quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Pezão sofre primeira derrota na Alerj, mas servidores do Estado do Rio seguem reticentes

A taxação extra de servidores como forma de contribuição à Previdência não será mais discutida pela Assembleia Legislativa (Alerj). A cota seria de 16% sobre os salários de ativos e inativos que recebem mais do que o teto do INSS (R$ 5.189,82) ou de 30% sobre os rendimentos de aposentados e pensionistas que ganham menos (e não pagam). O anúncio foi do presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB). O aumento da alíquota normal de 11% para 14% (no 1º caso) está mantido.

Enquanto isso, na porta da Alerj, houve outra manifestação nesta quarta-feira. Dessa vez, porém, a tentativa de invasão foi impedida pelo Batalhão de Choque, com bombas de gases lacrimogênio e de pimenta.

— Já avisei ao secretário de Governo (Affonso Monnerat) que não vamos discutir a cota extra. O governo é livre para mandar a proposta que quiser. Mas eu tenho sensibilidade para entender que não podemos comprometer a vida das pessoas — disse Picciani.

O veto sobre a discussão da cota extra foi decidido por líderes partidários. O PMDB, de Picciani e do governador Luiz Fernando Pezão, será favorável a todos os demais projetos, mas emendas deverão ser sugeridas.

— Vou apresentar o calendário de discussão e votação aos deputados. Não sofreremos um rolo compressor do governo. Teremos discussões até o fim de novembro antes de qualquer votação — disse.

Pezão comentou a decisão de Picciani. Para ele, que está em Brasília para tratar com o governo federal formas de tirar o Rio da crise, os deputados estaduais têm o direito de rejeitar a proposta.

— Estou aberto a sugestões dos deputados — declarou.

Na terça-feira, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) obteve uma liminar que impedia a discussão do projeto na Alerj. O governo do estado até recorreu, mas a ação judicial de nada valerá agora.

Inativos ainda veem ameaças no pacote do governo

Áurea Maria da Silva, de 73 anos, se aposentou há três anos da rotina no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Pelas suas contas, foram quase 50 anos de trabalho e de contribuições previdenciárias. O fantasma do aumento de descontos da folha salarial assustou a inativa. Mas não houve comemoração quando ela recebeu a notícia de que os deputados não votariam a criação de uma alíquota adicional de recolhimento para sustentar a Previdência do estado. Para ela, a ameaça ainda não ficou para trás.

— A incerteza é muito desagradável. Neste mês, o pagamento foi parcelado. Os inativos e os pensionistas são os mais prejudicados. Gastamos muito com remédios e plano de saúde. Sou hipertensa, e tudo isso é muito desagradável, porque fico ainda mais nervosa. Lembro-me de ficar até depois das 22h no cartório. Não é justo.

Desconfiança e alívio: contribuição previdenciária

O pacote de austeridade do governo caiu como uma bomba para o professor de Matemática Ronaldo Silva, de 42 anos. Uma das principais preocupações dele era o aumento da contribuição previdenciária. A notícia da derrubada do projeto na Alerj foi recebida com um misto de alívio e desconfiança.

— É um pacote de maldades com os servidores. Nunca tinha vivido uma situação como essa. Até a prestação do carro está atrasada. E se eu tivesse que ser mais descontado ainda? — indagou o professor.

FONTE: EXTRA

9 comentários:

  1. 10/11/2016 07h18 - Atualizado em 10/11/2016 08h42
    Joalherias receberam mais de R$ 200 milhões em incentivos fiscais no RJ
    Empresas afirmam que benefício foi importante para crescimento do setor.
    Governador garante que isenções não colaboraram com a crise no Estado.
    Carlos JORNAL O DIA

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  2. 10/11/2016 07h18 - Atualizado em 10/11/2016 08h42
    Joalherias receberam mais de R$ 200 milhões em incentivos fiscais no RJ
    Empresas afirmam que benefício foi importante para crescimento do setor.
    Governador garante que isenções não colaboraram com a crise no Estado.
    Carlos G1

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  3. VOU PERGUNTAR DE NOVO RESPONDAM CADE O DACIOLO?

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  4. Sabe a diferença entre Pezão e mister M?
    Mister M sempre devolve a coisa que desaparece, o Pezão não.
    Cadê o dinheiro do Estado?

    Pezão comeu!

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  5. https://www.google.com.br/amp/m.politica.estadao.com.br/noticias/geral,deputado-e-acusado-de-explorar-trabalho-escravo,20030719p35813.amp?client=ms-android-motorola

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  6. https://www.google.com.br/amp/m.politica.estadao.com.br/noticias/geral,deputado-e-acusado-de-explorar-trabalho-escravo,20030719p35813.amp?client=ms-android-motorola

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  7. O Secretário Roberto Sá tinha que se demitir se não tem rabo preso com os atos de corrupção dessa corja do governo e da ALERJ.
    Se continuar, ele tem envolvimento é tá no mesmo barco da corja.
    Mostre dignidade Roberto Sá.

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  8. PEZÃO,DORNELLES,PICCIANI E SEUS CAPANGAS TEM MAIS É QUE SE FUDEREM,E PRESTAREM CONTAS DAS ROUBALHEIRAS..

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  9. È realmemte,quando os servidores estão passando esse sufoco aquele que foi nomeado defensor dos nossos direitos ,graças aos nossos votos em momento nenhum apareceu na midia,para nos defender isso nos leva a pensar que ele já conseguiu o que queria ,um salarío digno para ele por quatro anos ,cadê você cabo Daciolo?onde se escondeu?porquê se calou?

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