segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Coronéis inativos rebatem críticas sobre aposentadorias: ‘Estão transferindo a responsabilidade do problema’


As reclamações do governador Luiz Fernando Pezão às aposentadorias caras e precoces dos coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro não caiu bem entre os líderes das duas corporações. O presidente da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro (AME/RJ), coronel Fernando Belo, lamentou a postura adotada pelo Executivo.

— É um absurdo. Os coronéis estão sendo jogados contra os servidores ativos, a sociedade e todos os seus comandados. É injusto colocar na conta dos coronéis — disse Belo ao EXTRA.

Os dados do Rioprevidência mostram que 350 ex-coronéis recebem o teto da aposentadoria do funcionalismo estadual, de pouco mais de R$ 27 mil. Para Belo, o peso da função está de acordo com os benefícios que ela oferece:

— Ninguém vai embora antes de ter contribuído por 30 anos. O trabalho é de risco e temos que lidar (com isso) diariamente. É injusto apontar o coronel como o exemplo pela má gestão da Previdência.

O presidente da Associação dos Oficiais Bombeiros do Estado do Rio (AOB/RJ), coronel Renato Caldas, completou:

— Essa posição vai respingar em toda a tropa. Mudar em cima (no topo da hierarquia) altera toda a disposição (da carreira). Essa posição do governo vai além dos coronéis.

FONTE: EXTRA

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