sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Corte de desperdício evitaria fim de programas sociais, diz Alerj

Amostragem revela que má gestão consumiu R$ 150 milhões só este ano


Comissão de Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Casa fez levantamento sobre corte de desperdícios - Gabriel de Paiva

RIO - Apesar de apresentar um pacote de medidas para estancar a crise, o governo do Rio ainda precisa avançar para conter o desperdício de dinheiro público, provocado por problemas de gestão e de monitoramento de gastos. Essa é a conclusão de um levantamento feito pela Comissão de Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Assembleia Legislativa (Alerj). Seu presidente, o deputado estadual Pedro Fernandes (PMDB), divulgou um relatório mostrando que, de janeiro a outubro deste ano, o estado teve despesas de R$ 179 milhões que poderiam ser eliminadas ou reduzidas.

Um exemplo do desperdício foi o pagamento de pedágio para veículos da frota estadual, que poderia ter sido cadastrada para ficar isenta da cobrança. O governo não usou o benefício e desembolsou R$ 418 mil somente com isso. No mesmo período do ano passado, a despesa com pedágio chegou a R$ 10 milhões.

O estado gastou ainda R$ 7 mil em frutas secas e R$ 28 mil em coroas de flores e buquês. As duas compras, por licitação, tiveram valores empenhados, mas não há confirmação de que foram pagos.

Se despesas como essas fossem eliminadas, o deputado acredita que, só nessa amostragem, seria possível economizar R$ 150 milhões. Um montante que garantiria a manutenção de alguns programas sociais ameaçados, como o dos restaurantes populares, que pode ser extinto com o ajuste fiscal em discussão. O aumento do ICMS da energia, outra medida do pacote, também poderia ser evitado.

— Se o supérfluo tivesse sido cortado lá trás, estaríamos em crise, mas com gastos minimizados. Antes de pensar em cortar salário de servidor, é preciso enxugar a máquina — disse o deputado.

Em nota, o estado informou que, desde o início de 2015, fez cortes de R$ 765 milhões. Entre as medidas adotadas, estão a revisão de contratos com fornecedores e a redução de gastos com telefonia, vigilância, manutenção predial e passagens.

FONTE: G1

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