segunda-feira, 12 de junho de 2017

Estado completa seis meses de atraso sobre o 13º salário, e servidores cobram correção


O Estado do Rio completou, neste mês de junho, seis meses de atraso do 13º salário de 2016. São mais de 230 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas que não receberam o abono natalino. Mas o reajuste dos valores não está garantido. Por isso, a partir de agora, além de cobrar o que é devido pelo governo do Rio, funcionários de diversas categorias querem garantir, também, a correção monetária sobre o período de atraso. Segundo o servidor dos bombeiros, Adilson Bandeira, o Estado tem que seguir a lei.

— Está na Constituição do Estado a obrigação do empregador de pagar a correção monetária sobre o que for pago com atraso. Já temos seis meses de pendência. Quero que a Justiça garanta esse direito — disse o servidor.

Bandeira já repassou ao advogado Carlos Henrique Jund, da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores do Estado do Rio (Fasp), a missão de fazer cumprir o que está na constituição estadual.

— A ideia é pedir o pagamento imediato do que é devido com a incidência da correção sobre a inflação até o momento da quitação. Cada servidor vai apresentar a sua particularidade em ações individuais — avaliou Jund.

A inflação de janeiro a maio, segundo dados do IBGE, alcançou 1,42% no acumulado. Além da correção, outras cobranças poderão ser feitas na Justiça, segundo Jund.

— O servidor pode argumentar que o atraso o impediu de quitar uma dívida, de comprar um carro. Caberá ao juiz definir se incidirá a cobrança de juros sobre essa perda — ressaltou.

FONTE: EXTRA