quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Servidores fazem protesto contra medidas de Pezão na porta da Alerj

Com gritos de 'fora Pezão', servidores disseram 'não' à reforma.

Governador apresentou projeto de lei na Alerj na terça-feira (2).


Protesto foi realizado em frente à Alerj, no Centro do Rio (Foto: Nicolás Satriano / G1)

Servidores públicos lotaram a escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (3), em protesto ao pacote de medidas apresentadas na terça-feira (2) pelo governador Luiz Fernando Pezão para ajustar as finanças do estado. Várias vias do Centro foram fechadas e o trânsito ficou complicado na região.

A PM não havia divulgado estimativa de público até as 1730h. Segundo o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que convocou a manifestação, três mil pessoas foram à Alerj para protestar.

Com gritos de "fora Pezão" e "amanhã vai ser maior", os servidores disseram “não” às medidas. Além da escadaria da Alerj, o protesto tomou duas faixas da Avenida 1º de Marco das 15h às 17h30, quando todas as pistas foram fechadas pelos manifestantes, que saíram em passeata, fechando vias como a Rua da Assembleia e as avenidas Rio Branco, Nilo Peçanha e Graça Aranha.

O trânsito ficou complicado na região e o congestionamento chegou ao Aterro do Flamengo (veja como está o trânsito em tempo real).

As medidas do Executivo para sanar o rombo nas contas públicas incluem, na Previdência, a elevação da contribuição dos servidores estaduais, de 11 para 14%, e cotização do Rio Previdência, para cobrir déficit. O estado tem hoje 221.270 servidores ativos e 222.199 inativos e pensionistas.

A medida foi criticada nos discursos dos manifestantes e em faixas levadas. "Quem trabalha merece receber", dizia uma delas. "Exigimos auditoria nas contas do estado", exibia outra.

"Vamos pagar para trabalhar? É um absurdo o que está acontecendo. Recebemos os salários e o 13, mas foi preciso entrar na Justiça para isso", disse ao G1 a técnica-judiciária, Renata Soares.

"O que tem que ser dito sobre essa crise é que o maior endividamento ocorreu durante a alta do barril do petróleo", declarou o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo. Para o parlamentar, a incompetência de gerir o estado é a principal causa da crise que hoje vive o Rio de Janeiro.


Protesto em frente à Alerj (Foto: Tainah Vieira / Aquivo Pessoal)


Servidores protestam em frente à Alerj (Foto: Nicolás Satriano / G1)

Outras medidas
O governo também quer revisar todas as aposentadorias e ser mais rigoroso na análise de novos pedidos.

A poposta defende que o Tribunal de Justiça e a Alerj passem a pagar toda a contribuição patronal da Previdência dos servidores. Hoje, o executivo dá uma parte da contribuição. A ideia é que os dois órgãos se responsabilizem pela parte do déficit da Previdência correspondente aos servidores do Judiciário e do Legislativo

Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, as medidas, se aprovadas, gerariam economia de R$ 13,5 bilhões ao ano aos cofres públicos. Sem elas, segundo cálculos do governo, o estado fecharia o ano com um déficit de R$ 12 bilhões.




Avenida Rio Branco fechada pela manifestação (Foto: Nicolás Satriano / G1)


Faixas questionaram gastos do governo do Rio (Foto: Nicolás Satriano / G1)

FONTE: G1

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