quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Greve é marcada pela ampla adesão dos agentes de segurança do RS

TOTAL APOIO 
A GREVE DOS SERVIDORES 
DA SEGURANÇA PÚBLICA 
DO RIO GRANDE DO SUL! 


 O segundo dia de greve dos servidores estaduais gaúchos, motivado pelo novo parcelamento dos salários, foi marcado pela forte mobilização dos funcionários da área de segurança. Houve piquetes e protestos de policiais militares, civis e agentes da Susepe em diversas cidades do Estado.

Em Lajeado, representantes dos bombeiros, policiais civis e policiais militares cruzaram os braços desde o começo do dia. Foi organizado um churrasco em frente ao quartel do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar. Eles chegaram a interromper o trânsito. Em Passo Fundo, Policiais Militares do 3º Regimento de Polícia Montada (RPMon) e do 3º Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar ficaram aquartelados.

O presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar, em Passo Fundo, José Luiz Zibetti disse que a orientação é pelo aquartelamento, mas destacou que não existe a obrigatoriedade. Para Zibetti a situação é desrespeito, ressaltando que a Brigada Militar se tornou uma panela de pressão que pode explodir a 
qualquer momento. O comandante do 3º RPMon da Brigada Militar, tenente-coronel André Idalmir Savian Juliani, disse que a unidade não está parada. Segundo ele, guarnições estão fazendo o policiamento normal na cidade. 

Em Canoas, a entrada do 15º BPM foi bloqueada por uma manifestação organizada pela Associação dos Policiais Militares do Estado do Rio Grande do Sul (APM/RS) e com apoio até do Cpers/Sindicato. Em outras cidades da Região Metropolitana, a situação foi idêntica. O presidente da APM/RS, Dalvani Albarello, alertou que o abalo emocional, com o pagamento parcelado dos vencimentos, é muito grande na categoria. “É inadmissível não ter salário”, desabafou.

Na Capital, a maioria das unidades da BM amanheceu com seus portões bloqueados. No 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE), no bairro Partenon, a AESPPOM/RS, que representa as esposas dos brigadianos, montou um acampamento por tempo indeterminado que impediu a saída do efetivo. No 9º BPM, na avenida Praia de Belas, um piquete também não deixou as viaturas deixarem o local. O presidente da ASSTBM, que representa sargentos, subtenentes e tenentes, Aparício Santellano, entende que o governo “não se deu conta da gravidade da situação” provocada nos servidores públicos.

Com isso, um grupo de 15 alunos oficiais da Academia de Polícia Militar (APM) da Brigada Militar (BM) teve que ser enviado para realizar o policiamento ostensivo no Centro de Porto Alegre. Segundo o presidente da Abamf, que representa os soldados, Leonel Lucas, eles tiveram de caminhar a pé desde a sede da APM - na avenida Aparício Borges no bairro Partenon - que tinha um piquete montado na entrada principal. 

Já no 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon), também na avenida Aparício Borges, os familiares dos policiais militares deitaram-se no chão, na entrada do batalhão, para impedir a saída do efetivo a cavalo, contou Leonel Lucas. Ele avaliou como um sucesso o movimento em seu primeiro dia. “No Interior, todas as cidades tiveram mobilizações”, comemorou.

O presidente da Abamf observou que circularam apenas as viaturas que já estavam rodando na madrugada e ficaram no lado de fora dos quartéis. 

Comando da BM nega aquartelamento
No final da manhã desta terça, o comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, negou que policiais estejam aquartelados no Rio Grande do Sul. De acordo com Freitas, 90% dos policiais militares (PMs) escalados para trabalhar na manhã desta terça-feira, no Estado, saíram para as ruas. Os casos em que o os efetivos não conseguiram deixar os quartéis ocorreram por conta dos piquetes em frente aos batalhões. 

Alfeu Freitas afirmou ainda que não teve nenhuma informação de policial que tenha se recusado a trabalhar nesta terça-feira. “Não existe tropa aquartelada. Tropa aquartelada é aquela que se recusa a sair. Não chegou ao meu conhecimento ainda nenhuma desobediência, nenhuma ação de policial militar se recusando a trabalhar. Na grande maioria dos quartéis, os batalhões conseguiram liberar o efetivo para a atividade fim da Brigada Militar que é a polícia ostensiva”, afirmou.

Policiais Civis também cruzaram os braços
Os policiais civis também paralisaram os serviços, com adesão total dos agentes e delegados. Estão suspensas investigações, operações e capturas, sendo realizadas somente atendimento de casos graves nas delegacias. 

Agentes da Susepe aderem à greve
A paralisação teve adesão total dos agentes penitenciários. Em Porto Alegre, na rua Padre Todesco, no bairro Partenon, a Divisão de Segurança e Escolta (DSE) não transportou nenhum preso desde o início do movimento. Na manhã desta terça, todas as viaturas furgões encontravam-se estacionadas no pátio. De acordo com o presidente da Amapergs  Sindicato, que representa a categoria, Flávio Berneira, a paralisação inclui também a restrição na visita dos familiares, sendo reduzida para apenas uma pessoa. Conforme o dirigente, os serviços essenciais foram mantidos nos mais de 100 estabelecimentos prisionais, como alimentação e atendimento médico, mas as demais atividades foram suspensas pela  categoria que montou piquetes nos portões.


Familiares de PMs seguem em frente a batalhões no RS em protesto

Em Porto Alegre, mulheres de militares passaram madrugada em posto.
Objetivo é dificultar saída de PMs após parcelamento de salários.


Assim como na terça-feira (1), quando se intensificou a mobilização das entidades de segurança pública no Rio Grande do Sul dentro da greve dos servidores estaduais, que protestam contra o parcelamento de salários, batalhões da Brigada Militar amanheceram com piquetes de familiares nesta quarta (2) em Porto Alegre e outras cidades.

A comunicação do Comando da Brigada Militar informou que quatro batalhões registravam  presença de familiares desde a madrugada, a maioria mulheres de militares, na capital. Elas não querem que os maridos saiam para trabalhar após terem recebido apenas uma parcela de R$ 600 na segunda-feira (31).
Os bloqueios entre a madrugada e a manhã desta quarta foram registrados no 9º BPM, 1º BOE, Canil/BOE, 4º RPMon. Neste último, a mobilização ocorre no portão dos fundos, por onde saem os caminhões.
De acordo com o Comando de Policiamento Metropolitano, também há batalhões com bloqueios na Região Metropolitana: Sapucaia do Sul, Alvorada, Canoas (batalhão do bairro Niterói). Em Viamão, a saída de policiais militares chegou a ser trancada, mas já foi liberada. Também houve bloqueios em Novo Hmaburgo, Nova Santa Rita e Montenegro.
O Comando da BM, entretanto, garante que há policiais nas ruas, mesmo que em alguns batalhões exista alguma dificuldade para a saída deles.
"Os policiais estão nas ruas. Se houver alguma urgência, liga para o 190 que os policiais estão nas ruas para atender as necessidades da população", diz o major Rinie Coimbra.
Policiais não podem fazer greve
Mais de 40 categorias do funcionalismo público estadual paralisaram as atividades pelo menos até a quinta-feira (3), mas os policiais militares são proibidos por lei de entrar em greve.
Por conta de bloqueio realizado por familiares na terça-feira (1), PMs do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tiveram de caminhar por uma trilha no meio do mato para irem trabalhar no policiamento da Expointer, feira do agronegócio realizada na cidade vizinha de Esteio.
Segundo o relato de um policial, que pediu para não ser identificado, quando os PMs se preparavam para deixar o batalhão, as mulheres e familiares formaram um cordão humano para tentar impedir a saída. Os policias, então, foram orientados pelo comando a saírem por um portão localizado nos fundos do batalhão.
Calendário de pagamento aos servidores:
- Dia 31/8 (segunda-feira): Parcela líquida de R$ 600
- Até o dia 11/9 (sexta-feira): Parcela líquida de R$ 800 (R$ 1.400: 32% dos vínculos)
- Até o dia 15/9 (terça-feira): Parcela líquida de R$ 1.400  (R$ 2.800: 67% dos vínculos)
- Até o dia 22/9 (terça-feira): Parcela complementar (100% dos servidores do Poder Executivo – ativos, inativos, pensões previdenciárias e pensões alimentícias).
FONTE: G1

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