sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Revista PODER: Pezão, governador do Rio, já faz planos para quando sair



Luiz Fernando Pezão de SouzaCréditos: Zô Guimarães/Revista PODER

Com a educação e a saúde em colapso – justamente as duas grandes prioridades de seu segundo mandato –, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão de Souza, já faz planos para quando sair, daqui a três anos. Pretende se tornar “palpiteiro” e ganhar dinheiro com palestras. Experiência em crise não vai faltar…

Por Paulo Sampaio para a revista PODER de fevereiro
Fotos Zô Guimarães

Tudo parece muito calmo no Salão Verde do Palácio Guanabara, onde o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão de Souza (PMDB), 60 anos, recebe PODER. Pezão, que calça 47, está vestindo um despretensioso terno cinza, sem gravata, e usa gestos lentos pra falar, o que aumenta a sensação de letargia no local. À primeira vista, não se pode afirmar que o governador tem o entusiasmo que se espera de um líder político. “Vejo isso aqui como algo passageiro. Não me inebrio pelo palácio, pelo poder”, diz ele, com inequívoca sinceridade. Logo no começo da conversa, Pezão falou sobre seus planos para quando deixar o governo, como se faltassem seis meses, não três anos. “Vou ser palpiteiro. Vejo tantos por aí. O (ex-ministro) Maílson da Nóbrega, por exemplo, deixou o país com uma inflação de 80%, e agora está dando palpite (palestra) sobre como sair da crise; o (ex-diretor de planejamento do Metrô Rio) Fernando Mac Dowell deixou a cidade cheia de buracos e hoje é o maior especialista em trânsito e mobilidade urbana.” Procurado pela reportagem, Maílson da Nóbrega diz: “A opinião pública, os analistas de economia e as pessoas informadas sabiam que não fui o causador da inflação. Ao contrário, tentei limitar ao máximo seus estragos. Meu papel era conduzir da melhor maneira possível a economia em um governo frágil, impopular”. Maílson acha que, para ser um bom palpiteiro, “o governador do Rio precisa não só de informação e de conhecimento, mas também construir uma imagem positiva, para que a opinião pública não o associe à situação difícil que o estado (do Rio) atravessa”. Já Fernando Mac Dowell acredita que, em relação a ele, o governador estava brincando: “O Pezão gosta de mim. Virei cidadão honorário de Barra do Piraí por causa dele”, diz.

Manobra Política

Pezão tornou-se candidato ao governo do Rio graças ao desgaste de seu antecessor, Sérgio Cabral, de quem era vice. Cabral enfrentou uma violenta queda de popularidade quando viu seu nome associado ao escândalo envolvendo a construtora Delta e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, em 2012. Na ocasião, passou a orquestrar a condução de Pezão ao cargo, com o intuito, segundo se comentava, de continuar governando dos bastidores. “Isso não existe”, diz Pezão, meio sorumbático, meio dispersivo. Ele mantém a negativa mesmo quando confrontado com evidências como a escolha do filho de Cabral, Marco Antônio, de apenas 24 anos, para a Secretaria de Esportes – às vésperas da Olimpíada. “Ele (Marco Antônio) se dedica à política desde os 13 anos, foi presidente da juventude do PMDB, está fazendo um trabalho extraordinário na secretaria”, acredita Pezão.

Ao deixar o governo, o pai de Marco Antônio alegou que queria dar condições de elegibilidade ao filho, que pretendia candidatar-se a deputado federal. Eleito em 2014, o garoto se desincompatibilizou em 2015 para assumir a secretaria. No fim do ano, retornou à Câmara para apoiar a recondução de Leonardo Picciani à liderança do PMDB do Rio, depois que o deputado foi afastado da presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal – Picciani bateu de frente com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), por não apoiar o processo de impeachment contra Dilma Roussef.

O fato é que a liberdade com que Marco Antônio Cabral transita pelo poder no Rio diz muito do quanto seu pai ainda é influente no PMDB carioca. Pezão sabe disso. “Converso com o Sérgio o dia inteiro, é WhatsApp toda hora. Quando o Sérgio disse: ‘O meu candidato em 2014 é o Pezão’, ninguém entendeu nada. Companheiros dele da vida toda ficaram assustados, eu quase caí da cadeira. Mas ele me disse: ‘Pezão, em você eu confio’.” Tamanha é a confiança que uma piada interna do Guanabara dá conta de que Pezão é chamado de 01, enquanto Cabral, de 001. Por sua assessoria, Sérgio Cabral manda uma mensagem que é só elogios: “Pezão é um homem público comprometido com a melhoria da vida do povo de nosso estado. Ninguém teria condições para enfrentar com tanta serenidade e firmeza as dificuldades econômicas que o Brasil atravessa e que impactam em particular a economia fluminense”.

Sem Saúde

A tranquilidade no Salão Verde, que tem o pé-direito muito alto e é decorado com uma mesa de madeira de 22 lugares, tapetes antigos e quadros históricos de moldura barroca, contrasta dramaticamente com o estado caótico que a cidade vive do lado de fora do palácio. A saúde pública entrou em colapso no fim do ano passado, com um déficit de mais de R$ 1,4 bilhão só com fornecedores. Faltavam nos hospitais não apenas leitos, mas também esparadrapo, gaze, algodão, luvas cirúrgicas e medicamentos. A orientação era prestar socorro apenas a casos que fossem de risco de morte; pelo menos 24 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) tiveram suas atividades gravemente afetadas; médicos passaram a recusar atendimento alegando falta de condições de trabalho. A desordem ganhou ares de pandemônio quando o secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto, anunciou que deixaria o cargo para concorrer à prefeitura de Niterói. Em seu lugar entrou o médico Luiz Antônio de Souza Teixeira, secretário de Saúde de Nova Iguaçu, na baixada. Teixeira é sócio de uma clínica de ortopedia na cidade e membro do Conselho de Administração da Unimed.

Mas a saúde não é o único setor devastado em consequência da crise financeira. Na educação, cuja dívida chega a R$ 285 milhões, professores ameaçavam não iniciar o ano letivo se não recebessem a segunda parte do 13º salário. Ficou acertado que, para ter o valor creditado, eles precisariam assinar um termo de adesão no Bradesco, banco com o qual o governo trabalha. Quem não assinasse, receberia parcelado. “O pagamento não deveria ter sido creditado com dinheiro adquirido em empréstimo consignado, uma vez que não ficaram claras as condições contratuais”, diz Teresinha Machado da Silva, presidente da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes). Na segurança pública, a dívida chegou a R$ 230 milhões. Além de parcelar o que faltava do 13º dos 502.824 mil funcionários públicos do Estado, o governo mudou a data do pagamento dos salários do segundo dia útil do mês para o sétimo. Com isso, pretendia ganhar tempo de arrecadação. Três servidores do Judiciário entraram com um pedido de impeachment contra Pezão. Procurada por PODER, a assessoria do governador reagiu ironicamente: “Ahaha, tenha paciência!”. De acordo com a assessoria da Câmara do Rio, o pedido passaria por uma análise da Procuradoria-Geral da casa – mas só depois do fim do recesso parlamentar, que terminou dia 2 de fevereiro. O parecer da procuradoria seria encaminhado ao presidente Jorge Picciani. Como no caso de Dilma, apenas o presidente pode admitir o processo. Lembrando que o filho de Jorge Picciani, Leonardo Picciani, recebeu apoio de Marco Antônio Cabral, que é filho de Sérgio Cabral, que apoia… Pezão.

No fim de janeiro, a Justiça determinou que o governo pagasse o restante do 13º dos funcionários públicos de uma só vez, sob pena de arcar com uma multa de R$ 300 mil por dia de atraso. E caso o calendário de pagamento de salários não se normalizasse, a multa seria de mais R$ 50 mil/dia. A assessoria do governador afirma que “a Procuradoria Geral do Estado está analisando a petição”. Ao justificar o desastre, Pezão resume resignado: “A questão é a diminuição da arrecadação no estado”. Ele prevê um futuro ainda mais nebuloso, à medida que as obras iniciadas por conta da Olimpíada forem entregues. “Imagine o contingente de operários despejados no mercado de trabalho a partir de maio.”

A “descapitalização” do estado seria, digamos, o problema agudo do Rio. O crônico, e muito mais difícil de resolver, é a violência. O governador acredita que é mais complicado combater a milícia que o tráfico de drogas. Pezão defende que Marinha, Exército e Aeronáutica prestem reforço permanente à segurança do Rio, como aconteceu na Copa e deve se repetir na Olimpíada. Mas será que isso não se tornaria uma nova forma de “milícia” ou uma “bengala” para apoiar a segurança do estado? O governador acha que não. Para ele, o contingente de homens deslocado das três forças armadas não fará falta para nenhuma delas: “Você acha que o Brasil vai entrar em guerra algum dia?”. Procurado para comentar sobre a violência no Rio, Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL e desafeto declarado de Pezão, dispara: “A lógica do PMDB é sitiar o Rio de Janeiro de maneira militar, repressora, autoritária e, assim, garantir a circulação das mercadorias, conservar os bairros nobres da metrópole e proteger os trechos escolhidos pela especulação imobiliária. O objetivo é transformar o estado em um galpão de negócios, no qual o lucro prevalece sobre a vida. Há dez anos, a política de segurança pública do PMDB divide o Rio entre áreas privilegiadas, territórios descartados e zonas de sacrifício”.

Case Mundial

Com temperaturas na faixa dos 40 graus e a umidade relativa do ar batendo em 60%, a crise no Rio ainda sofre o peso do sufoco. O estoque de energia do próprio governador parece suficiente apenas para emitir nomes que possam salvar o estado da penúria, como o da presidente Dilma Rousseff, que enviou ao Rio R$ 135 milhões pelo Ministério da Saúde. O governador afirma que precisaria de R$ 1 bilhão para regularizar as contas. “Ninguém morre de tédio aqui (no governo)”, diz. Outro aliado é o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a quem Pezão tece calorosos elogios. Nesse caso, ele parece ligeiramente empolgado, até porque Paes anunciou um aporte de R$ 100 milhões para o estado. “Apoio o Eduardo até para presidente da República! Ele vai transformar a Olimpíada em case mundial”, anima-se. Pezão não se cansa de mostrar gratidão. Por aqueles dias, manteve seu apoio ao candidato de Paes à sucessão municipal, Pedro Paulo Carvalho, secretário-executivo de Coordenação da prefeitura, acusado de esbofetear a mulher e arrancar-lhe um dente. Alexandra Teixeira convocou uma coletiva para minimizar o incidente. “Isso é problema deles”, murmurou Pezão, no dia em que a convenção do PMDB decidiu que o amigo de Paes ainda era candidato.

Os nomes de correligionários que, ao contrário de Cabral e de Paes, ameaçam arrastar Pezão para a vergonha política são rechaçados sem piedade – mesmo que no passado tenham feito parte do mesmo PMDB que o elegeu, caso de Eduardo Cunha, que era da chapa do governador em 2014. Cunha tenta se safar de acusações de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É apontado como receptor de propina da Petrobras e da empreiteira OAS. Quando questionado se deu conselhos a Cunha, Pezão diz: “Não temos esse nível de amizade. Dei um toque, dei dois, disse que queria uma pauta positiva. Mas ele estava em voo solo. Ficou chateado porque o PT não o apoiou, e pronto. O que eu vou fazer?”. Por e-mail, a assessoria do presidente da Câmara respondeu que “dificilmente ele se manifestará”. O que Pezão tem feito é declarar que seu relacionamento com a presidente Dilma é “excelente, extraordinário”.

Quarenta Chopes

Nascido em Barra do Piraí, cidade a 100 quilômetros do Rio, Luiz Fernando de Souza é graduado em administração e economia, foi prefeito da cidade, secretário de Obras do Rio e vice-governador do estado. Seu maior prazer é estar na mesa de um boteco, de preferência em Piraí, bebendo, comendo “muita fritura” e conversando com amigos. No Rio, frequenta o que chama de “triângulo das bermudas”, trecho compreendido entre os bares Jobi, Chico & Alaíde e Bracarense, todos no Leblon. “Tomo quarenta chopes e fico bem”, garante. Mas, desde setembro, quando iniciou um rigoroso regime, não tem bebido nem comido nada do que gostaria. As corridas matinais e o corte na alimentação já o fizeram perder mais de 20 quilos – dos 137 que pesava antes, para 1,90 metro de altura. Casado há 22 anos com a advogada Maria Lúcia Horta Jardim, que foi secretária da Fazenda de Barra do Piraí em três governos consecutivos, Pezão se orgulha do fato de a mulher ter ocupado o cargo em diferentes partidos, o que seria um sinal de isenção de parte a parte. Não teve filhos com Biluca, como costuma chamá-la, mas ajudou a criar os dois dela.

O PMDB virou o player nacional

Abaixo, trechos da entrevista que Pezão concedeu a PODER em seu gabinete no Palácio Guanabara

PODER: O senhor parece ser um homem simples, especialmente se comparado ao ex-governador Sérgio Cabral, que gostava de jantar com amigos em restaurantes caros de Paris.
Luiz Fernando Pezão: Não é meu estilo. Gosto de sentar com os amigos em um boteco para beber cerveja. Bebo 40 chopes e fico bem. De preferência em (Barra do) Piraí.

PODER: Quarenta chopes?
Luiz Fernando Pezão: Agora, dei um tempo, porque estou fazendo regime.

PODER: Outra paixão é o Botafogo… (o governador mantém uma bandeirinha do time em cima da mesa)
Luiz Fernando Pezão: Sim! Estou esperando a Maitê (a atriz Maitê Proença havia dito que entraria nua em campo, caso o time ganhasse o campeonato nacional. A promessa foi cumprida parcialmente…).

PODER: Sua carreira política é extensa…
Luiz Fernando Pezão: Fui prefeito da minha cidade, secretário de Estado, vice-governador e, agora, governador. Já estou no lucro. Vejo isso aqui como passageiro. Estou pensando no que fazer depois.

PODER: Já pensando no ‘depois’?
Luiz Fernando Pezão: Governador não se aposenta, né? Penso em ser palpiteiro, como o (ex-ministro) Maílson da Nóbrega. Ele deixou uma inflação de 80% e agora dá palestra para economistas. O Fernando Mac Dowell (ex-diretor do Metrô) também. Deixou a cidade cheia de buracos, e virou o maior especialista em mobilidade urbana.

PODER: O senhor deve deixar o governo com uma profunda experiência em crises. Pode dar palestras também.
Luiz Fernando Pezão: Não. Pretendo dar bons palpites.

PODER: Como estão suas relações com o PMDB no estado?
Luiz Fernando Pezão: O partido ganhou uma projeção muito grande. Nós viramos player nacional, coisa que o PMDB nunca foi. Hoje, temos a presidência da Câmara, um líder do partido no Congresso Nacional.

PODER: Mas Eduardo Cunha está envolvido em um escândalo gigantesco, tentando se esquivar de acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Acha que ele conta pontos a favor?
Luiz Fernando Pezão: Não é isso que estou falando. O que digo é que o PMDB nunca ocupou esses espaços. O partido vai ter candidato à presidência em 2018. E, hoje, tudo o que acontece no PMDB do Rio tem impacto nacional.

PODER: Para muitos brasileiros, a imagem do PMDB ficou comprometida. Eduardo Cunha é apontado como pivô de uma crise que paralisou o país.
Luiz Fernando Pezão: Ele (Cunha) responde pelos atos dele, né? Não estou no Congresso com um termômetro para ver como está a temperatura lá. Longe de mim interferir nas decisões do Legislativo. Não interfiro nem aqui.

PODER: O senhor diz que é mais próximo da presidente Dilma do que de Eduardo Cunha, embora ele faça parte do ‘seu’ PMDB. É isso mesmo?
Luiz Fernando Pezão: A presidente é uma das grandes amigas que adquiri há nove anos. Com o Cunha, não tenho esse nível de amizade. Politicamente, esperava que ele assumisse a presidência da Câmara para propor pautas positivas, não pautas-bomba.

PODER: E por que o caos na saúde do Rio?
Luiz Fernando Pezão: Por falta de receita. Houve queda no preço do barril de petróleo, redução de arrecadação com royalties do pré-sal e também do ICMS, imposto sobre a circulação de mercadorias. Até o meio do ano, à medida que as obras da Olimpíada forem entregues, o desemprego vai aumentar.

PODER: Ainda assim, o maior problema do estado é a violência.
Luiz Fernando Pezão: Disparado.

PODER: De acordo com a CPI das Milícias, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio, o número de comunidades dominadas por grupos paramilitares cresceu 115% entre 2008 e 2013.
Luiz Fernando Pezão: A melhor série histórica desde que criaram o Instituto de Segurança Pública (ISP) foi em 2015. Acontece que a mídia mostra muito mais a violência no Rio do que em qualquer outro estado. Nunca vi meu amigo Geraldo Alckmin ficar 45 minutos na GloboNews, como eu fiquei muitas vezes, falando sobre segurança pública. Em São Paulo, há chacinas em dias consecutivos e não vejo a mesma exposição.

PODER: Quando a televisão mostra uma cena de tiroteio na Linha Vermelha (novembro do ano passado), seu telefone toca muito?
Luiz Fernando Pezão: Sim, a polícia liga direto. A gente vê o que dá para fazer, vejo a notícia na TV.

PODER: E aí?
Luiz Fernando Pezão: Falo com o Beltrame (José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública).

PODER: Vocês decidem em conjunto o que vai ser feito?
Luiz Fernando Pezão: Eles não me pedem decisão, eles agem.

PODER: Mas o senhor sugere algo?
Luiz Fernando Pezão: Não, zero.

PODER: O senhor assistiu à série Narcos, sobre a vida do traficante Pablo Escobar, com Wagner Moura?
Luiz Fernando Pezão: Não! Mas me contaram umas histórias sobre a série, fiquei desesperado, detesto violência. Não mato nem barata. Parece que (na série) tem muita coisa igual ao que se vê no Brasil, o poder do tráfico, a droga, a corrupção no Congresso.

PODER: Na convenção do PMDB, de 23 de novembro do ano passado, ficou decidido que o partido vai manter a candidatura a prefeito de Pedro Paulo Carvalho, secretário-executivo de Coordenação Municipal, mesmo depois de a imprensa revelar que ele bateu na mulher. Vocês acreditam que o eleitor do PMDB é capaz de absorver um escândalo desses?
Luiz Fernando Pezão: Não, não é assim. Eu acho que ele (Pedro Paulo) tem de dar os argumentos dele…

PODER: Para bater na mulher?
Luiz Fernando Pezão: É, tem de ver qual foi o motivo, sei lá. Isso também é um problema dele, pessoal. Mas que é ruim, isso é. Imagina!

FONTE: PODER

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