segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Militares vão atuar no Rio até depois do Carnaval, diz Pezão

BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta segunda-feira que as Forças Armadas vão reforçar a segurança do estado durante o Carnaval. Ele também disse que as tropas permanecerão por mais algum tempo, mas não deu prazo. O governador negou que o pedido de ajuda, aceito pelo presidente Michel Temer, seja uma medida de precaução diante da possibilidade de greve da Polícia Militar (PM).

— A gente já tinha pedido há 21 dias. Ainda não tínhamos estipulado o prazo. A Força de Segurança Nacional já está no Rio de Janeiro há três semanas. A gente quer reforçar cada vez mais o policiamento - afirmou Pezão, após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar do acordo firmado com o governo federal para socorrer financeiramente o estado.

O governador elogiou o trabalho da PM do Rio.

— A Polícia Militar trabalhou esses dias todos mais de 97% do efetivo da Polícia Militar se desdobrando com jogo do Flamengo, praia lotada, blocos de Carnaval desfilando. É muito difícil fazer esse patrulhamento. E a Polícia Civil, a Polícia Militar estiveram na rua. Agora são períodos difíceis. Tanto que hoje eu pedi ao presidente Michel Temer reforço às Forças Armadas para ajudar nesses próximos (dias) até depois do Carnaval, porque é um período em que a cidade está muito cheia — disse Pezão.

Segundo ele, o efetivo ainda está sendo definido pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, e pelo Comando Militar do Leste, que abrange os estados do Rio e Espírito Santo, e a maior parte de Minas Gerais. O governador também anunciou que, mesmo com dificuldade, pagará amanhã a folha salarial de toda a área de segurança.

Questionado se a segurança do Carnaval preocupa, Pezão respondeu:

— Sempre fica tranquilo, mas são mais de 2 milhões de pessoas na rua.

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