segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Bombeiros participam de combate ao Aedes aegypti compulsoriamente


          O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chicungunha e do vírus zika, virou polêmica entre os bombeiros do Rio. Os militares afirmam que estão sendo obrigados a participar da força-tarefa, lançada pelo governo estadual na semana passada. Devido ao baixo número de inscrições voluntárias, cabos e soldados são convocados compulsoriamente para o serviço. O problema é que, com a grave crise financeira que atinge os cofres do estado, a categoria está sem receber o pagamento do Regime Adicional de Serviço (Ras) desde novembro do ano passado.
           Lotado no quartel de Duque de Caxias, uma das cidades com maior necessidade de reforço operacional no combate ao vetor, um militar, que preferiu não se identificar, está com o pagamento de quase R$ 4 mil de serviço extra atrasado. Casado e pai de uma adolescente, ele estaria de folga nesta terça-feira, mas foi convocado para o combate ao Aedes. Segundo o cabo, os bombeiros estão sujeitos à responder por transgressão disciplinar, o que pode levar à prisão administrativa.
           — Estou com o pagamento de 10 serviços extras atrasados. Com os descontos, eu tenho a receber cerca de R$ 3.900. Como posso me inscrever para mais trabalhos extras se não recebo pelo serviço? — questionou o cabo. — É uma situação desagradável porque queremos ajudar a amenizar os problemas causados pelo mosquito, em contrapartida, não estamos vendo os nossos direitos — completou, aborrecido.
De férias, outro cabo - que também preferiu manter o anonimato - foi inscrito no curso de capacitação contra o mosquito transmissor das doenças compulsoriamente. Desde dezembro, ele decidiu não participar mais do Regime Adicional de Serviço devido a falta de pagamento.
          — Fiz oito serviços extras em novembro e dezembro, e estou esperando o pagamento até hoje. Desde o fim de 2015 optei por não participar mais até que o pagamento fosse regularizado. Tirei férias em fevereiro e volto ao trabalho na quarta-feira, no entanto, já me inscreveram no curso de capacitação, e eu sequer fui consultado — afirmou.
          O presidente da Associação de Praças do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Ribeiro, considera a medida autoritária.
          — Protestamos contra esta medida autoritária e arbitrária. Entendemos que as pessoas precisam ser pagas para trabalhar. Toda a sociedade vive situação delicada, mas nem por isso vai sacrificar uma categoria, se não houve antes políticas publicas e um planejamento eficiente que evitasse a proliferação do mosquito Aedes aegypti — ressaltou.
          Em nota, o Corpo de Bombeiros informou 800 bombeiros participam da força-tarefa e que conta sempre com a adesão voluntária dos militares nas ações em benefício da população. No entanto, “a corporação poderá acionar mais militares - caso seja necessário - com base no princípio da supremacia do interesse público, conforme prevê o regime militar, para reforçar o trabalho de mobilização”.
Sobre o atraso no pagamento do Ras, a Secretaria de Estado de Fazenda informou que “a prioridade é o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas, porém, a equipe técnica da Fazenda está estudando uma solução imediata para os pagamentos do RAS, e que está se esforçando na busca de recursos que garantam os pagamentos o mais rapidamente possível”.

Fonte: EXTRA

15 comentários:

  1. O que é trabalho escravo

    De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são elementos que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta a danos à sua saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele). Os elementos podem vir juntos ou isoladamente.

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  2. A expressão escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de trabalho são acobertadas pela expressão trabalhos forçados, embora quase sempre impliquem o uso de violência.

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  3. Pabm 1/GTSAI virou pátio legal têm sucata de carro e moto .

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  4. Somos 200excedentes do concurso de 2014 para combatente estamos com tudo pronto p sermos bombeiros e até agora nada. CHAMA PEZÃO

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  5. Vcs não vão falar nada da manifestação hj na alerj?

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  6. ta em crise pq só tem ladrão roubando no governo e nao vamos trabalhar de graca!

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  7. Pessoalmente vejo com tristeza a que ponto chegamos, pois reclamamos de qualquer coisa mais esquecemos do principal: nosso juramento como soldados do fogo.
    Já participei de várias operações exaustivas, perdi folga assim como muitos, sei a frustação de ter que deixar família para acudir outras pessoas, mas talvez seja por isso que sinto orgulho da minha profissão, já que isso demonstra meu compromisso em fazer algo pela sociedade. Agora, se passarmos a querer nos igualar a paisanada, onde o compromisso com a sociedade se restringe ao horário de trabalho não seremos taxados de iguais?
    Quando entrei no bombeiro não recebia nada mais nada além do que meu salário.
    Incontáveis foram os carnavais no sambódromo, comendo comida ruim e ficando acordado a noite toda. Reclamava, pois achava injustiça trabalhar sem receber nada a fim de ver outros divertindo, mas nunca reclamei por ficar agarrado a fim ajudar verdadeiramente os outros(bumba, serrana, etc).
    Os tempos passaram, a escala melhorou bastante(eu tinha inveja pelo pessoal do rabecão que era 24x72h), começamos a receber por arriadas de escalas complementares, nada mais do que justo, só que estamos numa crise e por conta disso ficamos reclamando quando escalado para ajudar os outros? não entendo
    Lógico que temos que cobrar o nosso pagamento, mas daí reclamar que estamos sendo escalado de forma compulsória chega a ser triste, pois essa guerra contra o mosquito é de todo mundo, inclusive dos militares da forças armadas que estão fazendo o combate de forma compulsória e sem nada receber.
    Quero meu dinheiro e vou lutar pra isso, mas não posso fechar os olhos para meus vizinhos e amigos que estão adoecidos, nem vou aturar reclamação de quem parece só pensar em dinheiro e esquece a missão de vidas alheias e riquezas salvar.
    Escravidão? escravidão e ficar atrás de uma escrivaninha pensando em besteira e nada fazer para ajudar o próximo. Bem como é aquele que fica quietinho e não se manifesta pelos seus direitos.
    Quero ver fazer passeata, quero ver se manifestar, mas também quero ver abraçar a causa e trabalhar para o bem da sociedade.

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    1. Meu amigo anônimo das 09:14h, entendo o seu ponto de vista e também trabalhei muito nas escalas extras do maracanã, réveillon em Copacabana, sambódromo, fórmula 1, cata peixe podre na lagoa,...
      Tudo isso eu fiz pra que o alto comando ganhasse as minhas custas, tanto é que quando começou a pagar por serviço extras, já não precisavam mais de tantos praças agora tinha bastante oficiais. Isso é meio contraditório vc não acha ?
      Mas quero dizer uma coisa se o serviço for de bombeiro mesmo tenho certeza que o bombeiro não reclamará, pois em Maricá tá bombando e vc não vê o bomba reclamar, nas buscas pelo corpo do neto do Chico Anísio ninguém reclamou, mas pra ser usado por esse governo nojento no combate a mosquito da dengue, o bombeiro tem mais que reclamar mesmo. Pois Não somos agentes de endemias ou coisa parecida. estamos sem o 13º, tem gente sem receber Prog desde novembro, o governo dá incentivo de milhões para supervia, light, ... E pro bomba não tem ?
      Temos que exigir os nossos direitos e um governo mais digno para a população !!!!
      JSF.

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    2. Somente o estudo liberta o Homem!!!4 de março de 2016 02:41

      Infelizmente meu caro Herói do fogo sei muito bem do que você esta falando pois eu tb já perdi muitas folgas salvando vidas e não reclamo da atividade fim do Bombeiro. A questão é você trabalhar de graça e de forma involuntária por incompetência do Governo em todas as esferas. E se você aceita tudo isso achando que ta bom e sem reclamar é pq vc não deve ter aproveitado esse seu tempo de bombeiro e estudado feito uma faculdade pra vc abrir sua mente e deixar de ser ignorante. Eu valorizo muito os Bombeiros antigos com 20 anos ou mais pois eles passaram por muitas provações no CBMERJ eu nem entraria pra corporação nessa época ou estudaria ainda mais pra sair. Agora quem não luta pelos seus direiros não merece estar no nosso meio quando vier as vitórias. Juntos Somos Fortes!!!

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    3. Para o militar da FFAA está indo no seu horário normal de expediente invés do soldados da marinha , exército e aeronáutica. Está no quartel sem fazer nada ele vai matar mosquitos. Minha esposa e militar do exército mais enfermeira não está indo para rua. Há o salário dele está em dia. Segundo dia útil do mês.

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  8. Ao herói anônimo das 09:14hs, é de bobo como você que o CMT geral precisa. Em 1º lugar a familia e depois, bem depois o cbmerj. Se não me pagam para eu prover meios de subsistência para minha familia, como que vou socorrer alguém?
    Sacripantas, parlapatão. Fica com Jason.

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  9. Engraçado quando estavam pagando bombeiros aceitaram estas migalhas e agora querem reclamar kkkkk continuem bms e PMS a fazer bico para o governo do estado. Eu só acho sacanagem escalar quem nunca fez prog e PROES

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  10. Meu PROES e no UBER. Dinheiro limpo sem imposto de renda. Ainda ajudo o amigo BMs pago os meus serviços.

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  11. BM, SAMU, Agente de Endemias.

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