segunda-feira, 7 de novembro de 2016

05 MINUTOS DE COMANDO, E ALGO A ENSINAR A MUITA GENTE - Comandante-geral diz que PMs do RJ podem participar de protestos

Coronel Wolney Dias disse que mudanças em batalhões serão gradativas.


Comandante afirmou nesta segunda que pacificação não irá 'retroagir'.


Wolney Dias (à esquerda) disse que PMs podem se manifestar 

Se depender do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira, o direito de policiais militares se manifestarem como cidadãos está garantido. Diante da crise financeira que assola o estado, e com o anúncio de pacote de medidas do governo que afeta diretamente o funcionalismo público, um protesto em que, a princípio, participariam PMs, está marcado para esta terça-feira (8).

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7), no quartel general da corporação, no Centro da cidade, Wolney minimizou efeitos da crise nos salários dos militares e disse que as mudanças em batalhões – que tradicionalmente ocorrem – serão gradativas. O oficial também assegurou que o processo de pacificação de comunidades não irá retroagir.

"Aqui não temos mercenários. Ninguém vem pra cá para se tornar rico. Salário é uma questão motivacional, mas não é a única. O PM se motiva por servir bem à população, a quem jurou defender. Eu conto com os heróis anônimos que estão sangrando diariamente."

Wolney se referiu aos sucessivos atrasos e parcelamento dos salários dos servidores, inclusive da Segurança Pública.

"Precisamos fazer o que é melhor para a sociedade. Não vamos ficar aqui um ano fazendo mudanças. Nosso time só tem uma camisa, o da camisa azul. O processo de pacificação não irá retroagir. Faremos mudanças que visem trazer benefícios."

Apesar de já terem ocorrido trocas trocas de comando em alguns batalhões, outras mudanças devem vir, adiantou o coronel. Na dança das cadeiras da corporação, uma das trocas mais recentes ocorreu na Coordenadoria de Polícia Pacificadora e no 1º Comando de Policiamento de Área. No primeiro, foi nomeado o coronel André Luiz Belloni e o 1º CPA foi assumido pelo também coronel André Silva de Mendonça.

PMs temem retaliação
Nos bastidores, policiais especulavam se tinha sido determinado pelo comando-geral que acautelasse os militares dentro dos quartéis, o que foi descartado por Wolney.

Os comandos de alguns batalhões chegaram a marcar reuniões no mesmo horário que ocorrerá o protesto, mas desmarcaram. Outros, surpreendenemente, desmarcaram reuniões comunitárias para que o máximos de PMs de folga vá ao protesto.

Como consta no estatuto da corporação, os policiais podem participar de manifestações desde que estejam de folga e não estejam fardados ou armados.

FONTE: G1

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