quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Reforma de quiosques e postos de salvamento é criticada

Projetos na Barra e Recreio são de responsabilidade da concessionária Orla Rio



O Posto 6, na Barra, foi o primeiro a ter a área reservada aos guarda-vidas reformada. Mas os bombeiros ainda reivindicam uma escada para facilitar os salvamentos - Hermes de Paula

RIO - A reforma dos 12 postos de salvamento já começou, e a modernização dos 97 quiosques da orla da Barra e do Recreio, ao que tudo indica, vai sair. Se as notícias parecem boas para moradores da região e todos os que costumam desfrutar a orla do bairro, poderiam ser ainda melhores, segundo os primeiros beneficiados pelas mudanças, bombeiros e donos de quiosques. Os primeiros dizem que uma alteração importante nos postos, uma escada de frente para a areia, que permitisse agir mais rapidamente em casos de afogamento, não foi feita. E os comerciantes temem deixar de atender o público no verão, por causa das obras, acumulando prejuízo justamente nos meses em que mais faturam. Os dois projetos são de responsabilidade da concessionária Orla Rio.

O primeiro posto salva-vidas a ser reformado na orla da Barra foi o 6, entregue com cerimônia de inauguração na última sexta-feira. A reforma contemplou a parte superior da estrutura, onde ficam as instalações reservadas aos agentes. O próximo será o Posto 8, na altura do Terminal Alvorada. Mas os bombeiros não ficaram satisfeitos: dizem que a escada seria um item primordial no resgate aos banhistas.

— Sabe por que muitas vezes nós quase pisamos em quem está na areia quando vamos salvar alguém que está se afogando? É porque não podemos parar de olhar para a vítima: o afogado vai afundando, e, se deixarmos de seguir exatamente na direção em que ele está, depois corremos o risco de não encontrá-lo mais. Como eu posso proceder assim se, para sair do posto, tenho que usar uma escada que me leva primeiro ao calçadão? Só queremos o melhor para a população e a chance de executar nosso trabalho com excelência — reclama um sargento que pediu para não ter a identidade revelada.

O Corpo de Bombeiros (CBMERJ), em nota, informa que a construção de uma entrada e saída independente para os guarda-vidas, voltada para o mar, faz parte das reivindicações da classe e foi discutida durante as reuniões que vêm sendo realizadas desde agosto com representantes da Orla Rio, parlamentares ligados à Comissão Especial da Orla Marítima, funcionários da Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar) e integrantes da Associação de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro (ABMERJ). Ainda segundo o CBMERJ, a corporação dará continuidade à discussão por entender que o equipamento é essencial, pois facilita o deslocamento no momento do socorro.

A Orla Rio, por sua vez, diz que os postos de salvamento têm o mesmo padrão desde a sua construção. Portanto, a demanda ainda deverá ser analisada pela prefeitura, já que alteraria o seu layout. A concessionária acrescenta que não se opõe à mudança, desde que ela seja custeada pelo Corpo de Bombeiros.

A empresa frisa ainda que não tem obrigação contratual de reformar os abrigos dos guarda-vidas, o que resolveu fazer após acordo costurado no grupo de trabalho montado em torno do tema. Armários, suportes, bancadas, iluminação, pintura e fiação elétrica, entre outros pedidos feitos pelos bombeiros, estão entre as melhorias realizadas, enumera. Feita a reforma, a corporação assina um termo de responsabilidade, assumindo o compromisso de manter o espaço como lhe foi entregue.

A Orla Rio não informou o custo da reforma dos postos de salvamento nem quando o trabalho estará concluído.



NOTA DA ABMERJ

A Associação de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro felicita o Grupo de Trabalho formado pela SECPAR, pela Orla Rio, Pelo CBA Atividades de Salvamentos Marítimos pela parceria e pelo diálogo que vem sendo desempenhado entre as Instituições e a Associação.

Nosso entendimento é de que há muito trabalho a ser feito, mas que a responsabilidade das condições dos Postos não pode estar incumbida a apenas um órgão, em se tratando de um bem público e de uso compartilhado.

A ABMERJ torna público que a maioria das solicitações feitas no âmbito de reformas do Posto, 90%, foram atendidas, e que o escape rápido, de frente para o mar, para a saída de socorro do Guarda-vidas, foi debatido entre os participantes do Grupo de Trabalho e será novamente discutido quando as reformas em todos os Postos estiverem mais adiantados.

A Associação se mantém de forma imparcial e empírica, dialogando e interagindo com qualquer órgão ou Instituição que esteja relacionado ao Salvamento Marítimo e as atividades profissionais vinculadas aos nossos sócios e amigos.

Juntos Somos Fortes. Nem um passo daremos atrás

Deus está no controle


Fonte: ABMERJ.com



Um comentário:

  1. "A empresa frisa ainda que não tem obrigação contratual de reformar os abrigos dos guarda-vidas, o que resolveu fazer após acordo costurado no grupo de trabalho montado em torno do tema. Armários, suportes, bancadas, iluminação, pintura e fiação elétrica, entre outros pedidos feitos pelos bombeiros, estão entre as melhorias realizadas, enumera. Feita a reforma, a corporação assina um termo de responsabilidade, assumindo o compromisso de manter o espaço como lhe foi entregue." ......... A empresa usa o espaço PÚBLICO para ganhar dinheiro e não quer investir?? é isso? Alguém tem que lembrar a esta empresa q este espaço foi criado devido a necessidade dos guarda vidas para executar um bom serviço a POPULAÇÃO.

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