quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Governador do Rio diz que luta para pagar 13º dos servidores até o dia 17


Pezão cumprimentou agentes no primeiro dia do policiamento Aterro Presente no Flamengo Foto: Pablo Jacob

Geraldo Ribeiro e Pâmela Oliveira

O pagamento da segunda parcela do salário de novembro dos servidores que tiveram os vencimentos divididos não está garantido para o dia 9. Ontem, o governador Luiz Fernando Pezão disse que está se esforçando para conseguir pagar a segunda parcela, que segundo a Secretaria estadual de Fazenda é de R$ 493 milhões, antes desta data. Em relação à segunda parcela do 13º salário, Pezão afirmou que espera poder honrar com o pagamento no dia 17, mas voltou a dizer que ainda não há garantias de que isso vai acontecer neste prazo.

“Não está garantido (o 13º salário). Se eu parcelei os salários de novembro, como estou com o 13º garantido? Vai ser uma luta permanente. Estou lutando para manter o salários em dia. Fizemos um esforço imenso neste ano. O Estado do Rio perdeu R$ 12 bilhões nos royalties e na atividade econômica. Nenhum estado do país aguenta uma perda dessa”, disse ele, durante o primeiro dia de policiamento do projeto Aterro Presente.

Sobre a cesta de Natal, o governador afirmou que caberá a cada secretaria a decisão de distribuí-la. Pezão afirmou ainda que vai procurar a Firjan, a Associação Comercial do Rio e a Fecomércio-RJ, num esforço para que os empresários paguem impostos: “O estado, assim como país, passa por um momento difícil. Se as empresas não recolherem os impostos, não temos como ter receita. Criamos uma nova lei para facilitar o pagamento de impostos”.

Maioria é da Educação e da Saúde

Hoje, 89.851 servidores ativos com vencimentos de até R$ 2 mil líquidos receberão os salários integralmente, de acordo com dados da Secretaria estadual de Planejamento. São, em sua maioria, funcionários da Educação e da Saúde, segundo a pasta. Já a média salarial dos que terão os pagamentos parcelados em duas vezes é de R$ 4.273.

Além dos servidores que recebem até R$ 2 mil líquidos, funcionários e comissionados de outras 13 entidades da administração indireta terão os salários pagos integralmente hoje, independentemente dos rendimentos. Eles trabalham em Jucerja, Detro, Imprensa Oficial, Ceasa, Loterj, Ipem, Coderte, Agetransp, Rioprevidência, Metrô, Emop, Riotrilhos e Agenersa. Segundo o Planejamento, o estado já havia depositado os salários da administração indireta antes da decisão de fazer o parcelamento.

Sem cortes no TJ-RJ, TCE, MP, Alerj e Defensoria Pública

Funcionários do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), do Ministério Público (MP), da Defensoria Pública, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) não terão os salários parcelados, independentemente dos valores de seus vencimentos. A notícia indignou representantes de categorias que estão sofrendo com o parcelamento dos vencimentos.

“Essa crise não foi criada por nós. Não é justo que tenhamos que pagar por ela. Não falo só pelos delegados, mas pelos servidores da Segurança Pública”, disse Rafael Barcia, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio.

Barcia lembra que o anúncio do parcelamento ocorreu a poucos dias do fim do ano, época em que há aumento da criminalidade. “E anunciam isso na véspera, como se não tivéssemos nossos compromissos, nossas contas”, afirmou.

O estado declarou que a Constituição estadual obriga o repasse de recursos aos demais poderes.

Professores não descartam risco de paralisação e greve

Professores da rede estadual também estão indignados com o atraso de parte do salário. Segundo Marta Moraes, do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), será convocada uma assembleia geral da categoria. Não está descartado, por exemplo, o anúncio de uma paralisação ou uma greve, o que poderia prejudicar o fim do ano letivo. “Mais uma vez, os professores e os profissionais da Segurança e Saúde são prejudicados”, disse ela.

FONTE: EXTRA

Um comentário:

  1. Põe o técnico do TJ na rua p trocar tiro e fazer sua segurança. Um auditor do TCE p dar plantão e analista do MP pra dar aula. Já q o policial, o médico e o professor são menos importantes, deixe-os em casa....

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