sábado, 5 de dezembro de 2015

Pezão garante segunda parte do salário no dia 9 e admite que pode mudar data de pagamento do funcionalismo


Pezão: ‘No dia 9 o pagamento está garantido’ 


O governador Luiz Fernando Pezão garantiu que o pagamento da segunda parcela do salário de novembro dos servidores será depositada até o dia 9. Pezão afirmou que a antecipação dos royalties de Petróleo - transação que segundo a Secretaria estadual de Fazenda renderia R$ 1,5 bilhão e evitaria a necessidade do parcelamento - não ocorreu porque a Caixa Econômica e o Banco do Brasil cobraram juros de quase 70% para efetuar a negociação.

— No dia 9 o pagamento está garantido. Estou lutando muito para antecipar essa data — disse o governador, durante visita às obras da Linha 4 do metrô, no Leblon, referindo-se ao montante de cerca de R$ 470 milhões que deixaram de ser pagos aos servidores. — A Alerj aprovou uma lei que poderíamos antecipar os royalties. Mas eu não aceitei porque o Banco do Brasil e a Caixa me cobraram quase 70% de juros. Estamos com taxa de juros de 14%. Se eu faço essa operação, teria problemas com o Tribunal de Contas e no Ministério Público. Como é que uma taxa de 14 eu vou pagar 70? Não vou sacrificar o estado e o futuro do estado aplicando uma taxa dessas — disse, acrescentando que entende o percentual, já que o grau de investimento da Petrobrás caiu e do estado também.

Pezão admitiu que poderá mudar, no ano que vem, as datas de pagamento dos servidores. O governador explicou que não é a prioridade atualmente, mas afirmou que muitas empresas conseguiram alterar na Justiça a data de recolhimento de impostos, o que impacta na receita do estado.

— Estamos vendo (se vai ter mudança). Dependo das receitas e dos repasses. Tem uma serie de ações de empresas que garantiram a mudança nas datas dos seus recolhimentos. As empresas de energia elétrica, por exemplo, entraram com uma ação no STF que muda a data de recolhimento de impostos. Tudo isso impacta na receita do estado. Eu tenho que me adequar ao calendário das empresas. Vou ver durante esse ano. Se eu for alterar, vou ter que alterar esse ano e publicar no Diário Oficial. Mas não é a minha prioridade agora. Minha prioridade é conseguir recursos para manter os pagamentos em dia — disse, afirmando que está emprenhado em garantir o pagamento do 13º salário até o dia 17.

Pezão afirmou ainda que a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff "não ajuda o país".

— Achei um erro. Isso não ajuda o país nesse momento. (...) Tem que dar condições de governabilidade à presidente. As pessoas estão perdendo emprego. A gente precisa ter atividade econômica, precisa que a economia cresça (...) Todos os estados estão com problemas, de São Paulo ao Acre. Estamos indo para uma taxa de desemprego de dois dígitos — afirmou Pezão.

Durante a entrevista, o governador recebeu uma ligação da presidente Dilma:

— Eu tinha telefonado oferecendo minha solidariedade e me colocando à disposição para articular governadores. Estamos ao lado dela nesse momento.

Pezão afirmou que não tem peso na bancada federal, mas garantiu que pedirá apoio também aos deputados e senadores do Rio de Janeiro no Congresso Nacional.

— O apelo que faço aos deputados federais e senadores do Rio é que termine logo esse processo dar dar governabilidade — disse Pezão, defendendo ainda o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB) do processo de impeachment.

FONTE: EXTRA

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