sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Indefinição sobre pacote contra a crise irrita Picciani: ‘Não sei quem está governando’


Picciani que definição do governo

A demora em explicar os cortes de custos prometidos pelo governo do estado começou a irritar a base aliada na Alerj. Entre as previsões, estão a extinção e a fusão de secretarias. Até o momento, porém, não há um consenso sobre quantas pastas serão desfeitas e sobre quais serão absorvidas. Um dos mais incomodados com a situação é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB). Diante das especulações em torno do assunto, ele foi direto ao ponto.

— Não tenho informação nenhuma. Nem sei quem está governando o estado — desabafou o deputado estadual, numa referência às últimas decisões do governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, e do governador em exercício, Francisco Dornelles.

As mudanças no secretariado envolvem questões delicadas para o governo. Há dúvidas, por exemplo, sobre o que acontecerá com comissionados que trabalham em secretarias desfeitas. Outro questionamento envolve a relação de isonomia entre servidores que, hoje, estão em pastas diferentes. Para piorar, a parte política pesa nas decisões. Um ou outro partido pode não gostar de perder o comando de uma determinada secretaria.

No início da semana, Francisco Dornelles apresentou a pessoas próximas um esboço do pacote de medidas que será apresentado com o intuito de aumentar as receitas e diminuir as despesas. Além das mudanças nas secretarias, estão em estudo o fim de empresas públicas e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores.

Enquanto isso, os funcionários públicos aguardam os pagamentos de setembro. Ontem, o governo pagou os 30% restantes dos salários dos funcionários da Segurança Pública — policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários, e os proventos totais dos inativos da pasta. Na semana passada, os ativos da Educação receberam integralmente. Os demais receberão entre esta sexta-feira e segunda-feira.

FONTE: EXTRA

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