domingo, 25 de setembro de 2016

Projeções de receitas e despesas apontam déficit de R$ 16 bi em 2016, do Estado do Rio


Com a calculadora nas mãos, o EXTRA fez projeções sobre as receitas e as despesas do Estado do Rio para 2016. Com a ajuda de dados repassados pela Secretaria de Fazenda, chegou-se à projeção de que o governo estadual terminará o ano com o déficit de, pelo menos, R$ 16,1 bilhões. O rombo já inclui a obrigação do pagamento do 13º salário ao funcionalismo.

Até julho, o governo do estado arrecadou R$ 35,5 bilhões. O valor, porém, está maquiado pela entrada dos R$ 2,9 bilhões de ajuda da União para a realização da Olimpíada e da Paralimpíada. Na realidade, a receita ficou em torno de R$ 32,6 bilhões. Dividindo esse valor por oito (meses de arrecadação, até agosto), encontra-se a média do que entrou no cofre. Então, multiplica-se o resultado por 12 (anualizado) e chega-se a uma previsão de arrecadação anual de R$ 48,9 bilhões.


A despesa foi de R$ 43,3 bilhões (também considerando dados até agosto). Dividindo esse valor por oito (meses de despesas), encontra-se uma média. Com o valor multiplicado por 12 (anualizado), chega-se a R$ 65 bilhões de gastos. Esse valor refere-se às despesas empenhadas, que o Estado reconhece que tem de pagar. A projeção por meio dos dados da Fazenda apresenta um déficit de R$ 16,1 bilhões.

— Vamos terminar o ano com uma dívida grande, sem cortar o que ficou para se pagar de 2015. Agora, resta saber quem ficará sem receber neste fim de ano — disse o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB).

Deputado critica política fiscal para atrair investidores e prevê tombo na produção

Para Luiz Paulo Corrêa da Rocha, um dos exemplos que justificam a queda na receita do estado é a política de isenções fiscais para atrair empresas e investidores. Segundo o deputado estadual, a previsão de queda no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro — que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no estado — é maior do que a esperada para o país como um todo. Enquanto Brasil tem perspectiva de 3,3% de recuo na economia, no Rio, a retração prevista é de 3,6%.

— Apesar de todo esse incentivo fiscal, ainda estamos dependentes da economia da cadeia produtiva de petróleo e gás. Essa política não trouxe nada extraordinário para o crescimento do estado, nem para mudar a linha da indústria — disse o deputado estadual.

Luiz Paulo Corrêa da Rocha lembrou, também, que as isenções não mudaram os valores dos produtos que chegam aos consumidores.

Governo apresenta resultado da compra de alimentos

Na edição de sexta-feira do Diário Oficial, a Secretaria estadual da Casa Civil despachou sobre o resultado da licitação para a compra de alimentos a fim de abastecer a secretaria pelos próximos três meses. Duas empresas, somadas, receberão até R$ 83.798,84. O valor máximo estipulado pela licitação alcançava R$ 85 mil. Ao ser questionado sobre o processo, o governo afirmou que a compra será feita ao longo do período, de acordo com a necessidade.

FONTE: EXTRA

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