quinta-feira, 15 de outubro de 2015

PM deflagra greve e pretende acampar na ALE-AM, em Manaus

Polícia Civil deve aderir ao movimento, diz representante. 
Policiais pretendem acampar na sede da ALE-AM por tempo indeterminado.


Manifestantes devem acampar na sede da ALE-AM, na Avenida Mário Ypiranga (Foto: Indiara Bessa/G1 AM)

Servidores da Polícia Militar entraram em greve na tarde desta quarta-feira (14) após manifestação que iniciou em frente à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e finalizou na Assembleia Legislativa do Amazonas(ALE-AM). Polícia Civil e servidores da saúde também aderiram ao movimento e pretendem entrar em greve. Praças devem acampar na ALE-AM reivindicando diálogo com o Governo do Estado.

Após cancelamento de uma reunião com o Governador José Melo, servidores públicos da saúde e das Polícias Civil e Militar iniciaram manifestação em frente a UEA e caminharam até a Assembleia. De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), as reivindicações não são para ajuste salarial.

"Nós buscamos a reposição salarial da inflação, que é uma perda que nós tivemos e estamos com um salário menor, sem condições de sobrevivência e estamos pedindo pleitos que não custam R$0,01, como auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio fardamento", afirmou.

Ainda segundo o presidente, militares pretendem acampar na ALE-AM por tempo indeterminado. Eles reivindicam um diálogo com o governador José Melo.

“Nós convocamos os policiais da Policia Militar para que se desloquem para a Assembleia Legislativa do Estado para nos apoiar, nós precisamos de força, pedimos que eles não montem serviço e nos apoiem nessa empreitada de conseguir uma solução para a categoria”, enfatizou. O representante afirmou ainda que 2.284 policiais esperam por promoção de cargo.

A Polícia Civil, que aderiu à manifestação, afirmou por meio do vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM), James Figueiredo, que a categoria também pretende aderir à paralisação.

“Estamos brigando por perdas salariais de acordo com o índice, então isso não influi em aumento salarial. Existia desde o ano passado uma previsão orçamentária para pagar a Data Base e a nossa promoção, para onde foi esse dinheiro? Queremos saber do governador”, afirmou.

Cerca de 800 servidores públicos aderiram ao movimento na tarde desta quarta-feira, entre Polícia Civil, Militar e saúde. Em Manaus, cerca de 5.000 policiais estão em serviço atualmente.

O G1 entrou em contato com o Governo do Estado mas não obteve resposta até a finalização dessa matéria.

Fonte: G1

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