sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Projeto de Pezão prevê congelamento de salários por prazo indeterminado

De acordo com proposta, só haverá reajustes se, no ano anterior, tiver ocorrido aumento real na arrecadação do estado

Rio - Um dos projetos enviados por Pezão à Assembleia Legislativa propõe, na prática, o congelamento por prazo indeterminado dos salários do funcionalismo. Segundo a proposta, só haverá reajustes salariais se, no ano anterior, tiver ocorrido um aumento real na arrecadação doestado — ou seja, o crescimento teria que ser maior que a inflação.

Assim, futuros reajustes dependerão da retomada do crescimento econômico, o que ainda deve demorar — no ano passado, a receita real do estado (descontada a inflação) caiu 5%.

Teto para aumentos

Os reajustes salariais serão, porém, limitados a 70% do aumento real da arrecadação. Exemplo: se o crescimento acima da inflação tiver sido de 10%, o funcionalismo terá direito a, no máximo, 7% a mais no contracheque.

Outras restrições

Pelo projeto, que ainda tem que ser aprovado pelos deputados estaduais, as restrições passarão a valer também para outras despesas de pessoal, como bonificações e aumento de efetivo.

Sem alternativas

Para justificar a proposta, Julio Bueno, secretário de Fazenda, ressalta que, ao contrário da iniciativa privada, governos não podem demitir quando há queda de receita. Impedir reajustes salariais seria uma das poucas alternativas.

À vista

A redução, de 8% para 3%, do desconto para pagamento à vista do IPVA não desanimou proprietários de 
veículos. No ano passado, 609.408 quitaram o imposto de uma vez; em 2016, mais de 613 mil pessoas já efetuaram o pagamento — o prazo para placas de finais 7, 8 e 9 ainda não venceu.

FONTE: O DIA

2 comentários:

  1. Kkkkkk muito engraçado pra aumentar o salário dos parlamentares e o dele não tem tempo ruim quando o povo vê já foi vou comprar uma fantasia de palhaço oque tá faltando ainda pra tirar esse cara ??????? MUITO ESTRANHO O CARA TÁ BIINDADO

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  2. Num país onde os políticos não são sérios, administram para os amigos que bancam as suas campanhas, falar em crescimento líquido na arrecadação é chacotar com o funcionalismo público. Políticos marginais, categorias que predominam neste país. Num país sério estariam todos presos.

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