sexta-feira, 1 de abril de 2016

Corte de custos e veto a novas isenções são alvos para solucionar crise e pagar servidor


O governador em exercício Francisco Dornelles (PP) esteve, ontem, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para ouvir conselhos e cobranças por parte dos deputados estaduais, que estão de olho na falta de recursos para o pagamento dos salários de março dos servidores públicos. Em três horas de encontro, nenhuma garantia foi dada pelo governo. Ficou, apenas, a promessa dos parlamentares de retirada de pauta de qualquer proposta que afete o funcionalismo estadual, assim como a garantia de que haverá votações importantes, como a do veto às concessões de novas isenções fiscais por parte do Estado para as empresas, pelo prazo de dois anos.

“Temos que ter prioridades nesse momento. Não adianta voltar as atenções para outros assuntos. O que temos que focar é no pagamento dos servidores. Não pagar a folha é quase como ter trabalhadores escravos no funcionalismo”, disse Dornelles aos deputados estaduais.

Até que o pagamento saia, a ordem é vetar votações de temas que envolvam os servidores:

— Vivemos um momento de angústia. Discutir as pensões, sem que os salários estejam garantidos, é dupla punição. Temos primeiro que apagar o incêndio, que é quitar a folha do funcionalismo — disse a deputada Martha Rocha (PDT).


A resposta imediata do governo será cortar custos e vetar novos benefícios fiscais a empresas. Há um mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) analisa um relatório que aponta isenções de até R$ 138 bilhões, no período de 2008 a 2013.

— A ideia é que exista uma emenda ao projeto de isenções para que fiquem vetadas essas operações fiscais nos próximos dois anos — declarou Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj: — Temos que enxugar a máquina, cortar até sete secretarias, até que o país volte a crescer.

O governador também reforçou a importância da aprovação do empréstimo de quase R$ 1 bilhão para a conclusão da Linha 4 do metrô. A proposta será votada na próxima terça-feira.

Ontem, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que não vai mais ajudar o governo estadual:

— Amo o Dornelles, mas a cota de ajuda ao Estado já deu.

‘Em um mês, tudo muda’

Ao deixar a Alerj, o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), conversou com os servidores sobre as negociações para a liberação do empréstimo de R$ 1 bilhão, contratado junto ao Banco do Brasil (BB), para financiar o Rioprevidência. Ao ser lembrado pelos trabalhadores de que o Estado, agora, é oposição ao governo federal, ele declarou:

— O empréstimo é uma questão de governo. Em um mês, tudo muda. O apoio volta.

A indireta diz respeito ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em tramitação no Congresso Nacional. Desde o início da semana, o PMDB, partido de Picciani, anunciou sua saída do governo. No início do mês, em reunião com servidores, o presidente da Alerj já havia feito previsões negativas sobre Dilma Rousseff.

FONTE: EXTRA

Um comentário:

  1. VÁMOS SE REALISTA R$ 1 BILHÃO VAI RESOLVER PAGAMENTO DE UM Mês e os restantes dos mesês o que vai ser? tem que ser investigado o que hove com a receita do estado do RJ( somos o 2º segundo em a recadação ) governo roubou muitoooooooooooooooooooooo. só de lero lero não vai resolver nada. o judiciario foi ou vai ser pago,( alerj e tribunal de contas). ou tem dinheiro para pagar todo funcionalismo ou não paga. nós somos os resto dos resto.

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