domingo, 3 de julho de 2016

Jogos Olímpicos adiam o colapso econômico do Rio de Janeiro

Injeção de 2,9 bilhões do Governo federal ameniza situação precária do Estado, mas não resolve

O secretário estadual da Saúde do Rio de Janeiro chora no gabinete do governador; o secretário de Segurança Pública visita um batalhão e acaba comprando com seu dinheiro seis pacotes de resma para os policiais; o Governo assume, sem escândalos, que o dinheiro para abastecer de gasolina as viaturas acabou. Os cadáveres já se acumularam no Instituto Médico Legal porque os funcionários responsáveis pela higiene do local, sem receber por três meses, foram demitidos, e já estreado o mês de julho, os servidores ainda aguardam metade do seu salário de maio.

A situação econômica do Estado, em calamidade pública por causa da crise, beira o limite e as Olimpíadas, que chegaram a ser apontada como causa do colapso, tornaram-se hoje o salva-vidas que pode aliviá-la. Por enquanto.

Com a desculpa da celebração dos Jogos Olímpicos, no Rio, no mês que vem, o Estado conseguiu a injeção do Governo federal, também do PMDB, de 2,9 bilhões de reais a fundo perdido. A doação relâmpago foi feito para um Estado inadimplente, com um déficit orçamentário de 19 bilhões e uma dívida com a União, que vence neste ano, de 6,5 bilhões. A crise revelou um grande desequilibrio entre o crescimento das despesas fixas e a queda das receitas –resultado do quadro recessivo no país, somado à queda dos royalties e o enfraquecimento da cadeia produtiva do gás e do petróleo, responsável por um terço do PIB do Rio.

Logo das olimpíadas (Foto: AFP)

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