sexta-feira, 7 de abril de 2017

HCAP - ATENDIMENTO INADEQUADO SIM. PONTO.


Comissão de Saúde aponta redução de recursos no Hospital dos Bombeiros

Segundo parlamentares, desde janeiro 2016 a unidade deixou de receber R$ 62 milhões. Eles levarão ao caso ao Ministério Público.

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai pedir que o Ministério Público proponha Termo de Ajuste de Conduta (TAC) ao Governo do Estado para que os repasses regulares ao Hospital Central do Corpo de Bombeiros Aristarcho Pessoa voltem a ser feitos.

Os deputados Flávio Bolsonaro (PSC) e Paulo Ramos (PSOL), ambos integrantes da comissão, fizeram uma visita à unidade na manhã desta quinta-feira (06). Segundo levantamento feito pelos parlamentares, a unidade já deixou de receber R$ 62 milhões.


Hospital Central do Corpo de Bombeiros, no Rio Comprido. (Foto: Carlos Brito)

"Desde janeiro de 2016, o Governo do Estado não faz o repasse que deve ser destinado ao hospital dos bombeiros. Pelas regras do fundo de saúde da categoria, a administração estadual tem que dar uma contrapartida proporcional para cada Real pago descontado dos salários dos militares. Não é possível que uma unidade que atende os bombeiros do Rio seja prejudicada assim", disse Bolsonaro.

Localizado no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, o Hospital Central do Corpo de Bombeiros faz, em média, 900 atendimentos diários. Na unidade existem 90 leitos, sendo sete de UTI adulto. Cento e setenta oficiais médicos e cerca de 300 pessoas na equipe de enfermagem trabalham no local.

Em sentido contrário à renda recebida, a unidade ampliou a quantidade de procedimentos. O número de consultas de pronto atendimento, por exemplo, teve um aumento de 13%, chegando a cerca de 3.000 atendimentos em 2016. As internações registraram um aumento de 26% e as cirurgias vasculares registraram crescimento de 33% - sobretudo procedimentos endovasculares. No Centro de Imagem, foram registrados 26.307 exames no ano passado – 9% a mais do que em 2015.


Deputados estaduais Flávio Bolsonaro e Paulo Ramos durante visita à unidade. (Foto: Carlos Brito)

"Se o Estado voltar a fazer o repasse com regularidade a contrapartida que é devida ao hospital, os serviços poderão ser ampliados e também evitaremos a evasão de médicos para a iniciativa privada, situação que vem sendo registrada aqui", afirmou Ramos.

"O Estado tem feito o que pode e se mostrado sensível à nossa situação, mas sofre arrestos quase que semanais e o Corpo de Bombeiros não está livre dessa situação. Por conta disso, precisamos ir ao governo pedir que, de alguma forma, faça um sacrifício e nos mantenha de pé. Pelo menos até agora, conseguimos manter a unidade funcionando bem e atendendo os bombeiros, mas já atrasamos até três meses o pagamento de alguns fornecedores", finalizou o chefe de gabinete do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, o coronel Ricardo Monteiro.

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