quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Ética no Corpo de Bombeiros (ou a Falta dela)

Maiores informações de outras fontes em breve 

Fonte: Facebook Fábio Meirelles


Falando sobre Ética

“Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo.”

Em geral, cada profissão tem o que se chama de código ético, que deve ser cumprido pelos profissionais para assim terem uma conduta moral dentro de seu ramo.

Senhores Bombeiros Militares, no Boletim de 08 de Dezembro do corrente ano todos os Coronéis da corporação foram convidados pelo Ilmo. Chefe do Estado Maior Geral Sr Roberto Robadey Costa Junior, para uma reunião no auditório “A” do Quartel do Comando Geral, reunião esta que segundo o próprio foi determinada pelo Exmo. Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ Cel BM Ronaldo Jorge Brito de Alcântara.

O motivo da reunião em questão foi o mal estar gerado junto aos Coronéis da Corporação com o Projeto de Lei 262/2015 e principalmente com o artigo que diminui o tempo de permanência de 6(seis) para 4(quatro) anos, nesta o Sr Chefe do Estado Maior Geral informa a todos que o COMANDO da Corporação também foi pego de surpresa com as alterações feitas pelo Ilmo. Sr Deputado Alberto Lazaroni e que também não concordavam com elas e que como o Governador havia vetado vários itens inclusive este, não haveria motivos para as insatisfações que alguns Coronéis haviam demonstrado ao Comandante Geral, e encerrou a reunião dizendo que em próxima vez assim que o COMANDO tomasse conhecimento de qualquer proposta alteração do Estatuto de Bombeiro Militar os Coronéis seriam chamados para um debate.

Abaixo colocarei alguns trechos da sessão de derrubada dos vetos ao projeto de Lei 262/2015 para suas conclusões.

“O SR. PRESIDENTE (JORGE PICCIANI) – Foi o seguinte, foi até uma orientação equivocada da Presidência, eu chamo a mim a responsabilidade. Como eu tinha entendido que o que tinha sido ferido no acordo no Colégio de Líderes tinha sido só em relação ao Artigo 5º, eu dei esse encaminhamento, mas não foi, eu agora fui esclarecido de que foram feridos outros pontos do Projeto, e um deles, inclusive, eu pedi ao Deputado Dica que defendesse a sua Emenda. O Comandante Geral, Secretário de Defesa Civil, disse que estava de acordo. Eu perguntei a ele se ele tinha conversado com o Governador e com o Governo. Ele disse que tinha, e aí vetaram. Então, ele fez um acordo, na presença do Colégio de Líderes, com todos os parlamentares - e na minha presença, inclusive, uma pergunta específica minha - então, para mim, vale o mesmo, a questão.”

O SR. PRESIDENTE (JORGE PICCIANI) – Não. Mas tem razão. Pode destacar. Luiz Paulo, a única coisa que eu quero garantir é o princípio do acordo no Colégio de Líderes, porque senão não adianta nós chamarmos aqui membros do Governo, e neste caso foi muito bem especificado, se discutiu sobremaneira, a Rejane, o Paulo Ramos, o Bolsonaro, esse artigo. O outro artigo, eu questionei. O outro artigo, o Bolsonaro questionou. E o Comandante disse o seguinte: “Estou de acordo”. E foi mais longe, porque eu quis saber se ele estava falando em nome pessoal e se eventualmente poderia ser vetado pelo Governo, ele disse: “Não. Já conversei no Governo”.

O SR. EDSON ALBERTASSI - Sr. Presidente, só relembrando aqui. Esta matéria está na Casa há oito meses. Tivemos oportunidade, em abril, de receber aqui o Coronel Simões para tratar das Emendas à época. Esse tema foi colocado em pauta, no Colégio de Líderes. Foi para a Comissão de Constituição e Justiça. Analisamos lá. Preparamos e votamos um parecer do Relator Deputado André Lazaroni. Esse relatório veio para discussão no Colégio de Líderes há mais ou menos vinte dias, já com o Coronel Alcântara que, para minha surpresa, concordou com todo o parecer.

O SR. DIONÍSIO LINS – Sr. Presidente Jorge Picciani, o Partido Progressista vota integralmente pela derrubada do Veto. Agradeço a V.Exa., que, na reunião de líderes, perguntou ao Comandante Geral do Corpo de Bombeiros: “Está combinado isso com o Governo?” O Comandante Geral respondeu que sim.

O SR. FLÁVIO BOLSONARO – Presidente, quero aqui fazer um adendo porque fui testemunha, junto com o Deputado André Lazaroni, de que, após a reunião de líderes, todo o Comando Geral dos Bombeiros sentou conosco para elaborarmos esse Substitutivo juntos. Quer dizer, eles trabalharam inclusive para que chegássemos a essa redação e fomos surpreendidos com o Veto.

Diante do Exposto, fica a dica sobre o próximo artigo de nosso Estatuto que poderá ser alterado.

TÍTULO II

DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES DE BOMBEIRO-MILITAR

CAPÍTULO I

DAS OBRIGAÇÕES DE BOMBEIRO-MILITAR

Seção I

Do Valor de Bombeiro-Militar

Seção II

Da Ética de Bombeiro-Militar




Art. 25 - O sentimento do dever, o pundonor de bombeiro-militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes do CBMERJ, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com observância dos seguintes preceitos da ética de bombeiro-militar;

I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal;

II - exercer com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo;

III - respeitar a dignidade da pessoa humana;

IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das autoridades competentes;

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