terça-feira, 6 de setembro de 2016

CRISE DEIXA HOSPITAL DOS BOMBEIROS SEM EXAMES


Procedimentos só estão sendo feitos em pacientes internados ou em estado grave

A entrada do Hospital Central do Corpo de Bombeiros, no Rio Comprido: relatos de problema no atendimento - Custódio Coimbra

RIO - A missão de um bombeiro é fazer salvamentos. Em acidentes, incêndios e tragédias, é do trabalho deles que depende a sorte das vítimas. Mas a crise financeira dos estado tem afetado a qualidade de vida desses profissionais, quando eles mais precisam. Sem dinheiro, o governo não repassa, há 30 dias, a verba do fundo de saúde da corporação para a empresa terceirizada responsável por exames laboratoriais no Hospital Central dos Bombeiros, no Rio Comprido. Segundo os militares, os procedimentos só estão sendo feitos em pacientes internados e em situação de emergência.

ESPERA DE ATÉ TRÊS MESES

Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio, subtenente Mesac Eflain afirma que 10% do soldo dos profissionais são descontados e depositados mensalmente no fundo. Segundo ele, a marcação de consultas na unidade também passa por problemas. Eflain disse que os bombeiros e seus dependentes, que têm direito ao atendimento médico no Hospital Central, não estão conseguindo marcar exames imediatamente. Quando há horário, é para três meses depois.

— Os maiores problemas, segundo colegas, são nas áreas de ginecologia, angiologia e fisioterapia. Acredito que também esteja faltando comunicação entre o agendamento telefônico, que é terceirizado, e o hospital. Às vezes a consulta é marcada, mas, quando o bombeiro chega à unidade, o médico não trabalha mais lá, está de férias, e a pessoa fica sem atendimento — diz Eflain.

‘Faz três meses que estou tentando marcar ginecologista e não consigo. Vim aqui para tentar a sorte, mas as recepcionistas dizem que primeiro tem que atender quem já está na agenda’
- ROSÂNGELA NEVES DA SILVA
Mulher de um bombeiro

Na quarta-feira passada, após tentar agendar ginecologista ao longo de meses, Rosângela Luiza Neves da Silva, mulher de um bombeiro, desistiu de fazer a marcação pelo telefone e plantou-se no hospital até ser atendida. Ela chegou às 8h, e, às 12h30m, ainda esperava:

— Faz três meses que estou tentando marcar ginecologista e não consigo. Vim aqui para tentar a sorte, mas as recepcionistas dizem que primeiro tem que atender quem já está na agenda. Pelo telefone eu não consigo. Estou sentindo dores na barriga e não tenho como agendar uma tomografia transvaginal.

O Corpo de Bombeiros nega problemas para a marcação de consultas. Em relação ao serviço de fisioterapia, a corporação diz que a reclamação não faz sentido, pois o agendamento não é feito por telefone, mas diretamente na unidade de interesse do paciente. Ainda segundo os Bombeiros, no Hospital Central há 20 fisioterapeutas e nove deles atendem exclusivamente consultas marcadas. Sobre consultas marcadas com profissionais que não trabalham mais na unidade, a corporação informa que, eventualmente, o servidor pode estar de licença ou ter sido transferido. Mas, nesses casos, o paciente será atendido por outro profissional.

NA CORPORAÇÃO, 527 MÉDICOS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza como parâmetro ideal de atenção à saúde da população a relação de um médico para cada mil habitantes. O Corpo de Bombeiros tem cerca de 15.400 militares no estado, sendo 527 são médicos. Com isso, a relação é de 34 médicos para cada mil oficiais. A corporação afirma que o total de médicos é distribuído entre unidades de saúde e ambulâncias que prestam atendimento à população, nas ações de socorro.

FONTE: O GLOBO

5 comentários:

  1. E A POLICLINICA DE CAMPINHO AINDA SEM FUNCIONAR. VERGONHA

    ResponderExcluir
  2. Vamos ficar dê olho no nosso desconto do fundo de saúde vamos fazer valer o nosso dinheiro

    ResponderExcluir
  3. Por isso já acionei meu advogado e iniciei o processo para retirada do desconto do fundo de saúde. Eles acham que a crise é só para o Estado e para os funcionários não. Eles Tiram tudo que podem da gente é ainda articulam pra tirar mais , então também tirarei o que eu puder deles. Eu , meus filhos e minha esposa continuaremos a ser atendidos no HCAP, pois o desconto é inconstitucional e não podem negar atendimento

    ResponderExcluir
  4. Há de convir q tá vergonhoso!
    A q ponto chegamos.

    ResponderExcluir
  5. Caro colega, vocês podem até continuar o atendimento no HCAP. O problema é como? Se não tiver laboratório, equipamentos e pessoal, não vai adiantar nada

    ResponderExcluir

"O Estado não tem poder algum sobre a palavra, as idéias e as convicções de qualquer cidadão dessa República e de profissionais dos meios de comunicação social." (Ministro Celso de Mello - Supremo Tribunal Federal) - Se identifiquem por gentileza, comentar não é crime!MUITO IMPORTANTE: O foco do movimento é a DIGNIDADE. E é para esse objetivo que o blog existe. Por isso, comentários que não compartilhem do mesmo objetivo poderão ser removidos. Não podemos publicar ofensas! Não insista! Defenda sua ideia ou crítica de forma respeitosa.