quarta-feira, 8 de junho de 2016

Guerra contra corte de gastos

Os magistrados estão em pé de guerra com o presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, desde que o desembargador anunciou que terá que cortar R$ 36,6 milhões dos gastos com servidores, avaliados em R$ 183 milhões. 

A redução de 20% tem que ser feita para acompanhar o governo, que baixou a Receita Líquida de R$ 53 bilhões para R$ 45 bilhões. A meta é impedir que o TJ ultrapasse 6% com pagamento de pessoal, como fixa a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ontem, em sessão secreta do Órgão Especial, ficou decidido que magistrados só poderão acumular funções durante até oito meses, o que representa R$ 9 mil a mais no salário, por mês. Nos bastidores, desembargadores e juízes chiam. Reclamam que só na presidência há 403 cargos com gratificação; 219 na Corregedoria e que 53 PMs, lotados no tribunal, recebem gratificação de R$ 3 mil mensalmente.

Recuo estratégico

O presidente Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho recuou de cortar 800 cargos dos magistrados. Com isso, cada desembargador, por exemplo, perderia dois de cinco assessores. A assessoria de imprensa do TJ confirmou os cortes, mas informou que ainda não há detalhes.

FONTE: O DIA