quarta-feira, 19 de abril de 2017

Governador do RJ, Pezão comemora aprovação de texto-base de projeto para socorrer estados

Pezão disse que começa a 'trabalhar' no Senado já nesta quarta-feira (19). Caso senadores também aprovem o plano, expectativa é pagar em até 60 dias salários do funcionalismo.


Luiz Fernando Pezão em Brasília para acompanhar a votação do projeto de recuperação fiscal dos estados (Foto: Bernardo Caram/G1)

O governador Luiz Fernando Pezão comemorou a aprovação na Câmara dos Deputados, em Brasília, do texto-base do projeto de lei que prevê a estados em crise, como é o caso do Rio de Janeiro. Em nota na noite desta terça-feira (18), a assessoria do Palácio Guanabara informou que pode estar mais próxima a possibilidade de regularização de salários dos servidores estaduais.

Para concluir a votação, no entanto, os parlamentares ainda precisam analisar as chamadas emendas, sugestões de deputados que podem alterar o teor do texto. Após a conclusão da análise pela Câmara, a proposta seguirá para votação no Senado.

"Ainda tem muito trabalho. Tem os destaques amanhã, mas acho que fica mais fácil com o texto principal aprovado. Vamos começar a trabalhar no Senado já amanhã também, pedindo regime de urgência", disse o governador.

Na avaliação de Pezão, o plano é crucial para o reequilíbrio fiscal do Estado do Rio. O governador confia que com a aprovação do Plano de Recuperação Fiscal será possível recuperar a gestão financeira do RJ e que, assim, o pagamento de salários e fornecedores poderá ser realizado.

"Com a aprovação no Senado, em 60 dias devemos começar a colocar os salários em dia. A cada ano vamos melhorando e, para o meu sucessor, em 2019 zeramos o déficit", prometeu.

De acordo com informações do Palácio, só em 2017 o governador esteve 12 vezes em Brasília, tentando articular uma saída para a crise financeira do estado.

Nesta segunda-feira (17), o governo estadual anunciou cinco medidas para tentar elevar a receita. O governo estima que, em curto prazo, seja possível arrecadar mais R$ 1,5 bilhão.

As medidas incluem licitação da folha de pagamento, securitização da dívida ativa, suspensão de créditos de ICMS, antecipação de pagamento de tributos e licitação de linhas de ônibus intermunicipais.

Um comentário:

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