segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Como andam dez opções do governo do Rio para aliviar o caixa e minimizar a crise


O governador em exercício, Francisco Dornelles, tenta administrar a crise

Os quatro últimos meses de 2016 serão de sufoco para o governo do Rio, e de dor de cabeça para quem depende dele. No atual cenário, qualquer receita extra é bem-vinda. Durante o ano, a administração estadual citou algumas das alternativas para diminuir o déficit de R$ 18 bilhões, em 2016. Até aqui, algumas opções (veja o quadro abaixo) já deram resultados, enquanto outras ainda estão em discussão. A maior parte, porém, tem e terá efeito imediato muito pequeno, em relação ao tamanho do problema.

Das dez opções apresentadas para fazer caixa, apenas a venda da folha dos servidores rendeu milhões extras para os cofres fluminenses. No fim de agosto, o Bradesco pagou um adicional R$ 250 milhões para continuar a administrar as contas bancárias do funcionalismo por mais 12 meses (o contrato venceria este ano), repassando o valor à vista.




O maior adversário do Rio de Janeiro, porém, é depender de terceiros para aumentar as receitas ou diminuir as despesas. Casos com a renegociação da dívida dos estados e a reavaliação dos cálculos sobre royalties do petróleo são alguns dos exemplos.

— A mudança sobre os royalties é uma demanda exclusiva do Rio de Janeiro e não tem apelo em Brasília. Já a renegociação das dívidas se aplica a todos os estados. Por mais que ainda esteja em tramitação no Senado, a proposta é uma prioridade para o governo federal — disse Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec.

Outro adversário do Rio é a burocracia interna para alcançar resultados. Questões como a revisão dos acordos com as cem empresas que mantêm mais contratos com o governo do estado e a venda de dez imóveis para ajudar o Rioprevidência a bancar o pagamento de inativos e pensionistas continuam sem apresentar resultados concretos.

— Para termos uma noção se a reavaliação dos contratos será benéfica, o governo do estaso precisa abrir o resultado do processo. Dizer que está avaliando e não mostrar conclusões ou números nos dá a impressão de que o resultado será bem pequeno — afirmou Juedir Teixeira, professor de Economia da FGV e especialista em políticas públicas.

No início de julho, a União transferiu R$ 2,9 bilhões ao Rio para investimentos em Segurança Pública. O dinheiro serviu para quitar três meses de salários dos servidores da área, além de pagar fornecedores. Com esse socorro, o rombo, hoje, está em R$ 15 bilhões. Mas as alternativas parecem não ser suficientes.

Maior atividade econômica gera esperança

A previsão de especialistas quanto ao aumento da atividade econômica nacional pode servir de alento para o governo estadual. Para Juedir Teixeira, professor de Economia da FGV e especialista em políticas públicas, o despertar financeiro do Rio poderá acontecer nos próximos meses.

— Nos últimos dois meses, com o efeito Olimpíada, a atividade econômica ficou mais aquecida no Estado. Tivemos muitos turistas por aqui, aquecendo os setores de serviço e a demanda por produtos. Com a consolidação da parte política do país, a chegada de investimentos podem dar novo ânimo à indústria fluminense — disse Juedir.

O Rio aguarda, em especial, a negociação sobre a concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Uma reunião em Brasília poderá encaminhar os moldes de como o Estado poderá negociar parte dos serviços do órgão.

— A ideia de privatizar a Cedae é a melhor opção, hoje, para o governo do Rio — afirmou o professor de Finanças do Ibmec, Gilberto Braga: — A receita com essa negociação não pode ser dispensada na situação em que o Rio se encontra atualmente.

FONTE: EXTRA

Um comentário:

  1. Fácil de resolver: Pague as contas com o legado das Olimpíadas!!!

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