domingo, 18 de junho de 2017

A cara da crise: servidor precisou vender latinhas para bancar passagem ao trabalho

Jorge dos Santos Moura catou latinhas






Em busca de força para enfrentar os três meses de salários atrasados, Jorge dos Santos Moura, segurança estatutário da Universidade do Estado do Rio (Uerj), faz o possível para sobreviver ao dia a dia. Neste um ano de calamidade pública no Rio de Janeiro, o bom carioca, como ele bem diz, tem deixado “a vida levar”. Além dos bicos em serviços gerais e segurança, Moura já precisou vender latinhas de alumínio para bancar os quase R$ 20 de gastos diários com a passagem de Sepetiba, onde mora, até a Uerj, no Maracanã. O segurança não esconde também que já contou com a ajuda de outros servidores para colocar comida na despensa.


— Busquei as cestas básicas entregues pelo movimento dos servidores no fim do ano passado para ter o que comer no Natal e no Ano-Novo. Diante do atraso do salário e da promessa não cumprida de pagamento, banquei a passagem de ida e volta com R$ 20 que consegui vendendo latinhas — disse o segurança, de 65 anos.


A ajuda a que Moura teve acesso já “alimentou” a esperança de milhares de servidores. Entre dezembro e fevereiro, o Movimento Unificado dos Servidores (Muspe) ofereceu 5 mil cestas básicas a servidores sem salário. Ao todo, foram 120 toneladas de alimentos doados. Em função do atraso atual dos salários, a campanha será retomada.


Para o especialista em Direito Público Jerson Carneiro, nada foi feito neste um ano de calamidade para mudar o rumo do estado:

— Seguem mantidas condições das crises fiscal, política, econômica e moral sob a qual se encontra o Rio.




Fonte: EXTRA




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