sexta-feira, 7 de julho de 2017

"A outra face" ?


CINISMO ?
DESCARAMENTO ?
DESFAÇATEZ ?

AU AU AU.....A CULPA É DO CABRAL !!!


Dizer que a crise existe pela gestão de Sérgio Cabral é uma falácia desmedida, uma mentira. No momento, ele está sendo linchado publicamente



Escrevo este artigo não para fazer qualquer defesa jurídica do meu pai, ex-governador Sérgio Cabral. Isso se dará nos autos do processo. Escrevo apenas para refletir sobre o legado de sete anos de governo que tentam ligar de forma covarde à crise financeira do Rio de Janeiro.

Em 2007, tomou posse o governador que mais realizou em todas as áreas, que mais fez pelos servidores, que recompôs os efetivos, fez reajuste anual dos salários, pagou em dia e antecipou o décimo terceiro. Ele uniu os três entes da Federação, elegendo o prefeito da capital (saudade!) e, junto com ele, trouxe as Olimpíadas.

Na segurança, levou paz para milhares de pessoas que não sabiam o que era isso há décadas. Os crimes contra a vida caíram de uma taxa de 44,9 por cem mil habitantes em 2008 para 34,7 em 2014. A PM foi reequipada, intensificou-se a gestão com ajuda da Fundação Brava, citada no livro “O sonho grande”, e dessa parceria surgiram as bonificações semestrais dos policiais.

Na saúde, criou as UPAS 24h, que atenderam a mais de seis milhões de pessoas. Criou hospitais: Dona Lindu, Hospital da Criança, Instituto Estadual do Cérebro, Hospital da Mulher, Hospital da Mãe, totalizando mais de cem mil cirurgias. O Rio Imagem realizou milhares de exames, sem contar o Hospital Geral de Saquarema e as reformas do Alberto Torres e do Hospital de Saracuruna.

Na educação, construiu mais de 40 escolas, climatizou as salas de aula, criou mais de 30 Centros Vocacionais Tecnológicos. O Rio saiu de 26º no Ideb para 3º lugar. A Uerj teve seu plano de cotas ampliado e diversas obras. A Faperj recebeu seus recursos corretamente, e a pesquisa no estado cresceu. A Cultura criou as Bibliotecas Parque, democratizou o recurso via editais e reformou o Theatro Municipal e a Sala Cecília Meireles.

Na Assistência Social e Direitos Humanos, foi o primeiro a dar cota em concurso público, criou a Subsecretaria da Diversidade e o Programa Renda Melhor. Na Habitação, foram mais de 30 mil moradias via PAC e Minha Casa Minha Vida. No transporte, tirou do papel o Arco Metropolitano, o metrô até a Barra, o fim da baldeação e a construção da estação General Osório. Comprou cem trens climatizados, que hoje dão dignidade e conforto. O Bilhete Único é uma conquista para milhares de trabalhadores. No meio ambiente, o Rio de Janeiro foi o estado que mais criou áreas de preservação, além da criação do Inea, referência no país.

Expandiu a indústria, trazendo empreendimentos como a Nissan, Nestlé, Land Rover, P&G, Man e o Porto Do Açu, entre outros. O Galeão foi privatizado graças à pressão dele. O Somando Forças realizou benfeitorias em todas as cidades do Interior e recuperou 400 quilômetros de estradas.


Sérgio Cabral fez uma gestão séria e, com uma equipe de excelência, trabalhou 18 horas por dia. O Rio foi o primeiro estado da América Latina a receber grau de investimento de duas agências de risco. O estado foi entregue em um momento extraordinário (já se vão mais de três anos). A arrecadação saltou de R$ 33 bilhões em 2007, para R$ 78 bilhões em 2014, um aumento de 136%.

Infelizmente, a queda na indústria do petróleo, o baixíssimo retorno do Fundo de Participação dos Estados (o RJ recebe 0,9% do que arrecada), o ICMS cobrado no destino da cadeia do petróleo, a Lei Kandir, uma previdência deficitária desde 1975 até hoje não corrigida em nível federal, e, principalmente, a grave crise no Brasil levaram o estado ao déficit que vivemos e que será corrigido com o Regime de Recuperação dos Estados. Dizer que a crise existe pela gestão dele é uma falácia desmedida, uma mentira. No momento, ele está sendo linchado publicamente, mas os dados provam que fez a melhor gestão que o Rio já teve; me assusta ver pessoas esclarecidas colocando nele a culpa pelo que o Rio vem passando. Como deputado federal, filho, e que há 11 anos acompanha a política estadual, não posso deixar de escrever esse contraponto.


Marco Antônio Cabral é deputado federal (PMDB-RJ)



  • Só pra lembrar ...

Filho de Cabral recebeu R$ 7,7 milhões de propina para campanha, diz delator

Em delação após sua prisão na sexta-feira, 3, pela Operação Lava-Jato, o empresário Francisco de Assis Neto afirmou que os mais de sete milhões de reais recebidos em sua empresa tiveram como destino a campanha a deputado de Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do ex-governador do Rio, Sergio Cabral.
notícia de segunda-feira 6 de fevereiro



Fonte: O GLOBO

Um comentário:

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