sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Servidores protestam contra medidas de austeridade do governo do RJ

Manifestantes se concentravam na Alerj enquanto Pezão anunciava pacote.

Funcionários públicos dizem que medidas são 'pacote de maldades'.


Enquanto o governador Luiz Fernando Pezão e sua equipe anunciavam o pacote de medidasque pretende sanear as finanças do Rio de Janeiro, centenas de servidores públicos se concentravam na frente do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro da cidade, para protestar contra as propostas.

A manifestação, que até o início da tarde desta sexta-feira (4) era pacífica, reúne trabalhadores de categorias como educação, saúde e justiça, além de aposentados e pensionistas.

Entre as medidas anunciadas pelo governador nesta sexta-feira estão a suspensão de reajustes salariais já concedidos, o aumento das alíquotas de contribuição previdenciária, o desconto de 30% dos vencimentos de inativos para reforçar o caixa da Previdência estadual, o corte de gratificações pagas a comissionados, o fim de programas sociais e a extinção de órgãos públicos.

"Essas medidas são para disfarçar o governo irresponsável, penalizando os servidores e a população. As pessoas morrem sem saúde e no que se refere à educação, professores e alunos são tratados como criminosos. O Executivo e o Legislativo precisam ser investigados", afirmou W. B. Lemos, que protestava usando um nariz de palhaço e um exemplar da Constituição nas mãos.

Para Marcelo Afonso e Beatriz Afonso, ambos servidores, a má gestão do estado é a principal responsável pela crise. "Esse projeto é para sucatear ainda mais o serviço público, colocando no servidor o pagamento da conta por anos de má gestão da verba pública e isenções fiscais milionárias", disse Marcelo.


Aposentados protestam contra pacote de austeridade do governo Pezão (Foto: Patrícia Teixeira/G1)

Manifestantes protestam contra o pacote de austeridade do governo do Rio (Foto: Patrícia Teixeira/G1)


W. B. Lemos protestava contra pacote de austeridade do governo do Rio (Foto: Patrícia Teixeira/G1)

FONTE: G1

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