quinta-feira, 12 de maio de 2016

Governo do Rio vai pagar R$ 12 milhões a policiais, bombeiros e agentes penitenciários

Valor é referente ao RAS de dezembro de 2015, que estava atrasado; pagamento será feito na terça-feira



Policiais se apresentam durante uma cerimônia no quartel-general da Polícia Militar, no Centro, em janeiro: falta de recursos estaria afetando a rotina dos batalhões da corporação - Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO - O governo do estado vai pagar, na próxima terça-feira, o Regime Adicional de Serviço (RAS) aos policiais, bombeiros e agentes penitenciários, referente ao mês de dezembro de 2015, que estava atrasado. Para efetuar o pagamento, o governo disponibilizou R$ 12 milhões. A medida surgiu com um pedido feito pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ao governador em exercício, Francisco Dornelles.

Em entrevista ao GLOBO, Beltrame, confirmou que há um desânimo dos policiais. Segundo ele, um dos motivos era a falta de pagamento do RAS.

- Se a pessoa não recebe o salário em dia, nem as premiações do sistema de metas da polícia, nem o Regime Adicional de Serviço (RAS), como quer que ela se sinta? Assim são os policiais. Eles estão fragilizados. Nem comida nos centros de ensino há para eles. A polícia trabalha hoje com base no seu profissionalismo, com aquilo que está em seu DNA - disse.

O governo do estado depositou, em abril, R$ 9,8 milhões referentes à gratificação do RAS relativos a novembro de 2015. Na época, os valores foram os seguintes: Polícia Militar - R$ 4,1 milhões, Polícia Civil - R$ 1,8 milhão, Corpo de Bombeiros – R$ 2,6 milhões e Secretaria de Administração Penitenciária - R$ 1,2 milhão.

O RAS, conhecido também como “bico oficial”, foi criado em julho de 2012, para remunerar policiais que trabalhem nas suas horas de folga, melhorando o patrulhamento ostensivo. Segundo representantes sindicais da categoria, das 18 mil vagas oferecidas por mês, apenas 360 estão sendo efetivamente preenchidas. Na ponta do lápis, a conta é preocupante: por mês, a Região Metropolitana — que é a área servida pelo projeto — está deixando de contar 17.640 agentes nas ruas.

FONTE: O GLOBO

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