sábado, 16 de julho de 2016

Com a proximidade da Olimpíada, cresce a pressão de servidores por reajuste salarial

Pelo menos seis categorias estão mobilizadas. Governo já teve que ceder a duas delas e vai gastar R$ 60 milhões a mais com diárias aos agentes da Força Nacional. Também há preocupação com os auditores fiscais.


Auditores da Receita fazem protesto no aeroporto de GuarulhosCrédito: Annie Zanetti / CBN

A menos de um mês da Olimpíada, servidores públicos federais aumentam a pressão sobre o governo para conseguir aumento salarial, sob a ameaça de paralisação em pleno período de jogos. Na esteira do mundial, pelo menos seis categorias já falam em fazer greve se não houver um acordo com o planalto. E muitos deles trabalham em áreas estratégicas que podem comprometer a operação durante os jogos - são auditores fiscais, delegados federais, funcionários do Itamaraty, servidores do Banco Central, agentes penitenciários e defensores públicos.

Pressionado, o presidente Temer já começa a fazer concessões. Cedeu, por exemplo, às pressões dos agentes da Força Nacional que reclamavam do valor da diária. A ajuda de custo passou para R$ 16 mil reais por mês, o que levará o governo a desembolsar cerca de R$ 60 milhões a mais. Outra categoria beneficiada são os técnicos da Infraero. O governo já trocou quatro diretores da empresa, após pressão da categoria, e os funcionários vão receber um aumento de 10% na data base.

Os auditores fiscais também causam preocupação ao governo. Iniciaram a chamada "Operação Padrão" atrasando a liberação dos passageiros que chegam aos aeroportos. Os auditores prometem intensificar o movimento se o governo não cumprir o acordo firmado com a categoria, que estabelece aumento de 21%, além de um bônus fixo mensal de R$ 3 mil. O presidente do SindiFisco, Claudio Damasceno, nega que o movimento seja oportunista.

O governo também acompanha de perto a mobilização dos delegados da Polícia Federal, que não foram contemplados no pacote de reajuste aprovado no Senado, que beneficiou mais de 40 categorias. Na próxima semana, eles fazem assembleia para decidir os rumos do movimento. O presidente da associação dos delegados, Carlos Sobral, lembra que a categoria fechou um acordo, mas não vai esperar o governo decidir se ainda vai cumprir o que foi firmado.

Os servidores do Itamaraty, por sua vez, ainda não entraram em acordo com o Ministério do Planejamento e estão mobilizados. Eles pedem reestruturação salarial em relação às outras carreiras típicas de estado. Preocupação também para os governos estaduais. Em Brasília, policiais civis não descartam cruzar os braços e os policiais militares organizam uma operação tartaruga para o período dos jogos. No Rio de Janeiro, o problema é ainda pior. Os policiais civis já interromperam parcialmente os atendimentos nas delegacias e os funcionários do judiciário estadual estão em estado de greve. Os guardas municipais e o Movimento Unificado dos servidores públicos vão realizar assembleia em agosto com a participação de 33 categorias para votar a adesão a uma greve unificada durante a Olimpíada.

FONTE: CBN

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