mal a pior. “O Brasil como um todo está em uma situação crítica, mas parcelar os salários dos servidores, que é princípio elementar do Direito do Trabalho, é fruto de uma má administração. Um descaso total”, afirmou o professor de Economia.

Ele acredita que a saída para a crise são os ajustes fiscais. “Essa é a proposta do ministro da Fazenda (Joaquim Levy) que, ao meu entender, resolveria os problemas, mas o ministro vem sofrendo boicote por parte do governo. A presidente acha que é economista e quer dirigir a economia do país”, disse Sanguedo, destacando que essa é a pior crise dos últimos 20 anos. “O agravante é que as outras foram temporárias e essa parece que vai durar, pelo menos até 2016”, acrescentou.

O professor afirmou ainda que o economista que diz que vai combater a inflação sem sofrimento não fala a verdade. “Quando se corta gastos e se faz ajustes, o povo é quem senti”.

A crise econômica fez crescer o endividamento dos governos estaduais. O caso mais grave é o do Rio Grande do Sul. O Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar na lista dos estados mais endividados. Ele só perde para Minas Gerais. São Paulo ocupa a quarta posição e Alagoas, o quinto lugar.

Na próxima terça-feira os governadores levarão a Brasília uma pauta de propostas para mudanças a médio e longo prazos, centradas nas reformas previdenciária, tributária e trabalhista. Eles se reunirão com o vice-presidente Michel Temer e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Pezão estima déficit de R$ 11 bilhões nas contas estaduais em 2016. A previsão inclui todos os gastos, até mesmo o pagamento da dívida. O governo fluminense encerrou 2014 com um rombo de R$ 7,3 bilhões, o maior déficit entre os Estados. Para equilibrar as contas, o governador determinou corte de R$ 4 bilhões em gastos com custeio e pessoal. Ele teve de pedir R$ 6 bilhões ao Tribunal de Justiça para conseguir pagar inativos e aposentados, e o empréstimo – oriundo do Fundo de Depósito Judicial – foi aprovado pela Assembleia no final de março.

FONTE: Diário NF

7 comentários:

  1. Tenho para mim de que se parcelarem os salários dos servidores do executivo, necessariamente, deverão, tb, parcelar os demais servidores do poder judiciário e legislativo. Porque senão poderemos enfrentar uma revolta generalizada dos servidores do executivo e isso não é bom para a sociedade de bem. Lembrem-se de que esse flagelo, se necessário, deve ser imposto a todos e não apenas para os servidores do executivo. O ideal é que não ocorra esse maldito parcelamento. Espero que as autoridades tenham juízo.

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  2. Tenho para mim de que se parcelarem os salários dos servidores do executivo, necessariamente, deverão, tb, parcelar os demais servidores do poder judiciário e legislativo. Porque senão poderemos enfrentar uma revolta generalizada dos servidores do executivo e isso não é bom para a sociedade de bem. Lembrem-se de que esse flagelo, se necessário, deve ser imposto a todos e não apenas para os servidores do executivo. O ideal é que não ocorra esse maldito parcelamento. Espero que as autoridades tenham juízo.

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  3. Simples é só partir para a greve pois depois das eleições a tropa se calou oque houve? Os salários aumentaram ou prog e PROES são suficientes?

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  4. Nada mais me assusta pois eles Roubaram tanto que o pais ta no fundo do poco...
    Se eu tiver salario eu pago se nao tiver nao pago....Votaram nesses caras agora aguenta.

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  5. Tendo em vista a crise que assolou o país inteiro, creio que isso seja uma medida a ser adotada em último caso. Até o momento vários ajustes foram feitos, mas não se mexeu no salário. Diante do orçamento que se tem, a busca de novas receitas se torna indispensável, coisa que o governo tem feito, não se pode negar.

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  6. Aqui no RJ eles mexeram no salários da PM e BM abaixando....porque não poderiam parcelar ? Pensem.....aqui se pode tudo prá sacanear o assalariado com as bençãos do judiciário carioca que é uma farsa.

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  7. Aqui no RJ eles mexeram no salários da PM e BM abaixando....porque não poderiam parcelar ? Pensem.....aqui se pode tudo prá sacanear o assalariado com as bençãos do judiciário carioca que é uma farsa.

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