domingo, 1 de maio de 2016

Em crise, Rio paga R$ 9 milhões a consultoria financeira


Servidores ocupam Secretaria da Fazenda do Rio

Enfrentando uma das mais graves crises financeiras de sua história, o Estado do Rio destinou R$ 9,2 milhões em dois anos a uma consultoria para ampliar a arrecadação com ICMS –principal fonte de receita do Tesouro.

Até o momento, a receita deste tributo não alcança as metas previstas desde novembro de 2014, o que culminou com o atraso de aposentadorias e pensõeseste mês.

A Falconi Consultores de Resultados, uma das principais do setor, foi contratada pela primeira vez em outubro de 2014 para buscar "oportunidades de aumento de arrecadação de ICMS e dívida ativa". O serviço duraria três meses, por R$ 590 mil.

Acordo com o mesmo objetivo foi firmado em junho de 2015. O custo estimado, desta vez, é de R$ 8,6 milhões por um período de um ano e meio de consultoria.

A consultoria atuou na melhoria dos processos de cobrança administrativa e judicial de autos de infração.

O CEO (presidente-executivo) da consultoria, Mateus Bandeira, afirma que o trabalho identificou R$ 7 bilhões de autos de infração perdidos na Fazenda. Desse total, R$ 2 bilhões foram cobrados com sucesso, sendo que R$ 141 milhões já entraram em caixa –a dívida dos contribuintes foi parcelada.

"Todas as empresas ou órgãos públicos têm oportunidades de melhorias. Às vezes, a consultoria traz um conhecimento novo e ajuda a fazer mais rápido o que a empresa faria num prazo maior", disse o executivo da Falconi, que atende também grandes empresas como a Ambev.

O secretário de Fazenda, Julio Bueno, afirmou que, "se não fosse o trabalho da Falconi, [a arrecadação] cairia muito mais". "Qualquer empresa no mundo contrata gente para ter um olhar externo", disse Bueno.
buraco

O governo busca fechar um rombo de R$ 18,4 bilhões no orçamento. A falta de recursos provocou o atraso no pagamento de 143 mil aposentados e pensionistas este mês.

A crise se arrasta desde novembro do ano passado, quando os salários passaram a ser parcelados. A cada mês, o Estado foi adiando o dia de pagamento, chegando agora ao décimo dia útil.

Em dezembro, serviços de emergências de hospitais estaduais foram fechados por falta de recursos básicos, como algodão e esparadrapo.

Apesar do apoio do governo federal logo em seguida, unidades continuaram enfrentando dificuldades com insumos de primeira necessidade. O Hemorio, centro de coleta e distribuição de sangue, fechou as portas por um dia por falta de seringas.

Policiais militares recebem com atraso o pagamento extra a que têm direito por trabalharem na folga. Nas delegacias, foi proibida a impressão de registros de ocorrência para economizar papel.

No ano passado, o Estado cumpriu a meta de arrecadação graças a receitas extras que atingiram cerca de R$ 7 bilhões. Grande parte refere-se ao uso de depósito judiciais e acordos com grandes devedores. Neste ano, a Fazenda não teve sucesso nesta margem de manobra.

"Eu não consegui fazer nada de receita extra em janeiro, fevereiro, março e abril. Estou vivendo com a receita de tributos só", disse Bueno.

O Estado atribui o descompasso à crise econômica, que reduziu a arrecadação com ICMS, e à queda do preço no barril de petróleo. Os royalties cobriam, por exemplo, gastos com previdência.

FONTE: FOLHA

2 comentários:

  1. Temos excelentes universidades com cursos de administração, economia, etc., centros de excelência que podem a baixo custo realizar essas propostas de otimização do Estado. O próprio Estado tem elemtos em seus quadros com capacidade de realizar esse levantamento, inclusive ganham para isso. Mas os malditos 10% de propina impedem que soluções viáveis e com menos ônus aos cofres públicos sejam implementadas.

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  2. Por favor! Que crise? Como o estado está em crise e está sediando Olimpíadas? Como se endividar para obras, roubalheira, empréstimos a bancos e nunca tem dinheiro para hospitais públicos, escolas, pagar o funcionalismo e contratar profissionais qualificados em número suficiente para atender a população que banca tudo isso? De quem é a autoria de leis que dizem que tem dinheiro para obras financiadas com capital de bancos estrangeiros ( que nós vamos pagar) e dinheiro do contribuinte e não tem dinheiro para devolver em serviços públicos de qualidade? Que diabos de leis são essas que dão prioridade a obras para inglês ver em detrimento de saúde, educação e segurança? Quem está fazendo obras e fica doente sabendo que para conseguir custear o tratamento necessário terá que parar com os gastos com a obra e continua? Uma hora o povo vai acordar e nossos ilustres políticos serão julgados por homicídio doloso com requintes de crueldade!!!

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