sexta-feira, 25 de março de 2016

Após anúncio de caixa vazio pelo governo, servidores estaduais mesclam desânimo e revolta

Sem o empréstimo de R$ 1 bilhão que financiaria o Rioprevidência e permitiria quitar a folha de março, prevista para ser paga até o dia 14 de abril, os servidores estaduais já andam sem esperanças quanto ao pagamento em dia por parte do governo. Ontem, ao descobrirem que o secretário de Fazenda, Julio Bueno, estava de banco em banco atrás de recursos, a reação foi de inconformismo.

— O problema é de gestão. Falta competência e comprometimento do governo com os servidores. O resultado se reflete no atendimento à população — lamentou Ramon Carrera, coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio (SindJustiça) e um dos líderes do Movimento Único dos Servidores do Estado do Rio (Muspe).

Com a situação crítica, aumenta a perspectiva de parcelamento dos salários ou atraso no pagamento. Na semana passada, a Secretaria de Fazenda informou que, por enquanto, não há previsão de depósito em parcelas. O problema é que o governo contava com o crédito de R$ 1 bilhão para ter uma folga ao quitar a folha.

Mesmo que consiga adiantamentos com os bancos, os valores só entrarão nos cofres no fim de abril. Não custa lembra que, o pagamento de fevereiro foi atrasado em dois dias, neste mês, porque o governo teve dificuldade de arrecadar o que faltava: R$ 1 bilhão.
A alternativa, na visão dos servidores, será entrar em greve geral a partir do dia 6 de abril. Categorias como as dos docentes do estado, da Uerj, e de fundações públicas já estão de braços cruzados desde o início do mês.

FONTE: EXTRA