segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Picciani devolveu pacote após governo ignorar reivindicação de servidores


O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), em sessão Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Com os ouvidos bem atentos, o presidente da Assembleia, Jorge Picciani (PMDB), ouviu de um colega, na semana passada: “Vai morrer alguém durante a votação desse pacote. E o cadáver vai ser seu, não do governador”.

O alerta reverberava pelo velho Palácio Tiradentes. E não era o primeiro.

Com a experiência de seus 74 anos, Cidinha Campos (PDT) afirmava que os protestos violentos não iam acabar bem. “Vai ser PM atirando em policial civil. Uma praça de guerra. E não se pode acirrar mais os ânimos, porque vai morrer um”.

Se o homem já era um pote até aqui de apreensão, a gota d’água veio na última quinta-feira, quando o governo ignorou o prazo combinado e não respondeu às reivindicações dos servidores.

A Assembleia já tinha assumido a responsabilidade pelas medidas antipáticas que seriam “as únicas capazes de recuperar” as finanças do estado — mesmo quando o Ministério Público apontara a inconstitucionalidade do que era proposto pelo governo do estado.

Mas não era agora que iria aturar o que os deputados, de A a Z, consideravam falta de respeito do Poder Executivo.

Em tempo

Ninguém protesta mais na porta do Palácio Guanabara. Muito menos nas imediações da residência oficial do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

É que manifestações têm como alvo quem tem o poder...

Surpresa!

A decisão de devolver parte do pacote ao governador Pezão — e deixar o pouco que sobrou para votar só em 2017 — pegou de surpresa praticamente todos os deputados.

Nem o líder do governo oficial, Edson Albertassi, nem o extraoficial, André Corrêa, sabiam das intenções do presidente da Assembleia, Jorge Picciani (PMDB).

FONTE: EXTRA

Um comentário:

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