terça-feira, 24 de maio de 2016

Acusado de improbidade no RJ é nomeado para ministério de Picciani

Ex-secretário de Nova Iguaçu responde por irregularidade em licitação.
Leandro Fróes era braço direito de Picciani, hoje ministro do Esporte.

Há sete anos, Leandro Cruz Fróes é um dos homens mais próximos do deputado federal Leonardo Picciani, hoje ministro dos Esportes no governo do presidente em exercício, Michel Temer. Nomeado nesta segunda-feira (23) como secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão no ministério de Picciani, Fróes vai para Brasília, mas enfrenta problemas com a Justiça do Rio de Janeiro, onde é suspeito de improbidade e outros crimes contra adminstração pública.

Em 2006, outro problema: quando era secretário de Transportes de Nova Iguaçu, Fróes foi detido por porte ilegal de arma e desacato. Ele chegou a passar uma noite na carceragem de 59ª DP (Duque de Caxias), e depois foi liberado. A pedido do G1, o Tribunal de Justiça do Rio não conseguiu identificar se havia processo contra Fróes.

A nomeação de Fróes foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda. Além da acusação de improbidade administrativa, ele responde, em primeira instância, a processo por dano ao erário e outros atos administrativos. Os crimes teriam sido cometidos quando Fróes era presidente da Emlurb, empresa de limpeza urbana de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense.

O processo data de março de 2015, quando Fróes atuava como braço direito do então deputado Leonardo Picciani (PMDB). O agora secretário Nacional de Esporte era o principal assessor técnico da liderança do PMDB, quando Picciani ocupava o posto, mas pediu exoneração assim que o parlamentar foi destituído. Em seguida, Fróes voltou a trabalhar no gabinete do deputado.

Além de Leandro Fróes, a ação civil pública movida na 4ª Câmara Cível de Nova Iguaçu pelo Ministério Público em 2015 também tem como réus três empresas, o ex-prefeito da cidade, o atual senador Lindberg Farias (PT) e mais sete pessoas.

Todos são suspeitos de irregularidades em licitações, quando, segundo o Ministério Público do Rio, contratararam irregularmente serviços de coleta, remoção e transporte de lixo da cidade. Isso teria onerado os cofres públicos em R$ 40 milhões.

Ainda não foi citado
Ao G1, Leonardo Picciani defendeu a nomeação de Leandro Fróes. Segundo informações da assessoria do ministro, "Picciani escolheu o Sr. Leandro Cruz Fróes da Silva para compor a equipe do Ministério do Esporte justamente pela qualidade do currículo dele".

A nota enviada pelo gabinete de Picciani informa que Fróes é advogado de formação e sua atuação política tem origem no movimento estudantil, na década de 1980. Além disso, de acordo com o texto, apesar de ser réu, Fróes ainda não teria sido citado no processo.

FONTE: G1

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