quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Boechat questiona salva-vidas que abandonou mulher à deriva


Gostaríamos da imparcialidade e isenção no levantamento das informações pertinentes ao fato desta Senhora que relata ter permanecido 10 horas no mar aguardando o socorro do GMar.

Várias informações precisam ser checadas, desde as condições que geraram o suposto afogamento até o recebimento do aviso e o resgate em sí.

O Salvamento Marítimo na nossa orla vai completar 100 anos, somente no Corpo de Bombeiros são 30 anos, nossos Guarda-vidas costumeiramente trabalham no mesmo Posto e local por anos, conhecem cada característica da praia e também consegue reconhecer o possível afogado antes dele pisar no mar.

A matéria publicada no Canal Bandnews jamais poderia ter o cunho condenatório após somente a declaração verbal da suposta vítima de afogamento. Deveria ter o cunho apurativo, uma vez que apenas após o transitado e julgado poderemos apontar erros e responsabilidades.

Em nenhum lugar do mundo o guarda vidas trabalha tanto quanto o do Rio, e tem a eficiência que temos, e provavelmente salvamentos feito quase em sua totalidade sem equipamentos, a estrutura com que contamos é de pouca a nenhuma ,em alguns locais o guarda vida não tem sequer um banheiro e um chuveiro de água doce, uma cabine em muitos locais parece ser um sonho impossível.

Mesmo assim, está lá o bombeiro guarda vidas, as vezes tomando conta de mais de 2 Km. de praia sozinho, muitas das vezes sem conseguir parar para suas refeições ou necessidades.

Se o jornalista se deu a má sorte de assumir também, a postura de acusação, cabe a emissora do referido jornal, apresentar as provas.

E cabe ao comando da instituição cobrar explicações acerca desse fato, pois é incabível e inaceitável a postura do âncora desse telejornal, acerca desse fato.


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