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sábado, 8 de outubro de 2016

Estado do Rio pode não ter dinheiro para os serviços básicos a partir de dezembro


Sem ajuda financeira da União ou medidas drásticas de corte de custos, o Estado do Rio não terá, a partir de dezembro, como garantir serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. Não haverá dinheiro para bancar, por exemplo, a compra de remédios para os hospitais, a merenda escolar ou as operações das polícias Civil e Militar, sem falar nos salários dos servidores públicos. O alerta é dado por fontes ligadas ao Palácio Guanabara. Oficialmente, porém, o governo afirma que não há como prever como estará a viabilidade da administração.

Ontem, o jornal “Estado de S. Paulo” informou a intenção do Rio de pedir uma investida federal no governo do estado, a chamada “intervenção branca”, além de um socorro financeiro de R$ 14 bilhões. A condição estabeleceria limites aos gastos, além de criar um rigoroso pacote de ajuste fiscal. O governador em exercício, Francisco Dornelles, no entanto, negou a intenção de ceder à administração federal.

“Não há nada nesse sentido. O Estado recebe de bom grado qualquer tipo de ajuda do governo federal, mas não pedimos os R$ 14 bilhões e muito menos a intervenção”, disse Dornelles, por nota.

O governador em exercício garantiu que medidas mais duras serão adotadas nos próximos dias, prevendo a redução de despesas. Fontes próximas a Dornelles garantem que o número de secretarias será reduzido. Hoje, das 20 que compõem a administração, pouco menos da metade deixará de existir.

Uma boa notícia é a chegada, nos próximos meses, de recursos via lei de repatriação de capital, segundo o Ministério da Fazenda. Já uma ajuda federal é improvável neste momento.

— Não há socorro nenhum previsto para o Rio — afirmou Geddel Vieira Lima, ministro da Secretaria de Governo.

FONTE: EXTRA