domingo, 13 de setembro de 2015

Servidor estadual ficará sem reajuste este ano, e 2ª parcela do 13º salário é dúvida


No Engenho Novo, Pezão afirmou que servidor não terá reajuste; 2016 dependerá da receita Foto: Márcio Alves 

Servidores do estado que, apesar da crise, acreditavam num reajuste anual até o fim de 2015 devem perder as esperanças. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu, ontem, que nem o Executivo nem os demais poderes do estado darão reajustes até o fim do ano. Pezão disse ainda que os recursos para o pagamento da segunda parcela do 13º salário ainda não estão garantidos.

— Em 2015, é impossível (dar reajuste). Já coloquei para todos os poderes que não tem como fazer nenhum reajuste. Ainda temos déficit, e a gente quer resolver isso — disse o governador, durante evento no Engenho Novo. — Já lutei muito para pagar 50% do 13º salário e vou lutar muito para cobrir a outra parte. Hoje, não tenho ainda garantia de que vou conseguir essa receita.

A decisão de não reajustar os salários foi tomada após reunião com representantes do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), do Ministério Público (MP), do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da Defensoria Pública e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Palácio Guanabara, no último dia 4. No encontro, convocado para discutir o Orçamento de 2016, foi debatido o fechamento das contas do governo deste ano e houve o consenso de que ninguém deveria mandar mensagens ao Legislativo pedindo reajuste.


Presidente da Alerj, Jorge Picciani, quer garantir pagamento Foto: Agência O Globo / Agência O Globo

Na reunião, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), ressaltou que a Casa tem condição de dar aumento a seus servidores sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas garantiu que não o fará para não causar problemas a outras instituições:

— Os únicos que podem dar aumento sem ferir a lei são a Alerj e o Tribunal de Contas, porque estamos abaixo do limite prudencial. Avisei que não vou dar reajuste, porque isso acionaria um gatilho de pressão maior e ensejaria um problema para o Judiciário e para o Ministério Público, que estão no limite, e um problema para o Executivo, que está com dificuldades de fechar o ano.

Ao abrir mão de reajustar os salários dos servidores do Legislativo em 2015, Picciani deixou claro que não permitiria a tramitação de mensagens de reajuste até o fim do ano. E resumiu sua decisão como “um esforço de equacionamento das contas”.

— Não vou aprovar reajuste, porque o estado corre o risco de chegar a março e não ter dinheiro para pagar (os salários). Qualquer aumento, de qualquer poder, tem que passar na Casa — disse o parlamentar. — É melhor segurar um pouco os salários e manter os pagamentos em dia do que não ter como pagar, como o Rio Grande do Sul. Vamos deixar para discutir reajustes no ano que vem, depois de ter noção mais clara da arrecadação no início do ano. Em março vou sentar e discutir aumento para os servidores da assembleia.

Pezão também afirmou que a previsão de reajuste para 2016 depende da arrecadação.

— Não tivemos essa discussão ainda — diz.

FONTE: EXTRA

16 comentários:

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  2. Seu comentário foi publicado Sr Valdelei, mas assim como tudo o que o Senhor fala, não se sustentou, caiu. Agora faz o que o Senhor disse que iria fazer. Ass.: SOS Bombeiros, o de verdade.

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  3. facil de resolver se nao pagar o 13º que é obrigação NÃO É FAVOR para tudo e quero ver como é que fica - somos trabalhadores NÃO A ESCRAVIDÃO JÁ BASTA A ESCALA DOS SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA DE NOSSO ESTADO

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  4. Praca de 79 da Resrva13 de setembro de 2015 13:00

    To falando...ta tudo dominado..eles fazem o que querem...vai eu deixar de pagar meu aluguel por 2 meses( ordem de despejo ) deixar de pagar uma divida no Banco..
    Deveriamos nao votar em ninguem em 2016 e 2018.....Isso e Brasil....

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  5. Não nos levem a mal,a questão se fosse de verdade,teriam,lançado o balancete da Abmerj,vamos ser honesto e sensatos.Pois ninguém tira dinheiro de qualquer lugar,todos os Bombeiros Militares fazem bicos e mais bicos e foi uma falta de respeito,quando não divulgaram o balancete.Bombeiros Querem Saber:Abmerj,onde está o Balancete?Pois já vinham descontando a tempos.Sabemos que não vão publicar.

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  6. O que ele disse que iria fazer?

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  7. Bombeiro tem sempre razão ...
    Quero ler.

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  8. tem uma maneira fácil de ter dinheiro em caixa......é só eles pararem com a frequente roubalheira.

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  9. Simples diminuam os cargos comissionados na alerj,no MP,no judiciário,e tragam de volta os bombeiros e policiais adidos em outras secretarias,dê um tempo nas obras dos jogos olímpicos e diminuam as secretarias do governo Pezão ai vai ter dinheiro para pagar os servidores e TB o 13° salario.

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  10. Tem capitã medica na secretaria estadual de saúde ganhando mais do que coronel!!!!

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  11. Quero parabenizar os companheiros da PMERJ que a grande maioria votou nesse desgovernador por conta das gratificações agora se acabem em bicos de segurança pois o RAS de vocês foi cortado e nosso salario não é o suficiente pra dar dignidade a nossa família agora corram ainda mais riscos com bico de segurança.
    Grato!

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  12. Esse Governador não estar pagando nem o Auxílio-invalidez ( LEI 6764 ), dos Bombeiros e dos Policiais Militares deste maio de 2014, que foram seqüelados em ato de serviço . Vocês acham que ainda vão ter reajuste salarial? Tá de brincadeira !


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  13. Aeee bomberada. Muito obrigado por elegerem o Pezao.... Vcs com essa guerrinha de daciolo e major estão de parabéns.

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  14. De todos os vencimentos, o 13° é o que destina- se na sua integralidade para a FAMÍLIA do PM/BM justamente no maior momento de comunhão familiar. Pior q mexer c BM e mexer c a família dele! Faz uma retrospectiva, vê direitinho.....

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  15. Eles os governantes estão pensando que nós somos palhaços mais eles verão de verdade se isso acontecer do que nós bombeiros unidos o que seremos capazes de fazer. Os senhores já viveram essa experiência uma então queremos continuar naquele que votamos.

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  16. Eles os governantes estão pensando que nós somos palhaços mais eles verão de verdade se isso acontecer do que nós bombeiros unidos o que seremos capazes de fazer. Os senhores já viveram essa experiência uma então queremos continuar naquele que votamos.

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