segunda-feira, 28 de março de 2016

Funcionalismo atento aos novos rumos políticos

Em um quadro de crise financeira que se agrava a cada semana, os servidores do Estado do Rio intensificam nos próximos dias as articulações para promover uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 6 de abril. Diversas categorias vão se unir ao pessoal da Educação, das universidades estaduais e da Cecierj que já estão paralisadas. Na semana passada, o funcionalismo recebeu com revolta a informação de que o governo estadual ainda não tem recursos para honrar o pagamento dos salários e dos benefícios de março. E isso já considerando o novo calendário de pagamento, que prevê depósito até o 10º dia útil do mês.

Ainda sem saber como será o pagamento em abril, os servidores também estão atentos às mudanças políticas que estão por vir nos próximos dias com o afastamento do governador Luiz Fernando Pezão para tratamento de um câncer. O seu vice, Francisco Dornelles, assume hoje com a promessa de melhorar o convívio do Executivo com o Legislativo e com uma folha de pagamento de R$ 1,5 bilhão ainda sem solução.

A coluna procurou o Palácio Guanabara para saber como se daria a negociação com o funcionalismo a partir do afastamento de Pezão. Confira a resposta na íntegra: “O governo permanecerá dialogando com os servidores do estado de forma irrestrita e transparente, como sempre tem feito, buscando caminhos que permitam atravessar, com responsabilidade, a crise econômica brasileira. O governo reitera que compreende a manifestação de greve como um direito legítimo, desde que não cause prejuízos à população. Toda e qualquer pauta apresentada ao governo pelo funcionalismo será respeitosamente analisada. A rotina de interlocução do governo com servidores ativos e inativos e pensionistas seguirá de forma incondicional, partindo-se do princípio que o governo vem conduzindo com prioridade todas as pautas dos servidores, independentemente da categoria”.

FONTE: O DIA