quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Prazo maior encarece consignado para servidor estadual em até 19,5%

A partir desta sexta-feira, dia 12, as mudanças nas regras do crédito consignado para os servidores estaduais — com a extensão do prazo para quitar a dívida — vão alterar os valores dos empréstimos. Agora, os funcionários públicos e os pensionistas só poderão comprometer até 30% da renda mensal com os financiamentos, mas ganharão um prazo maior, de até 84 meses (sete anos), para quitarem seus débitos. Simulações feitas pelo diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, a pedido do EXTRA, mostram que as transações ficarão até 19,5% mais caras.

Quem pega R$ 10 mil de empréstimo no Bradesco, por exemplo, com o novo prazo máximo de parcelamento passará a pagar um total de R$ 20.283,48, em vez dos R$ 16.969,20 anteriores, em 60 meses (cinco anos).

— A vantagem é que as prestações ficarão menores, se encaixando mais facilmente no orçamento. O lado negativo, porém, é que isso vai aumentar o montante dívida. Por isso, a pessoa deve fazer (a transação) no menor prazo possível, dentro da margem — sugeriu Miguel.


O governo do estado reduziu a margem dos descontos em folha para 30% da remuneração bruta mensal do servidor. Antes, podia chegar a 70% da renda, no caso do crédito imobiliário; a 50%, no cartão de crédito; e a 40% no empréstimo pessoal e em outras situações. Esse cálculo é feito sem considerar os descontos obrigatórios, como os de contribuição previdenciária, Imposto de Renda e pensão alimentícia.

Segundo a Secretaria estadual Planejamento e Gestão, o objetivo da medida é evitar o endividamento excessivo do funcionalismo, com um comprometimento acentuado da renda, o que leva o servidor a renegociar dívidas antigas e fazer novos débitos.

A pasta também ressaltou que aquele que perceber qualquer desconto indevido em seu contracheque — seja ativo, inativo ou pensionista — deverá formalizar um termo de ocorrência na unidade de Recursos Humanos à qual esteja vinculado. O processo administrativo será encaminhado à secretaria, que tomará providências. Caso o erro seja comprovado, a instituição terá que devolver os valores debitados em até 30 dias.

FONTE: EXTRA

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