segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Policiamento será reforçado em protesto e Alerj é cercada com grades

Segundo Assembleia Legislativa, reforço foi solicitado pela Secretaria de Segurança e foi autorizado por Jorge Picciani, presidente da Casa

Rio - No próximo dia 16, quarta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) dará início a discussão do pacote de 21 propostas de austeridade do governador Luiz Fernando Pezão. Temendo novas manifestações, como a que ocorreu no dia 8, quando um grupo de manifestantes, formado por servidores da Segurança Pública do Rio, invadiu o plenário da Casa, o presidente da Alerj Jorge Picciani (PMDB) autorizou que grades fossem colocadas no entorno do prédio . Neste sábado e domingo funcionários começaram a fazer o cerco.

No dia da invasão, houve correria dentro da Alerj e o primeiro vice-presidente da Casa, deputado Wagner Montes (PRB), chegou a ser cercado pelos manifestantes. Segundo pessoas ligada à Alerj, na quarta-feira, dia em que os deputados começam a discutir o projeto, alguns funcionários serão liberados.Entorno da Alerj é cercado com grades e policiamento será reforçado para protesto de quarta-feiraRodrigo Menezes / Divulgação

Na edição deste domingo, a coluna Informe do DIA publicou que no grupo de WhatsApp da Assembleia Legislativa, deputados estaduais demonstraram preocupação com ameaças físicas vindas de servidores públicos da área da segurança. Um dos parlamentares citou um major da Polícia Militar que fala em “Queda da Bastilha”.

Um dia após a invasão na Alerj, O DIA entrevistou Picciani e questionou se ele pediria reforço da Polícia Militar nos dias de discussão dos projetos. Na ocasião, o deputado estadual desconversou e afirmou que não pediria reforço. "A questão da polícia é um dever funcional do governo e do comandante da PM. Eles têm que dar garantia ao funcionamento dos poderes. Cabe a eles darem essa segurança", disse ele à época.

Em um memorando interno da PM no qual O DIA teve acesso e que é assinado pelo assinado pelo Coronel Cláudio Lima Freire, chefe do Estado Maior Geral, é determinado que vários batalhões designem militares para reforçarem a Alerj. "Considerando a necessidade de se evitar danos ao patrimônio público e qualquer outra ação que venha a interferir na ordem pública determino que..." dizia o documento que lista várias obrigações que deverão ser seguidas, dentre elas a presença do comandante do 5º BPM (Praça da Harmonia) e todos os seus oficiais.

Lima determina ainda que uma equipe grave toda a manifestação. O documento mostra que deverão estar no local policiais do Batalhão de Choque e do 5º BPM (Praça da Harmonia), além de militares do 3º BPM (Méier), 4º BPM (São Cristóvão), 6º BPM (Tijuca), 16º BPM (Olaria), 17º BPM (Ilha do Governador), 19º BPM (Copacabana), e os batalhões de Benfica (22º BPM) e Leblon (23º BPM).

Em nota, a Assembleia Legislativa (Alerj) informou que não pediu o reforço e sim ele foi solicitado pela Secretaria de Segurança. Jorge Picciani, presidente da Alerj, apenas autorizou o reforço e a colocação das grades. "Pela Constituição, cabe ao Executivo o poder de polícia e, portanto, a obrigação de garantir a segurança e o funcionamento das instituições democráticas, em particular dos outros poderes, que são poderes desarmados." Entorno da Alerj foi cercado com grades e policiamento será reforçado para protesto de quarta-feiraRodrigo Menezes / Divulgação

Informações davam conta que o custo com a colocação das grades seria de R$ 780 mil. A denúncia foi negada pela Alerj, que disse que o custo é de R$ 20 mil mensais.

"O trabalho está a cargo da empresa de engenharia responsável pelo restauro das fachadas externas do Palácio Tiradentes. A decisão partiu da Controladoria da Alerj, órgão técnico formado por auditores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado e que são rigorosos em todos os contratos da Casa", disse, em nota.

Para quarta-feira, está marcado um protesto para começar às 10h e deve contar com a participação de servidores de várias categorias do estado.

FONTE: O DIA

3 comentários:

  1. Ressurreição e insurgência do povo do estado do Rio de Janeiro ou teremos implantada a volta da escravidão.

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  2. Políticos NÃO são deuses.
    Muitos são LIXOS e lá devem ser jogados.
    A revolução francesa transformou a França no que é hoje.
    Sobre muros...

    13 de agosto de 1961. Nascia o muro de Berlim, símbolo de uma guerra que dividiu as famílias alemãs durante quase 30 anos.

    12 de novembro de 2016. Nasce o muro da Alerj. Símbolo de um governo corrupto, escorado em deputados covardes, que tentarão, escondidos, aprovar um pacote criminoso, que vende a dignidade do servidor e a vida da população, em troca de cargos e propinas, moedas correntes neste Estado.

    9 de novembro de 1989. Caiu o muro de Berlim. Junto com ele, a vergonha de 28 anos de governos que subjugavam pessoas, que um dia se cansaram de ser exploradas e derrubaram com as próprias mãos o muro.

    16 de novembro de 2016. Cairá o muro da Alerj. Junto com ele, toda esta corja que levou o Rio ao caos. Mais uma vez, a historia registrará a queda de um muro por trabalhadores de mãos limpas. Ao contrário dos governantes, com as mãos sujas da corrupção; e da guarda pretoriana do governo, com as mãos sujas do sangue de inocentes.

    A Alerj está cercada. A intenção deles é deixar o povo do lado de fora, para que possam fazer as suas tramoias sem testemunhas. A impressão, olhando pra quem está lá dentro, é que acaba de ser inaugurado o mais novo presídio do Rio!

    Deus nos proteja! Juntos, somos fortes!

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  3. Sou SubTen PM RR e gostaria de saber dos amigos juristas do CBERJ o seguinte: Seria viável propormos uma peticão no sentido de que nossas tropas pudessem retornar ao comando do Exército Brasileiro, tendo em vista que ambas as corporações no passado eram subordinadas ao mesmo ou isso é causa pétrea? Talvez se fosse viável não ficaríamos a merce de governadores corruptos ligados a partidos políticos de viés comunistas/socialista que cumprem apenas as metas do foro de SP, portanto estão ilegais, pois De acordo com a " Lei 9.096/95 " Partidos atrelados, cadastrados, participantes de " Organizações Internacionais " que recebem dinheiro devem ser excluidos.

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