sábado, 8 de outubro de 2016

Alagoas pediu intervenção em 1997 à União

A “intervenção branca” foi feita pela primeira vez no Brasil em 1997, em Alagoas, no Nordeste do país. Na época, a grande crise financeira daquele estado levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a “gerenciar” a administração do então governador Divaldo Suruagy (PMDB).

Naquela ocasião, Alagoas tinha uma dívida de R$ 1,7 bilhão. Além disso, a crise se agravou quando o governo atrasou, por mais de seis meses, os salários dos servidores. Sem propostas para sair da penúria, e com o estado paralisado por greves gerais, Suruagy solicitou à União a federalização da dívida e a liberação de R$ 135 milhões para pagar indenizações aos cerca de 17 mil funcionários públicos que aderiram ao Plano de Demissões Voluntárias (PDV).

— A intervenção freou as despesas da máquina pública. Durante anos, não houve concursos, e o governo simplesmente parou de investir, pois não havia geração de receita. O Estado ficou à mercê do assistencialismo da União — explicou Cícero Péricles, economista da Universidade Federal de Alagoas.

O interventor Roberto Longo, enviado por Fernando Henrique Cardoso ao estado, assumiu a Secretaria de Fazenda para fazer a gestão das contas públicas. Pressionado, o então governador Suruagy renunciou ao cargo. A intervenção durou até 1998.

FONTE: EXTRA

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