quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Recuperação financeira do Rio está nas mãos do Congresso Nacional


Governador Luiz Fernando Pezão

Certo de que a Assembleia, neste momento, não aprovaria o aumento da contribuição previdenciária — muito menos a taxa extra — o governo sequer vai enviar ao Legislativo o projeto que eleva a taxa para 14%.

O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), já avisou que vai levar à votação apenas a privatização da Cedae. O restante do pacote só vai a plenário depois que os salários estiverem em dia.

Só que o governo raspou o caixa com o pessoal da área de Segurança. Não sobrou um centavinho. Para pagar o restante, só com empréstimo.

E os bancos só podem dar uma colher de chá ao Rio se o Congresso aprovar o que o governo federal pomposamente chamou de “regime de recuperação das contas públicas para os estados em crise financeira”.

Os números

A Secretaria de Fazenda tem uma conta para lá de pessimista.

Se nada mudar, e a arrecadação for a mesma de 2016 (e não será, já que a nossa economia está andando de ré), o Rio terminará o ano com oito folhas de pagamento em aberto. Ou seja: o dinheiro só dará para pagar salários até junho. Depois, babau.

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