domingo, 12 de junho de 2016

Salários de maio serão parcelados

Ficaram de fora desse parcelamento apenas os profissionais ativos da Secretaria de Educação, que estão em greve, mas que receberão seus rendimentos integralmente
PALOMA SAVEDRA


Rio - O governo estadual vai parcelar o pagamento referente à folha de maio dos servidores ativos e inativos do Executivo. Alegando dificuldades financeiras, agravadas com a sucessiva queda na receita, o estado diz que vai quitar a primeira parcela, de R$ 1 mil, no décimo dia útil do mês, ou seja, no dia 14 (próxima terça-feira), e mais 50% da diferença entre o valor líquido dos vencimentos e a parcela de R$ 1 mil. 


Ficaram de fora desse parcelamento apenas os profissionais ativos da Secretaria de Educação, que estão em greve, mas que receberão seus rendimentos integralmente no dia 14. O pagamento desses servidores será feito com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que podem somente ser destinados a servidores da ativa. Para os inativos da Educação, o crédito será feito da mesma forma que os demais funcionários do Executivo. 


Salários de maio vão ser parceladosFoto: Maíra Coelho / Agência O Dia

Segundo o governo, com o pagamento da primeira parcela do funcionalismo no dia 14, o estado vai desembolsar R$ 1,1 bilhão, o que, de acordo com o Palácio Guanabara, correspondente a 70% da folha de pagamento do mês de maio, que é de R$ 1,568 bilhão. Em nota, o governo informou que “está concentrando esforços para quitar a parcela restante no fim deste mês”. A data ainda será anunciada.

Fasp critica medida

Embora a notícia do parcelamento já tivesse sido ventilada, o comunicado oficial caiu como uma bomba para o funcionalismo. Advogado da Federação das Associações dos Servidores (Fasp), Carlos Jund criticou a forma como o governo tem lidado com os funcionários, “com medidas de última hora” e que prejudicam a vida, principalmente dos inativos.

Recursos jurídicos

Jund diz que a Fasp tem esgotado os recursos jurídicos para garantir o crédito no 3º dia útil do mês. O presidente do TJ, Luiz Fernando Carvalho, suspendeu liminar nesse sentido e a entidade recorreu. O pedido seria julgado na sessão de segunda do Órgão Especial, mas Carvalho encaminhou a ação à Procuradoria do Estado. “Isso protela o julgamento”.

Volta do calendário

Mesmo recebendo integralmente, os servidores da Educação criticaram o governo. “Já é uma categoria com salário defasado. Queremos a volta do calendário de pagamento, que é pauta da nossa greve”, disse Marcelo Santana, coordenador-geral do Sepe, entidade que representa a categoria, em greve há três meses.

Sepe luta por inativo

Outro ponto criticado por Marcelo Santana é o parcelamento de inativos. “Lamentamos isso. Os aposentados, que trabalharam tanto e hoje ficam sem dinheiro para comprar remédio devido a esse descaso”, disse o sindicalista, que acrescentou: “Falta vontade política do governo. Fica difícil sair da greve assim”.

FONTE: O DIA

Um comentário:

  1. IMPEACHEMNT JÁ!!!
    INTERVENÇÃO JÁ!!!
    QUALQUER COISA PARA TIRAR O PMDB DO GOVERNO, INCLUSIVE O PRESIDENTE DA ALERJ QUE ESTÁ CONIVENTE COM ESSA SACANAGEM TODA. ACORDEM MUSPE VAMOS AGIR IMEDIATAMENTE!!!!

    ResponderExcluir

"O Estado não tem poder algum sobre a palavra, as idéias e as convicções de qualquer cidadão dessa República e de profissionais dos meios de comunicação social." (Ministro Celso de Mello - Supremo Tribunal Federal) - Se identifiquem por gentileza, comentar não é crime!MUITO IMPORTANTE: O foco do movimento é a DIGNIDADE. E é para esse objetivo que o blog existe. Por isso, comentários que não compartilhem do mesmo objetivo poderão ser removidos. Não podemos publicar ofensas! Não insista! Defenda sua ideia ou crítica de forma respeitosa.